publicado por Miradouro de Vila Cova | Terça-feira, 10 Junho , 2008, 01:15

 

 
 
 
 
 
 
 
 
  
A foto que ontem publicámos, da Igreja Matriz com a torre em forma de cúpula, deixou surpresos grande parte dos nossos leitores, a avaliar pelas muitas reacções que nos chegaram.
Deixámos a informação de que iríamos indagar sobre as datas e envolventes das alterações ocorridas na “torre”, alterações essas fotograficamente documentadas, recorrendo aos “documentos históricos” que vamos recolhendo, a grande maioria, à excepção de honrosas excepções (entre outras Nuno Mata, Victor Cardoso e Maria Teresa Mendes Barbosa) dispersos e não sistematizados.
É da maior justiça salientar, contudo, a importante pesquisa histórica sobre as origens e passado histórico de Vila Cova que é devida ao Padre Januário Lourenço dos Santos e a Carlos Gabriel, aos quais neste caso recorremos, especialmente pelos apontamentos publicados nos “Ecos do Alva”, em “Datas E Nomes Duma História Breve De Vila Cova De Alva”.
 
Assim, conforme esses apontamentos:
 
Em 13 de Novembro de 1896 realizou-se uma Assembleia-Geral da Irmandade da Misericórdia que resolveu “…reformar o adro e torre da igreja matriz…”
Em 30 de Janeiro de 1898 foram adjudicados a José Carlos Pereira, da Rapada, concelho de Oliveira do Hospital, por 634,550 reis as obras de “aumento da torre e construção do muro e gradeamento de ferro no adro da referida igreja matriz”
 
O que se depreende desta nota é que a torre de cúpula foi destruída nesta obra, até porque a altura da torre aumentou substancialmente, conforme confronto de fotos da torre com e sem cúpula.
Daí que a foto que ontem publicámos (da torre com cúpula) seja anterior a (ou do ano de) 1898.
Assim, a torre passou a ter a forma rasa no topo, com varandim, conforme foto que hoje publicamos, que nos foi enviada por Henrique Gabriel, pertencente a uma colecção de fotos que passou a ser vendida a partir de 20 de Agosto de1932, editada pela Comissão de Melhoramentos de então.
 
Em 1946 procedeu-se a um cuidadoso estudo das obras a realizar na igreja matriz, tendo sido calculadas em mais de 280 contos.
Em Fevereiro de 1949, o ministério das obras públicas, pelo Fundo de Desemprego, concede a comparticipação de 140 contos para a reparação da igreja matriz.
 
Ora, terá sido com esta verba e com outras mais comparticipações que foram custeadas as obras que vieram a dotar a torre da igreja, entre outros melhoramentos e alterações, do coruchéu no ano de 1952, conforme Nuno Mata in “vila cova de alva vista à lupa”.
 
 
Nuno Espinal
 
  

 

 


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