publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 21 Fevereiro , 2008, 23:57

 

Propõe o Presidente da Junta, Sr. Alfredo Lourenço, para Vila Cova os seguintes nomes de rua, sujeitos, obviamente, a alteração:
 
1ª         Rua da Meda
2ª         Rua do Miradouro (sai da curva do café do Vasco até ao cabo do muro)
3ª         Rua das Flores
4ª         Rua do Forno
5ª         Travessa do Ribeiro (ou Rua do Alecrim) ruela onde mora o Zé Leitão
6ª         Rua do Ribeiro (da Praça até às Tílias)
7ª         Travessa do Arco (sujeita a iluminação)
8ª         Rua da Fraga
9ª         Rua da Ladeira do Rio
10ª       Travessa da Ladeira do Rio (ou da padaria), onde está a casa que foi da Igreja
11ª       Beco da Igreja (ou Beco do Adro) (da Rua do Adro ao Zé Pinto)
12ª       Travessa do Passadiço (da casa do Mário ao fundo da Praça
13ª       Rua da Junta de Freguesia (da Estrada 342ª até ao 1º cruzamento)
14ª       Rua do Vale da Fonte           (do Chafariz até ao Vale da Fonte)
15ª       Rua do Calvário (do 1º cruzamento até ao pinhal grande)
16ª       Rua de S. Sebastião (da rua do Calvário até à capela de S. Sebastião)
17ª       Rua dos Pinheirais (da rua do Calvário até à Quinta dos Pinheirais)
18ª       Rua dos Olivais (da estrada 342 até ao cruzamento do outeiro do moinho)
19ª       Rua do Pinhal Grande (do outeiro do moinho até ao respiro da água)
20ª       Rua da Rotunda (ou Rua do Prado) (da ponte à rotunda)
 
O Miradouro transcreve na integra os termos da proposta tal como publicamente foi apresentada.  
 

publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 21 Fevereiro , 2008, 23:25
A intenção e o gesto funcionam num todo. Instantaneamente. Aberto o PC e após um breve relance à caixa do correio, de imediato busco o "Miradouro de Vila Cova do Alva", sempre na ânsia de encontrar velhos amigos ou, saber novas das suas gentes, das suas vivências ou das suas Instituições. Mas, o quotidiano de Vila Cova não pode, felizmente, trazer todos os dias à "estampa" factos ou notícias. E digo felizmente porque, na simplicidade de uma aldeia com as suas características, haver todos os dias motivos para notícias iria, naturalmente, quebrar a qualidade da sua pacatez.
Mas também, felizmente, de tempos a tempos, lá surgem relatos de vivências que, pela auréola luminosa que os envolvem, fazem de Vila Cova do Alva um lugar de eleição. E logo me enterneço e emociono pelas lembranças que me acodem de imediato. Do ano e meio que aí vivi, da família que, na voragem da vida, nos foi deixando, de tantos e tantos episódios que a frescura da idade nos fez viver intensamente, de sabores tão inigualáveis, etc., etc.
As pinceladas coloridas, eivadas de romantismo e poesia, retratadas pela sensibilidade da Drª Zita (que me perdoe a informalidade) são a fiel imagem daquela Vila Cova que, quem por lá passou, mesmo que fugazmente, jamais esquecerá. É um desfilar de cores, experiências e recordações que percorrem a memória e se anicham no coração. E também das suas gentes, que na riqueza da sua simplicidade ficarão eternamente guardadas no baú do meu peito. São imagens tão intensamente vividas e gravadas tão no fundo do meu ser, que me esmagam a alma de uma doce saudade.
Obrigado pois por mais esta linda tela.
Obrigado também pela referência que faz à sensibilidade do meu irmão, que a proximidade dos laços familiares me impede de enaltecer.
Obrigado Vila Cova.
Ó Vila Cova do Alva,
Trago-te no coração...

Um abraço do
Quim Espiñal

publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 21 Fevereiro , 2008, 01:41

Texto e Óleo S/ Tela de Nazaré Pereira (Drª Zita)

 

Nada podeis contra o amor,
Contra a cor da folhagem,
Contra a luz, nada podeis…
 
In “Frente a Frente”
Eugénio Andrade
 
 
 
Das quatro estações do ano a Primavera é a única feminina. Garrida, enfeita-se de variadas cores e perfuma-se de agradáveis aromas; do seu ventre brota vida depois de um longo sono de Inverno. Tudo floresce, tudo nasce depois de nidificar.
Há poucos dias, no passeio habitual que faço para os lados de Sintra, ao virar de uma curva, a Serra apareceu-me inesperadamente toda coberta de um manto de flores amarelas – as azedas como lhes chama a criançada. Era o anúncio da Primavera!
Inexplicavelmente, a tampa do meu “cofre das memórias” abriu-se noutras Primaveras.
Qual Cinderela, o meu cómodo automóvel transformou-se num ronceiro comboio a carvão e depois numa não menos ronceira e incómoda camioneta que me conduziram para uma outra Vila, distante, que não aquela em que principiara o passeio.
A viagem no velho comboio a carvão (donde saímos todos enfarruscados) foi feita toda de pé, no corredor, para nada perder do que a Mãe Natureza nos ofertava. Os cabeços dos montes apresentavam-nos um lençol roxo de rosmaninho e urze, de vermelhas papoilas e de douradas azedas, tojo e pascoinhas. Um festival de cor e de cheiros!
Também a Natureza quisera participar na festa que se aproximava, vestindo-se de roxo –  a “Paixão” e de amarelo e vermelho – a “Ressurreição” para a Vida.
Em Coimbra, a viagem prosseguiu de camioneta. Os solavancos eram mais de muitos, caímos de buraco em buraco, ma o desconforto era superado pela alegria do regresso ao seio natal.
De Coja a Vila Cova, as giestas brancas e amarelas e o tojo e carqueja bordejavam a estrada, numa sinfonia de luz e cor, cuidadas pelas mãos amorosas do Sr. Alfredo “Cantoneiro”, que amava o que fazia. Disso tenho a certeza pois, quando o meu pai partiu, numa tarde em que o meu marido e eu nos encontrávamos no minúsculo jardim da nossa casa em Vila Cova, ele aproximou-se de nós e disse – Vão continuar a cuidar delas, não vão? Enternecedor. Gente de bem, a nossa!
Uma travagem levou-me à realidade, ao meu natural meio de transporte e também à lindíssima e romântica Sintra.
Mas é com alegria e saudade que guardo recordações (como a que apontei) das férias, de Páscoas passadas na minha terra.
Nessa época seria incómodo lá chegar – longos e maus caminhos e estradas que nos sacudiam de alto a baixo – mas sentíamo-nos recompensados porque a Mãe Natureza, engalanando-se toda, recebia-nos de braços abertos dando-nos as boas-vindas. E hoje? É tudo mais simples, mas o que encontramos é terra queimada.
 
 
É com prazer que tenho visto no “Miradouro” belas fotografias de Vila Cova.
A “Terra é que é fotogénica” no dizer, modesto, do seu Autor.
É verdade.
Mas o amor, a sensibilidade e a mestria pertencem a quem as realiza.
Parabéns amigo Nuno Espinal.

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