publicado por Miradouro de Vila Cova | Terça-feira, 26 Fevereiro , 2008, 23:37

 

Quem não reconhece o “Luís Negro”?
Homem genuíno, passou pela vida (ou a vida é que por ele ia passando?) sem preconceitos, sem inquietudes.
Dele contam-se mirabolantes histórias.
Algumas serão verdade, outras, porventura, nem tanto.
Mas é isso que o faz um homem da nossa história.
Por isso o “Luís Negro”, nesta nossa Vila Cova, pertence-nos, nas suas castiças loucuras, na lenda que até já é…
A ele voltaremos, a ele e às suas histórias…
Um brinde a ti Luís, um tinto bem sorvido num tamanco bebido…
 
 
 
Nuno Espinal
Foto cedida por Dª Natália Figueiredo

publicado por Miradouro de Vila Cova | Terça-feira, 26 Fevereiro , 2008, 00:39

 

Recentemente li, de Piaget, a importância que o jogo tem para a criança. O jogo, a brincadeira, e a sua intima ligação ao desenvolvimento da própria inteligência. Diz Piaget que, desde bebé até aos dois anos, a criança, nas suas brincadeiras, começa a aprender a controlar e coordenar os movimentos. São as brincadeiras de domínio. Entre os dois e os 6 a 7 anos é o jogo do fingir, do faz de conta. A criança finge que é isto ou aquilo, imagina ser outra coisa ou pessoa. São as brincadeiras simbólicas. Em fase posterior do crescimento entra nos jogos com regras. “Vou-me esconder. Tens de contar até cem. Só depois é que podes abrir os olhos. Não vale fazer batota”. São as brincadeiras com regras.
Ora, neste caminhar das fases do crescimento fui levado à recordação de uma cena passada em Vila Cova, no sitio do Adro, com a Matriz por fundo, teria para aí os meus 6 anos. Detive-me, pois, nesta parte do livro que versava as brincadeiras com regras. E porquê?
É que, na viagem ao passado a que a memória me levou, vejo-me atrás de uma bola com outras crianças, decerto a maioria um ou outro anito mais velha, e um senhor, de batina preta, com um apito, a apitar…a apitar…a apitar. As “coisas” que as apitadelas denunciavam disso não tenho na memória qualquer registo. O que eu registei é que o “Senhor do Apito” era nem mais nem menos o Sr. Prior, o bondoso Padre Januário Lourenço dos Santos.
Foi porventura este mero jogo com uma bola de futebol um primeiro, ou dos primeiros momentos, que no curso do meu crescimento e aprendizagem me terá sinalizado que há regras…as tais brincadeiras com regras.
E lá estava o Sr. Prior, atitude amiga e solidária, a fixar-se na recordação mais antiga que dele guardo.
E será assim, amigo e solidário, que o hei-de sempre recordar.
 
 
Nuno Espinal
 

publicado por Miradouro de Vila Cova | Terça-feira, 26 Fevereiro , 2008, 00:29

 

A Capela de Vinho está em obras. Obras estas que estão a ser custeadas pela Irmandade da Nossa Senhora dos Remédios e de Santo Antão. O novo visual e os adornos interiores vão tornar esta Capela muito mais acolhedora.
 
 
Carla Marques
Foto: Hugo Lopes
 

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