publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 26 Maio , 2008, 00:52

 

A menos de 1 mês do S. João, já é tempo de meter mãos ao trabalho e, como tarefa primeira, proceder à imprescindível recolha de fundos, para depois, com a garantia do “el contado” e com o conhecimento dos limites, se elaborar o programa das festas.
Ora, é aos mordomos que competem as respectivas tarefas. E eles aí estão, empenhados e confiantes, hoje no arrebanhamento dos Euros, amanhã e depois nas sequências normais que culminarão nos dias dos festejos.
Gente jovem, esta. A mocidade, em Vila Cova, a marcar pontos e a afirmar categoricamente que festas como a de S. João, uma verdadeira festa de Verão, de cor e animação, só com gente nova é que é Festa.
 
 
 
 
Nuno Espinal

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 25 Maio , 2008, 01:05

 

Há 3 monumentos em Vila Cova que, em estado ou a caminho de degradação, carecem de intervenção. Um problema que não é de hoje mas que, com o passar dos anos, ganha mais acuidade. Cabe aos seus proprietários as diligências, na impossibilidade de por si disporem de meios financeiros próprios para tal, junto de entidades competentes ou por candidatura a subsídios próprios, para inverterem a situação de deterioração. A Igreja da Misericórdia (com a Matriz e o Convento) é um deles. Contudo, a omissão de registo predial do edifício impede que a Mesa Administrativa da Santa Casa possa tomar qualquer iniciativa oficial sobre o edifício.
A questão é esta: por lapso (queremos admitir que sim) a Igreja da Misericórdia foi inscrita nas Finanças de Arganil em nome da Fábrica da Igreja, já lá vão alguns anos Ora, para que o registo de propriedade se possa efectivar o acto de inscrição nas Finanças do edifício em nome da Fábrica da Igreja tem de ser anulado. As Finanças de Arganil, entretanto, exigem, para a efectivação do acto de anulação, que seja feita prova de que o edifício é propriedade da Santa Casa. E é nesta carambola entre Finanças, Notário e Conservatória que dirigentes da Santa Casa têm passado muito do seu tempo. Até quando? Esperemos que por pouco e que estas dificuldades burocráticas venham a ser ultrapassadas. É que a burocracia, para além de ser chata, por vezes é muito estúpida.
 
 
Nuno Espinal
 
      

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Sábado, 24 Maio , 2008, 03:11

 

Voltámos à velha Casa do Forno, onde outrora o “ti” Albino Forneiro labutava na cozedura da broa. Ainda hoje a casa conserva as paredes de pedra de xisto entremeadas com pedregulhos de granito.
Entrámos.
Que mundo de memórias. Lá estavam o fragoeiro, pau comprido com que se vassourava ou varriscava o forno, o rodo, com que se puxavam as brasas, e a típica e imprescindível pá, para se retirarem as broas e outros assados e cozeduras.
Ainda lá se conservam as velhas rodas que solavancavam a carroça, pejadinha de mato, que a ti Áurea puxava com vigor de braços e mãos de ferro.
E há quem recorde a cruz com que se rasgava a massa já tendida, depois a broa já pronta a entrar no forno, e a velha reza a antecipar e a abençoar a cozedura:
 
S. Vicente te acrescente
S. Lever te levede
Nossa Senhora da Conceição
Finte o meu Pão
 
 
(Obrigado ao Sr. José Martinho, proprietário da Casa do Forno)
 
 
 
Nuno Espinal

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Sexta-feira, 23 Maio , 2008, 01:46

 

Pode dizer-se que a Flor do Alva cumpriu, no feriado do “Corpo de Deus”, uma autêntica maratona, tantos foram os quilómetros que percorreu a acompanhar as várias procissões da efeméride.
Tudo começou em Vila Cova, bem de manhã, após a missa realizada às nove e meia.
Depois, da parte da tarde, foram os percursos de Midões e de Aldeia de Nogueira.
Com tantos quilómetros nas pernas e dispêndio físico no sopro dos instrumentos já há quem diga que tudo isto faz parte de um plano de preparação, bem ao jeito do Scolari.
É que para a grande prova da época, na Camacha, já só faltam 3 meses…
 
(para os que não sabem, aqui fica a informação. A Flor do Alva desloca-se, na última semana de Agosto, à Camacha, na Madeira, onde vai actuar nas festas locais)
 
 

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Sexta-feira, 23 Maio , 2008, 00:27

 

O encerramento Sábado, dia 24, da Exposição de Pintura de Henrique Gabriel, “…Do Nome da Rosa” que tem estado patente na Galeria Artur Bual, na Amadora, vai ser festejado com um Café-Concerto.
Para além de uma intervenção de José-Luís Ferreira sobre a obra de Henrique Gabriel, do programa constam apontamentos de Arte Circense por elementos do Circo de Sol.Hei, Música por Susana Cacela, acompanhada ao piano pelo maestro Mário Rui, Poesia por César Salvado, acompanhado pelos músicos Joaquim Caeiro e Joaquim Barata, Sapateado por Maria de Feitas e Guitarra Clássica por Mucio de Sá.  

