publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 26 Dezembro , 2007, 09:30

…Na antiga escola primária, pelas 20 Horas

Convidam-se toda a população e amigos a comparecerem nesta agradável noite de convívio, onde haverá 1 porco para assar, acompanhado de uma boa feijoada.

E ainda...

Boa música, champanhe, uma bela fogueira, passas, bar permanente, bolos de abóbora e muitas mais surpresas

 

 

Notícia: Hugo Lopes


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 26 Dezembro , 2007, 01:02

Na liturgia da Missa o cerimonial da comunhão será, por certo, o acto mais solene e de maior consagração. Mas hoje a Missa celebrou o Natal. E os muitos fiéis que na Igreja Matriz assistiram a celebração da missa natalícia, entregando-se compenetradamente aos vários actos sequenciais da celebração, elegeram como de maior significado, estou em crer, o tradicional beijo à imagem do Menino Jesus.
 
Cada vez mais o Natal é um desfiguramento, por todo um folclore a que foi sacrificado, por interesses marginais que lhe têm desvirtuado a essência.
 
Aquele beijo ao Menino, a que ninguém se furtou, fez-me de novo renascer alguma crença.  Eis o Natal, apeteceu-me tanto gritar.
 
 
 
 
Nuno Espinal

publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 24 Dezembro , 2007, 23:41

As portas da velha igreja estão encerradas. Não haverá missa do galo. A nobre Praça está deserta. Não arde o Cepo de Natal.
Que saudades!
Recorro a um poema de Miguel Torga, concebido em Vila Cova, a recordar tempos da tradição dos natais da minha infância:
 
NATIVIDADE
 
Arde no coração da noite
A ritual fogueira que anuncia
O eterno milagre
Do nascimento.
Batida pelo vento,
Que da cinza das brasas faz semente,
É um sol sem firmamento,
Directamente
Aceso
E preso
À terra
Por mãos humanas.
De raízes profanas,
Lume de vida a bafejar a vida,
O seu calor aquece
A única certeza que merece
Ser aquecida
 
Miguel Torga, Dário VIII, Vila Cova, 24 de Dezembro de 1958
 
 
Aos leitores do Miradouro FESTAS FELIZES
 
 
 
Nuno Espinal/Miradouro
 

publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 24 Dezembro , 2007, 09:55

Foi ontem transportada de urgência da sua casa, na Praça, em Vila Cova, onde residia com o seu filho Mário, para os Hospitais da Universidade de Coimbra, Dª Maria dos Prazeres Mendes Esponso, vítima de AVC.

A Dª Prazeres Esponso é utente do Apoio Domciliário da Santa Casa de Misericórdia e conta 91 anos de idade.


publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 23 Dezembro , 2007, 23:41

O tempo acabou por ajudar. E ainda bem. Porque, se assim não fosse, a questão é saber como era possível abrigar tanta gente no espaço do ex Café de S. Sebastião. Com um Sol radioso, o palco, onde os músicos acabariam por actuar, passou a ser o chafariz de S. Sebastião e o muito povo pôde, sem limitações de espaço, assistir desafogadamente a mais um concerto da sua tão estimada Flor do Alva.
E foi um concerto lindo, um verdadeiro concerto de Natal, com um desfilar de muitas melodias portuguesas, bem populares, a tocar a emoção e a interagir com os muitos espectadores que se irmanaram no sentimento de apoio à sua Flor do Alva. Irmanados sim, a comungarem, afinal, com o espírito que o Natal é, ou deve ser.
Parabéns aos executantes, parabéns ao maestro, parabéns à direcção e parabéns aos vilacovenses: a Flor do Alva continua em grande.
 
 
 
 
Nuno Espinal

publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 23 Dezembro , 2007, 23:17
Intervenção de José Silvino Lopes: Festas Felizes

publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 23 Dezembro , 2007, 18:33

A Direcção da Filarmónica Flor do Alva, deseja a todos os seus executantes, sócios, vilacovenses e amigos, que estão sempre dispostos a ajudar esta instituição um Feliz Natal e Bom Ano Novo 2008.
Agradecimento muito especial a equipa do miradouro pelo apoio prestado a esta instituição.
 

publicado por Miradouro de Vila Cova | Sábado, 22 Dezembro , 2007, 23:22

Sempre lhe chamaram a “casa do Sr. Loureiro”. Mas, sobre o Sr. Loureiro, confesso, não ter ideia de alguma vez o ter visto. De resto, habituei-me a ver a casa, um grande casarão, ali bem na Praça, quase sempre vazia. Quase, porque no Verão, nos meus tempos de jovem, somente a via habitada por poucos dias, muito poucos, uma quinzena talvez por ano, sempre em Setembro. Era um trio de ocupantes e só dele me recordo: O Dr. Júlio, a Mariazinha e a Luisinha, tal como eram conhecidas.
 
