publicado por Miradouro de Vila Cova | Terça-feira, 18 Março , 2008, 18:18
As obras do Centro Educativo de Côja, que engloba as valências de creche, jardim-de-infância e 1º ciclo, deverão arrancar em finais de Abril, ou princípio de Maio, prevendo-se que esteja a funcionar no ano lectivo de 2009/2010.

O anúncio foi feito pelo presidente da Câmara Municipal de Arganil durante a apresentação pública do projecto da EB1, pré-escolar e creche de Côja. A cargo do arquitecto Aires Almeida, este projecto está avaliado em cerca de um milhão e 250 mil euros, e vai ser implementado no terreno onde está instalada a actual escola primária.
De acordo com Aires Almeida, inicialmente a ideia era incluir no projecto apenas as valências da escola básica e jardim-de-infância, no entanto, "a DREC aconselhou a avançar com a valência de creche".
"É intenção da Câmara Municipal de Arganil demolir a construção existente e construir esta que propomos", revelou o arquitecto, explicando que desta forma é possível rentabilizar as infra-estruturas existentes, nomeadamente de âmbito desportivo e lazer, e "dotar esta escola de cozinha". De acordo com Aires Almeida, em termos de apoio desportivo e educação física, "a escola-alvo deste processo deve tirar partido do polidesportivo coberto existente na vila". Refira-se que as sete salas previstas e a área de creche vão receber na sua totalidade cerca de 200 crianças dos referidos grupos etários.
Após a apresentação do projecto, o presidente da Câmara Municipal de Arganil enalteceu a particularidade deste Centro Educativo albergar três valências, revelando que "tudo isto nasceu porque entendemos que a Educação é uma trave-mestra do desenvolvimento do concelho". Fazendo referência à elaboração da Carta Educativa Municipal homologada pela ministra da Educação, onde estão definidos os investimentos que têm de ser feitos em matéria de educação, Ricardo Pereira Alves sublinhou que já está a ser construído o Centro Educativo de São Martinho da Cortiça e que vai arrancar a construção do Centro Educativo de Côja.
De acordo com o autarca, são investimentos "muito avultados", mas que são "fundamentais para o desenvolvimento do concelho".
"Durante a próxima semana teremos ocasião de adjudicar esta obra e começá-la em finais de Abril, princípio do mês de Maio", adiantou, acrescentando que durante o período da construção do Centro Educativo as crianças vão ficar instaladas em contentores "com todas as condições para poderem ter a sua aprendizagem".
"Dentro de 15 meses, início do ano lectivo de 2009/2010, teremos uma nova creche em Côja e um novo espaço para o jardim-de-infância e EB1", prometeu.

/…/

Lurdes Gonçalves, in Diário das Beiras



publicado por Miradouro de Vila Cova | Terça-feira, 18 Março , 2008, 00:25

Na pesquisa documental sobre Vila Cova, colhemos esta notícia de Fevereiro de 1928, inserida na Comarca e Arganil, com o título “A Junta de Freguesia de Vila Cova d’Alva vai dar a um dos seus largos o nome do benemérito doador da sua Misericórdia”:
 
A Comissão Administrativa Paroquial, em sua sessão de 5 do corrente, deliberou oficiar a comissão administrativa municipal, para que aquela corporação a autorize a mandar colocar no Largo da Praça uma ou duas placas em esmalte, com o nome Luís da Costa Faria, ficando o mesmo largo, de futuro, com a referida denominação, como homenagem bem merecida que há bastante tempo é devida pelo povo de Vila Cova ao mérito de tão prestante cidadão, que num rasgo de filantropia legou à nossa terra a Misericórdia, sublime Instituição que a tantas desgraças tem acudido.
 
De facto, em 5 de Fevereiro de 1928, a Junta, então presidida pelo Sr. Luís António Mendes Ferrão, assim deliberou, tendo as placas sido colocadas na Praça em 25 de Junho daquele ano.
 
O acto foi um reconhecimento histórico dos vilacovenses para com a grande figura que o Dr. Luís da Costa Faria foi e do que ele significou para Vila Cova.
O Dr. Luís da Costa Faria, Desembargador da Casa da Suplicação, instalou-se em Vila Cova após o seu regresso da Índia, onde foi Governador, tendo-se tornado um grande benemérito da terra, pela grande ajuda que prestou na edificação tanto do Convento como da Igreja Matriz e pela doação de uma quantia considerável que atribuiu à Irmandade das Almas, percursora da Santa Casa.
Será, por certo, a figura de maior vulto da História de Vila Cova e constituiu um acto da maior rectidão que à Praça fosse atribuído o seu nome.
 
Andou bem a Junta desse tempo. Como também é compreensível a atitude da actual Junta de Freguesia ao não atribuir nome de pessoas na sua proposta da toponímia de Vila Cova. É que um acto destes, ou seja, a fixação prospectiva de um nome de alguém na toponímia, pela sua dimensão e significado históricos, merecerá, no mínimo, ponderação, rigor e análise histórica, predicados estes que não casam com gestos e manifestações meramente emocionais, de meras proximidades afectiva e temporais.
A justiça histórica é uma das mais nobres formas de honrar a memória dos povos.
 
 
 
Nuno Espinal/Palmira Barreiras

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