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 22 Maio , 2008, 02:24

 

As Comarcas de Arganil antigas são um verdadeiro tratado sobre os ambientes e vivências sociais daqueles tempos. Uma há, de 1930, que relata um acidente de automóvel em que esteve envolvida a família do Conselheiro Albino de Figueiredo, o então dono da Casa do Convento e bisavô da actual proprietária, Drª Margarida de Figueiredo.
A notícia tem pormenores curiosos e evidencia todo um reverencial com que personagens abastadas eram tratadas.
Com o título “Vítimas de Desastre”, transcrevemos da notícia alguns trechos:
 
Ontem, pelas 10 horas, quando o Sr. Conselheiro Dr. Albino de Figueiredo, que tem estado na sua casa do Pisão de Coja, se dirigia, com a sua família para Pinhel, no seu automóvel, deu-se, a 8 quilómetros além de Gouveia, um lamentável desastre que pôs em risco a vida de algumas pessoas daquela ilustre família.
/…o carro teve uma derrapage forçada…/
/…/
O Sr. Conselheiro, que seguia ao volante, ficou com o osso do nariz e uma costela fracturados; a Srª Dª Miquelina, esposa do Sr. Conselheiro, com graves lesões internas e um ferimento no sobrolho esquerdo,; a Srª Dª Margarida, esposa do Sr. Bernardo de Figueiredo, com grave lesão na coluna vertebral e várias escoriações; O Sr. Bernardo com escoriações na cabeça; e o Sr. António Mousinho, filho do Sr. Dr. José Mousinho, sobrino do Sr. Conselheiro, com graves lesões e com o ilíaco  ou o colo do fémur fracturado.
/…/
Desta vila foram ontem a Gouveia muitas pessoas inquirir do estado dos respeitáveis enfermos e, à hora em que escrevemos está para sair uma camioneta com gente do Pisão e desta vila de Coja que ali vão prestar as suas homenagens a ss. exªs. Todo o povo se acha consternado por tão grande desastre.
 
Perante isto é caso para se dizer: diz-me quanto tens dir-te-ei quanto vales…
 
 
Nuno Espinal/Palmira Barreiras
 
 

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 21 Maio , 2008, 00:20

 

Quem subir a escadaria que acede à Igreja do Convento, no 3º patamar reparará, por certo, do lado direito, numa porta e num óculo, fechados por pedras de xisto, a indiciarem uma antiga casa. A casa, sem visibilidade do exterior, continua ainda a existir, localizada em terrenos da Casa do Convento, em total ruína e já há muito sem qualquer função.
O que poucos vilacovenses, muito poucos mesmo, sabem é que aquela casa foi em tempos escola do ensino primário.
Desde que data é que começou a funcionar como escola é questão para a qual não temos resposta. Será ao tempo dos frades? O que se sabe é que em 31 de Dezembro de 1861 Vila Cova ocupava o primeiro lugar no concelho com mais 14 alunos do que Arganil, conforme se podia ler no “mapa demonstrativo das cadeiras de ensino primário existentes no distrito.”
Entretanto, em 25 de Setembro de 1891, iniciava-se a construção do actual edifício escolar, que ficaria concluído em 24 de Novembro de 1892.
Assim sendo, a então já velha escola perdia a sua funcionalidade pelo que, em 1912 a Junta “deliberava no sentido de pedir autorização para vender a antiga casa da escola”.
Autorização concedida, a casa foi posta à venda e a melhor proposta partiu do Conselheiro Dr. Albino Abranches Figueiredo, que fez a aquisição pela quantia de quarenta e seis escudos.
 
 
 
Nuno Espinal

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Terça-feira, 20 Maio , 2008, 00:41

 

Lá diz o ditado que “é de pequenino que se torce o pepino”. E o Tiago Raimundo tem feito jus a este tão velhinho dito, já que nunca se nega a qualquer responsabilidade a que o chamem, desde reger a “Flor do Alva”, até à leitura de um texto, mesmo curtinho que seja, mas sem se intimidar perante vasta assistência, como a da tarde festiva das comemorações do Dia de Santa Cruz.
O Tiago leu-o em voz naturalmente meiga e criou um momento de grande ternura na tarde.
 
