publicado por Miradouro de Vila Cova | Sexta-feira, 28 Março , 2008, 23:59

A partir de 5 de Abril, na Rua da Conceição da Glória, nº 8,10 e 12 em Lisboa

Rostos das Palavras de Abril, uma mensagem de Liberdade e de Amor perpetuados(2008)
 
 
 
 
 
Praticamente coincidente com a gala "Vozes de Abril"[1], programa-espectáculo onde se presta homenagem a todos aqueles que, através do seu contributo artístico, ajudaram a criar condições para que a liberdade fosse conquistada para o nosso país, associamo-nos, neste breve trecho, com um testemunho de reconhecimento sincero, de congratulação e de particular apreço pela iniciativa da FIRSTGALLERY e, sobretudo, pelo facto de ela acrescentar, com esta exposição evocativa, do artista plástico Henrique Gabriel, um evento criativo e documental que honra a nossa cultura e as Artes, como um preito de homenagem, a que não podemos ficar insensíveis.
 
Em 25 de Abril de 1974 o Movimento das Forças Armadas (MFA) derrubou o regime de ditadura que durante 48 anos oprimiu o Povo Português. «Nessa madrugada do dia inicial, inteiro e limpo» (como poetizou Sophia de Mello Breyner) os militares de Abril foram claros nas suas promessas: terminara a repressão, regressara a Liberdade… era o fim da guerra e do colonialismo, vinha aí a democracia!
 
A Revolução dos Cravos não se limitou a pôr fim ao isolacionismo a que Portugal estava condenado. Ajudou ao nascimento de novos países independentes, vindo a constituir-se movimento pioneiro de enormes transformações democráticas em todo o mundo e demonstrando que as Forças Armadas não estavam condenadas a ser usadas como instrumento de opressão, antes podendo, ser um elemento libertador dos povos, na mais séria e profunda acepção civilizacional e cultural, em Democracia, fazendo Portugal regressar ao fórum das nações livres e amantes da paz.
 
Se, ao cumprir todas as suas promessas, os capitães de Abril transformaram o seu acto libertador numa acção única na História da Humanidade – disso se orgulhando e, nisso, se revendo – qualquer contributo para que essa memória não se apague é, para nós, credora de gratidão recíproca, também. É vasto, aliás, o leque de iniciativas que tem promovido no domínio das Artes Plásticas como força catalizadora de divulgação e aculturação, quer na promoção de autores e das suas obras, quer no destaque de valores gráficos e ilustrativos, quer, ainda e, sobretudo, na formação de públicos, em que a própria Comunidade Europeia está empenhada.
 
Por isso, também, saudamos esta magnífica exposição do pintor Henrique Gabriel, quer pela expressividade forte e sensível da sua linguagem, portadora de grande conteúdo e de potenciais, a um tempo místicos e idealistas quer, nessa acepção, pelo que projecta do passado para o presente e, dele, para o futuro: uma mensagem de Liberdade e de Amor perpetuados, porque importa ter presente a razão de ser do 25 de Abril.
 
  
VASCO LOURENÇO
(Presidente da Direcção da Associação 25 de Abril)




 
 
 
 1-  4 de Abril, Coliseu de Lisboa

publicado por Miradouro de Vila Cova | Sexta-feira, 28 Março , 2008, 22:09

No próximo dia 30 realiza-se, pelas 14 horas, a Assembleia Geral da Associação de Moradores de Casal de S. João, com a seguinte ordem de trabalhos:
 
1.º - Apreciação e votação do relatório e contas da gerência do ano anterior e parecer do concelho fiscal.
2.º - Outros assuntos de interesse para a colectividade.
 
 
Notícia: António Tavares
 

publicado por Miradouro de Vila Cova | Sexta-feira, 28 Março , 2008, 02:46

 

Pela foto todos a identificam. Há quem diga que os antigos lhe chamavam “casa do trinco”. Mas ninguém tem a resposta do porquê deste nome.
Certo, certo é que muitos já são os anos sem que a casa sentisse as pisadas regulares e continuadas de um dono. Desde há muito desabitada, há mais de meio século no mínimo, em constante abandono, tem-se degradado ano a ano e tornou-se um desolador espaço misteriosamente enjaulado por quatro paredes em ruínas.
Contudo, albergou gente de nomeada, distinta, gente tida como importante.   Um dos seus donos foi um tal Dr. Silvestre Freire de Faria Costa, natural de Vila Cova e formado em cânones pela Universidade de Coimbra. Diz uma Comarca de Arganil de 1928 que este Dr. Silvestre “quando voltou para Vila Cova advogou e juntou grande fortuna, mas tudo lhe foi roubado no último quartel de vida”. Nestas condições foi viver, em 1853, para a Quinta de Santo António, no Barril, para casa de um sobrinho.
Quem foram os moradores desta casa em anos posteriores ao “exílio” deste senhor é informação que não possuímos.
Sabemos, isso sim, que em 1928 era propriedade do Dr. Alfredo Mendes d’Almeida Ferrão, (em foto publicada numa Comarca de Arganil) vilacovense que foi Juiz Conselheiro do Tribunal Administrativo e que viveu os seus últimos anos de vida em Santa Comba Dão.   
Entretanto, já mais tarde, na década de quarenta a propriedade da casa veio a transitar para o Sr. Adelino Teixeira e, na sequência de heranças, é pertença hoje dos Kessler.
 
Depois de tantas peripécias pode dizer-se que a casa já merecia melhor sorte. Ao menos que lhe dessem nova roupagem e alguma função. A que por exemplo teve em tempos (começo dos anos cinquenta) em que foi salão de animados bailes da população em épocas de carnaval.
 
 
Nuno Espinal/Palmira Barreiras

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