publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 14 Fevereiro , 2008, 23:57

Sr. Zé Carvalho, neto Rui (ao meio) e filho Zé
 
 
 
A propósito da crónica "in Notícias"sobre o Sr. José Carvalho e das suas brincadeiras carnavalescas e, porque foi um cidadão que marcou também a História de Vila Cova, seria justo aqui realçar o percurso profissional de um homem que, durante largas décadas, se entregou à sua profissão com a dedicação que só as pessoas de grande carácter sabem ter.
Os mais novos não se lembram decerto, do desconforto das antigas camionetas que faziam a carreira entre Coimbra e Vide e vice-versa. Camionetas essas que não tinham porões de carga, como agora existem, ao nível do chão. Antigamente as bagagens transportavam-se no tejadilho das camionetas, aonde para o efeito se colocava uma espécie de grade em metal, com acesso por uma escada perpendicular, que existia na retaguarda do exterior do veículo. A tarefa de carregar com as malas e as arrumar no dito tejadilho, pertencia ao cobrador. Como devem calcular, chegada, principalmente, a altura das férias, era um ver se te avias com malas e bagagens, pois geralmente as férias eram prolongadas e tinha que se transportar muita coisa. Assim, a partir de Coimbra até à Vide, era ver tejadilhos ajoujados de malas e embrulhos, metodicamente arrumados, consoante o seu destino e, devidamente atados para que resistissem aos solavancos do mau piso das estradas.
Pois bem. O Sr. Zé Carvalho incumbia-se deste mister na perfeição, subindo e descendo malas, atando e desatando cordas, cada vez que a camioneta parava para apear algum passageiro, sem que alguma vez deixasse cair o que quer que fosse. A sua memória fotográfica para a carga que arrumara, não levava a que hesitasse nas malas que ao passageiro apeado pertencessem. E estas operações a repetirem-se dezenas de vezes por dia, milhares de vezes por ano, num trajecto que levava para aí cerca de quatro horas a percorrer. Da sua parte, nem um queixume, nem uma recriminação, numa dedicação extrema ao seu trabalho. A troco, sabemos bem, de um parco ordenado, que, não fossem outras valias, mal daria para comer. Tempos difíceis! Presto assim a minha grande homenagem ao Sr. José Carvalho e a tantos outros como ele que, em tempos de míngua, souberam legar aos seus vindouros uma enxada profícua.

Um abraço do Quim Espiñal

publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 14 Fevereiro , 2008, 23:45

De todos os fontanários existentes em Vila Cova a “Fonte dos Amores” exalta-me recordações especiais, ligadas aos meus tempos de juventude.

 
A Fonte dos Amores? Em Vila Cova? – perguntarão muitos leitores.
Sim amigos, em Vila Cova.
 
Os acessos só se cumpriam de barco. Subindo o rio, do Salgueiral em direcção ao Porto de Avô, naqueles pitorescos barcos a remo de então, em lugar escondido e de pequena reentrância à zona das Fontaínhas, atingíamos a tão almejada Fonte dos Amores.
 
Almejada, digo bem. Não tanto pelas qualidades do pequeno fio de água que lhe jorrava, vindo sabe-se lá de onde. Mas, o local da fonte, recôndito e íntimo, era bem bonançoso, e para mais seguro, a muito apaixonados ais e suspiros de amor.
 
Éramos jovens, sangue a ferver. E corria entre nós uma crença. Parzinho que daquela água bebesse ficava para sempre preso ás setas do cupido.
 
Muitas goladas bebi, confesso. Ano a ano em paixonetas várias. Mas efeito, o da profecia, não me fez nunca a água. Nem a mim nem aos outros.
 
Ah, a não ser o de uma grande saudade…
 
 
 
 
Nuno Espinal

publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 14 Fevereiro , 2008, 23:14

 

Recordar é sem dúvida viver. E tanto que as saudades fazem parte da vida!
Esta foto data de 1922/1923.
Poucos serão os que deste tempo podem guardar recordações. Mas já muitos serão os que destes quatro irmãos guardam recordações, com eles terão convivido.
Tinham uma particularidade comum: um grande amor a Vila Cova.
Os irmãos Madeira: Augusta, Carmina, Virgílio e Mário.
 

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