Embora pequenino, estou aqui para agradecer ao Dr. Nuno e à Santa Casa da Misericórdia todo o apoio que têm dado às Instituições de Vila Cova.
Pelo carinho e disponibilidade que têm dado a Vila Cova, o meu muito obrigado.
Quando for grande quero, Dr. Nuno, seguir o seu exemplo e lutar pelo engrandecimento da nossa terra.
 
Claro, o texto foi escrito por mão adulta. Mas dito pelo Tiago ganhou outra dimensão. E de tal maneira que Nuno Espinal pediu ao Tiago a sua releitura, ao mesmo tempo que se expunha a uma fotografia que por certo ficará para sempre no seu álbum de recordações.
 
 
Palmira Barreiras

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Terça-feira, 20 Maio , 2008, 00:21

Para o Vilacovense a época oficial de 2207/2008 terminou, já que a equipa foi ontem derrotada, nas meias finais da taça do Inatel, por uma equipa da zona da Figueira da Foz, por 3-0.

O Vilacovense apresentou-se desfalcado de alguns dos seus titulares, afastados da equipa ou por lesões ou por compromissos, como a integração na Flor do Alva, que participou na Festa de Santa Cruz, em Vila Cova.

Foi uma época em cheio da equipa dos "curvachos", e nunca é de mais enaltecer o empenhamento de todos os jogadores, equipa técnica e dirigentes.

Parbéns rapazes.

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 19 Maio , 2008, 01:59

 

A chuva parecia estragar, senão tudo, quase tudo. Já de manhã, por força de uma forte chuvarada, a procissão foi cancelada. Era, desde logo, um acontecimento muito negativo e que entristeceu muitos vilacovenses. Veio a seguir o encontro, na zona do Barranco, das duas Filarmónicas, “Flor do Alva” e “Barrilense” e do Rancho “As Flores” de Casal de S. João. Saudaram-se os grupos e seguiram em desfile até às Tílias. A chuva, essa, quis ao desfile dar tréguas. E ainda bem porque as peças em conjunto tocadas pelas duas bandas nos desfile e exibição nas Tílias foi monumental. O ineditismo da fusão ocasional das duas representantes musicais de Vila Cova e do Barril foi saudado com entusiasmo pelos vilacovenses presentes no local.
Depois veio a segunda contrariedade do dia. As nuvens continuamente ameaçadoras e o terreiro da Santa Casa completamente encharcado, onde era suposto ser degustado o “porco no espeto” e desenrolarem-se os festejos, obrigaram a que tudo se tivesse de realizar no espaço do Salão da Casa do Povo. Mas os organizadores dos festejos, a Direcção da Santa Casa, tinha tudo previsto. E a alternativa tinha sido devidamente programada. Tudo funcionou a contento, com uma boa organização na refeição volante servida e com os protagonistas do espectáculo a darem o melhor de si e a entusiasmarem os muitos vilacovenses presentes no Salão da Casa do Povo.
A Flor do Alva, nas peças musicais que apresentou, está cada vez melhor. A Filarmónica Barrilense exibiu-se a um nível de grande qualidade, com uma excelente exibição a solo do seu Maestro em tuba e a interpretar trechos de música clássica. Os barrilenses têm nos metais um dos seus pontos fortes, sendo de salientar um trompete solista e os instrumentistas de tuba. 
O Rancho “As Flores de Casal de S. João” foi um verdadeiro espectáculo. Apresentou peças do cancioneiro da região e encantou. Terminou com um “bailo” que não dispensou a colaboração de muitos dos espectadores presentes.
Acabou por ser em “grande” a festa de Santa Cruz, mau grado o cancelamento da Procissão. A Festa da Amizade, tal como Nuno Espinal, Provedor da Santa Casa, a apelidou, na sua intervenção, foi de facto uma verdadeira jornada de confraternização. Talvez, quem sabe, a abrir uma era de maior proximidade e colaboração nas relações entre povoações vizinhas.
As várias intervenções, dos convidados presentes, sublinharam precisamente esse aspecto, ou seja a importância das colaborações entre os povos e instiuições do concelho.
De entre os convidados que estiveram no Salão da Casa do Povo há a destacar o Vice Presidente da Câmara, Dr. Avelino Pedroso, os presidentes de Junta de Freguesia de Vila Cova e do Barril, respectivamente Sr Alfredo Lourenço e Sr. Rogério Leal e os Presidentes de Direcção da Flor do Alva, Sr. José Raimundo, da Filarmónia Barrilense, Sr. Guilherme e do Rancho das Flores, Sr. Arménio Santos. 
 
 
 
 
Margarida Figueiredo escreveu o texto
Nuno Espinal e Catarina Tavares registaram as imagens
 
 
 
 

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