publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 13 Abril , 2008, 23:50
 
Por Quim Espiñal
 
 
 
 
 
 
A propósito de ”Passagem do Aeroplano” e “Sábia Futurologia”, in Notícias do Miradouro, veio-me à lembrança uma história que ouvi da boca do Sr. Benjamim Leitão num dos seus passeios de automóvel que, por alturas do Verão, fazia com a rapaziada que aí passava férias. Sempre eloquente, de voz bem timbrada e de sonoridade agradável, de trato muito afável, gostava de nos mostrar ambientes e histórias de Vila Cova e arredores. Admirador das paisagens que a região nos proporciona, calcorreávamos muitas vezes, a pé ou na sua viatura, os recantos e sítios que, mesmo sem história, eram para ele lugares de eleição.
As notícias já referidas, dizia eu, trouxeram-me à lembrança um episódio que relaciona o Sr. Benjamim e um outro objecto voador, este último, identificado.
O tempo decorrido já me fez perder alguns contornos preciosos, mas o que ainda se retém transporta-me para a década de 50 quando, julgo eu, terá tido lugar a acção que vou descrever. Quem conheceu o Sr. Benjamim Leitão não terá dificuldade em imaginar a expressividade do relato dos acontecimentos.
Contava ele que na Aldeia das Dez, nesses idos anos de 50???, terá caído uma aeronave que destruiu determinado casario e que, por obra e graça do Espírito Santo (passe a ligeireza da expressão), não provocou vítimas humanas. No entanto, para além do acontecimento por si só digno de registo, uma história o acompanhou em paralelo que refere determinada mala de mão desaparecida e que, sendo objecto de protagonismo, já não me lembro porquê, foi motivo de amplo falatório e controvérsia. De tal maneira que até deu origem a uma canção que teve foros de enorme popularidade a nível nacional e cujo refrão, rezava assim:

Olha a mala, olha a mala,
Olha a malinha de mão.
Não é minha nem é tua,
É do nosso hidrovião
.”

Não me lembro do resto da letra e, apesar de ter ido à “net” pesquisar acerca do assunto, a única resposta que obtive foi que a cantiga era interpretada por Celeste Rodrigues, irmã de Amália Rodrigues.
Estou em crer que alguns jovens da minha idade - e até mais velhos - se lembrarão da cantiga e, quem sabe, também do motivo do protagonismo da malinha de mão.
Quanto à história confesso que me faltam referências e, até a identificação que a cantiga dá da aeronave, um hidrovião, me parece ter sido apenas uma questão de rima. Um hidrovião por aquelas bandas? Não é de todo impossível, mas…
Verdade ou mentira o que é certo é que o Sr. Benjamim me “vendeu” esta história como a relatei.
Haverá por aí alguém que tenha ouvido a história? Estou certo que sim. Se assim for, que venha às “Tílias” acrescentar pormenores ou desfazer imprecisões.
Pela minha parte, independentemente dos acontecimentos, presto assim a minha homenagem a um Vilacovense que sempre admirei e respeitei e para quem, Vila Cova do Alva, era a mais amada das terras portuguesas.

Um abraço a todos os Vilacovenses.




publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 13 Abril , 2008, 22:37

Este resultado deixa intactas as aspirações do Vilacovense passar à fase seguinte. No próximo Domingo só um resultado interessa: a vitória.

Crónica do jogo de hoje mais tarde.


publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 13 Abril , 2008, 15:03
A data da fundação foi em 7 de Abril de 1918. Neste dia reuniram-se em Anceriz os Srs. António Antunes Leitão, José de Abreu Mesquita, Luís Mota da Fonseca, José Nunes da Costa, José Antunes Leitão, José de Figueiredo e Abel Mendes Ferrão com o intuito de convidarem o Sr. António Alves das Neves para regente da filarmónica que pretendiam organizar em Vila Cova. E é esta a data que se convencionou (porquê, por quem e desde quando não sei) como a de aniversário da Flor do Alva. Eu preferiria (é apenas uma opinião pessoal) que fosse a data de 23 de Junho do mesmo ano, data em que a Filarmónica se apresentou pela primeira vez a público, já consubstanciada em constituintes imprescindíveis para um seu reconhecimento como Banda Filarmónica, ou seja, músicos, instrumentos musicais, fardamentos e capacidade de interpretar peças musicais.
Mas, o que está está e nada adianta a controvérsia sobre o que se tornaria uma mera questiúncula. Até porque as datas efectivas das comemorações aniversariantes se vão adequando a permissões e possibilidades circunstanciais. Este ano, por exemplo, o aniversário é celebrado a 20 deste mês. E já são noventa anos de idade. O dia será preenchido com missa, almoço de confraternização e concerto.
Que se glorifique o passado, se enalteça o presente e se brinde pelo futuro.
Músicos da 1ª formação da Flor do Alva: Luís António Mendes Ferrão, António Luís, António Nunes Pedro, Cassiano Gabriel Mota, Joaquim Nunes de Oliveira, Arnaldo Fernandes, António Gaspar, José Marques, Alberto Gomes de Oliveira, Vítor da Costa Fonseca, António Camilo Jorge Ramos, António Joaquim Jorge, Manuel Nunes de Oliveira, Alfredo Pereira de Moura, Manuel Nunes, António Mota da Fonseca, Eduardo Francisco Filipe, Alexandre Gomes dos Santos, José Nunes da Costa, António Nunes de Oliveira e Costa, António Nunes Ferrão, Cassiano Pinto, Juvenal da Costa Marques, José Mendes da Cruz, António da Silva Ferrão, António Gouveia Jorge, José Gomes de Oliveira, António Pedro Ribeiro, Abílio Pedro Ribeiro, António Gabriel Mota e Alberto Mendes Esponso.
Nuno Espinal

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