Passaram os anos, mais de quarenta. Há poucos meses tive oportunidade de rever a Luísa,( Luísa Jordão) de visita a Vila Cova, com a intenção de vender o casarão. Fomentamos, agora, uma amizade que antes, naqueles anos da mocidade, nunca tivemos oportunidade de criar. A Luísa mostrou-me a casa, mais de uma vintena de divisões que os muitos anos de abandono se afirmam com sinais de algum estrago.
Despertou-me curiosidade, até pela surpresa, um espaço ao nível do rés do chão, do lado direito de quem na casa entra. Um longo balcão, típico de estabelecimento comercial, e várias prateleiras, para exposição de artigos.
Claro que há razão para tal aparato. É que nos inícios do século passado funcionou ali de facto um estabelecimento comercial. Começou como sendo a firma “José Luiz”, nome do seu proprietário. Com a morte deste a firma passou a denominar-se “Viúva de José Luiz” para a partir de Fevereiro de 1921 passar a ser “José Luís, Sucessores”. Uma nota que recolhemos de uma “Comarca de Arganil” daquele período refere:
 
“MARIA AUGUSTA MENDES, de Vila Cova de Sub-Avô, concelho de Arganil, vem tornar público que o seu estabelecimento que girava sob a firma “Viúva de José Luiz”, passa d’óra avante a firma “José Luiz, Sucessores” continuando a explorar o mesmo ramo de negócio de fazendas, mercearia, papelaria, pregaria, ferragens e muitos outros artigos.
 
É então que surge em cena o Sr. António Loureiro. Vindo de Santa Ovaia, casaria com Isabel Mendes, filha do casal José Luiz e Maria Augusta Mendes. Foi ele que protagonizou a alteração da casa, alteando-a e dando-lhe a traça actual. Devido às obras, o estabelecimento chegou a estar encerrado, tendo então reaberto com algum alarido, conforme atesta uma notícia que pudemos respigar de uma Comarca de Arganil de Dezembro de 1924:
 
Alegrai-vos Vilacovenses. Pois o nosso amigo Sr. António Loureiro vai mui breve abrir um estabelecimento no seu prédio da Praça e lá poderão adquirir tudo o que necessitamos aos menores preços de mercado.”
O estabelecimento teve vida alguns anos mais, não muitos, talvez até 1934, ano em que se presume que o Sr. Loureiro partiu com a esposa e bagagens para Coimbra, onde iniciou uma carreira de bancário no Banco Espírito Santo. Do casal nasceu uma filha, Maria José Luísa Loureiro, (a Mariazinha) que veio a casar com o vilacovense, Dr. Júlio Gouveia, que se distinguiu como médico e cirurgião na Figueira da Foz. Foram estes que adoptaram como filha Luísa Jordão, (na foto com as três filhas) que veio a ser a herdeira dos bens da família, tornando-se assim a proprietária actual da “casa do Sr. Loureiro” na Praça.
 
A casa, a ”casa do Sr. Loureiro” está à venda. O tamanho e alguma degradação impedem a actual proprietária de a poder manter e até gerir. Mas, aconteça o que lhe acontecer há algo que lhe será sempre inalienável: a sua história. Essa a Vila Cova pertence.
 
 
 
 
 
Nuno Espinal

publicado por Miradouro de Vila Cova | Sexta-feira, 21 Dezembro , 2007, 20:33
Intervenção de Carlos Antunes em mensagem de Boa Festas em nome do Vilacovense

publicado por Miradouro de Vila Cova | Sexta-feira, 21 Dezembro , 2007, 20:03
A Equipa Autárquica desta Freguesia deseja a todos os Munícipes e Amigos (residentes e ausentes), Instituições e Colectividades da Freguesia, um FELIZ NATAL E UM PRÓSPERO ANO DE 2008.

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