publicado por Miradouro de Vila Cova | Terça-feira, 15 Julho , 2008, 01:33

 

Corria o ano de 1963 (ou 64) e a petizada, na companhia do Sr. Prior e com a postura da praxe, entregava-se à foto, que registaria um  momento significativo do percurso das suas vidas: o dia da 1ª comunhão.

Hoje um único degrau que fosse, da escadaria de acesso à Igreja, seria mais que bastante para a míngua meia dúzia de miúdos, (nem tanto, por certo) de entre os 6 e os 10 anos, que se contabilizam no povoado .

A foto suscita-me ainda uma terrível pergunta: De todos os da foto quantos permanecem em Vila   Cova?

Um, dois, três, se tanto, não mais.

A resposta é perturbante. Mas mais perturbante ainda é pensar: E amanhã, como será?

 

Nuno Espinal

 

 

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Terça-feira, 15 Julho , 2008, 01:01

 

Retirámos esta notícia do “Princesa do Alva”:
 
“A Associação Ambiental das Beiras 'ALERTA' levou a cabo uma acção de limpeza “das margens do rio Alva, “com o fim de sensibilizar a população que vive à beira do rio ou o utiliza na época estival”. Com o apoio das Câmaras Municipais de Oliveira do Hospital e de Arganil, das Juntas de Freguesia envolvidas, da empresa “Trans Serrano, Lda”, a Embaixada Real dos Países Baixos e de muitos voluntários, a iniciativa que decorreu no passado fim-de-semana contou com 45 participantes. No Sábado, a “ALERTA” recolheu cerca de 150 quilos de lixo nas margens de entre o Barril do Alva e Coja. No Domingo, a recolha totalizou 200 quilos, num percurso que não foi completado e teve início em São Gião. A Associação faz saber “que muito mais há a fazer para que as pessoas tomem consciência do mal que estão fazendo ao planeta» e que «este foi apenas mais um ALERTA». A lista de lixo encontrado contempla borracha [pneus de automóvel], roupa, plásticos [sacos e cadeiras], embalagens de pesticidas, etc.
Restos de animais em estado de decomposição também foram encontrados dentro de sacos de plástico!”
 
Comentário do Miradouro:
Uma iniciativa que se aplaude e que tem, de entre outros objectivos, uma intenção de consciencialização ambiental. Mas, “muito mais há a fazer” e, de facto, é na qualidade das águas que pode residir o maior drama do Alva. Mas aí, o problema tem sido continuamente desprezado pelas autoridades políticas e administrativas a quem compete a principal responsabilidade e as medidas de resolução.
As habituais promessas, os habituais discursos e, depois, no que é a prática instalada, a habitual passividade.
Já lá vão os tempos em que as águas do Alva se bebiam gostosa e tranquilamente.
 
 

 


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O meu profundo sentir á minha querida amida Sra D....
os azulejos lhe davam valor e beleza. muito perdeu
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