publicado por Miradouro de Vila Cova | Sexta-feira, 11 Julho , 2008, 01:56

 

Voltemos às Actas, com a transcrição, para começar, de um episódio com certa graça. Diz assim a Acta da Sessão Ordinária de 4 de Junho de 1950:
 
“ Foi apresentado um requerimento de Bárbara dos Santos pedindo aumento de vencimento alegando que tinha feito grandes despesas com sabão. Foi resolvido não aumentar o referido vencimento mas comprar o sabão que for necessário.”
 
Esta mesma Acta, entre outros registos, refere um pedido de empréstimo feito por uma Irmão, algo normal em determinado período da vida da Santa Casa, que se comportava como uma verdadeira Instituição de Crédito, exigindo garantias e sujeitando estas operações a aprovação oficial, o que indicia que todo este procedimento era absolutamente legal.
 
“Foi apresentado também um pedido do mesário João Caldeira da Fonseca, solicitando da Santa Casa um empréstimo de oito mil escudos. Foi deliberado conceder-lhe o referido empréstimo, mas sob hipoteca, dando para garantia uma propriedade de que seja livre possuidor e cujo valor não seja inferior ao dobro  do empréstimo, devendo para tal efeito apresentar Certidão da Conservatória de Registo Civil, bem como da Secção de Finanças, donde conste o número e confrontações da referida propriedade.”
 
Os trâmites processuais e os termos do contrato deste empréstimo prosseguem na Acta da Sessão de 7 de Junho de 1950:
 
“ Foi renovado à Mesa Gerente da Santa Casa o pedido de empréstimo da quantia de oito mil escudos, feito por João da Caldeira Fonseca e apresentada uma certidão da Secção de Finanças, donde consta que a propriedade dada para garantia do referido empréstimo é uma terra de cultivo sita à Ribeira /…/.
A Mesa deliberou por unanimidade dar plenos poderes ao Provedor, Exmº. Sr. Bernardo d’Abranches Freire de Figueiredo, para outorgar na Escritura Pública /…/ que o referido empréstimo é feito pelo prazo de um ano, podendo ser prorrogado por períodos sucessivos desde que a Credora e o Devedor acordem. Que o juro do capital emprestado será de cinco por cento ao ano”.
 
Nuno Espinal    

 


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