publicado por Miradouro de Vila Cova | Sábado, 03 Novembro , 2007, 23:51
Chegou, dirigiu e venceu. Dito isto, fácil é perceber a quem nos referimos. Claro, trata-se do Maestro Rui Quaresma. E se o Maestro merece sempre um grande aplauso, hoje o aplauso terá de ser reforçado. Porquê? Porque estamos a 3 de Novembro, dia do seu aniversário. Nada mais nada menos do que 25 anos. Parabéns Maestro. Parabéns Professor.
Parabéns também ao Dirigente da Flor do Alva Luís Miguel Ribeiro Mota pelos seus 35 anos de idade. É um dos que têm contribuído para o grande êxito desta grande Instituição que é a nossa Filarmónica.
E estivéssemos hoje nós, músicos, todos reunidos não hesitaríamos em cantar, com sentimento e mais afinados do que nunca, a universal cantoria “Parabéns a Você”.
 
Fica a intenção e o nosso grande abraço aos dois.
 
 
 
 
Fábio Leitão
 
 

publicado por Miradouro de Vila Cova | Sábado, 03 Novembro , 2007, 17:01
Intervenção no Forum de João Antunes: "Sobre o Dia das Bruxas"

publicado por Miradouro de Vila Cova | Sábado, 03 Novembro , 2007, 01:26

Confesso que não sou nacionalista e (como no menor não cabe o maior) muito menos chauvinista. Mas, sempre tive apreço pelas tradições, pelo que representam como herança legada “de” e “a” gerações.
E este nexo que me (nos) relaciona com o passado e, com o futuro (assim o anseio) dá-me um sentimento de perpetuidade como ser de pertença a um grupo, a uma sociedade, a um povo.
Daí que me inquietem manifestações culturais impostas e estranhas ao grupo a que pertenço, ao povo a que pertenço.
Recolhi de uma dissertação de um sociólogo a seguinte definição:
 “Aculturação é um processo social imposto por uma sociedade distinta, que pode ser objectiva (imposição aberta e colonialista) ou subjectiva (imposição baseada na atracção e consequente desvalorização do sistema cultural materno em detrimento do apresentado) sendo que ambas são igualmente danosas.”
Ora, tudo isto vem a propósito de umas fotos que me foram enviadas pelo colaborador do “Miradouro”, Hugo Lopes, com a seguinte referência: “Comemoração do Dia das Bruxas em Vinhó.”
O quê? Dia das Bruxas em Vinhó? Desde quando e porquê?
Ah, claro, já percebo. Um ou outro inglês na aldeia e o velho mimetismo português.
E, já agora, uma pergunta. Será que eles (os estrangeiros) também participam, partilham e integram as nossas tradições?
 
 
Nuno Espinal

publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 01 Novembro , 2007, 23:40

Foi no século X que a Igreja Católica instituiu oficialmente o Dia de Finados e a partir do século XI, os papas Silvestre II (1009), João XVII (1009) e Leão IX (1015) passaram a obrigar a comunidade católica a dedicar um dia aos mortos. No século XIII, esse dia passou a ser comemorado em 2 de Novembro, porque a 1 é a Festa de Todos os Santos.
Foram passando os tempos e a comemoração, sem perder o cunho religioso, ganhou rituais nos cemitérios, que se tornaram espaços de visita de todos aqueles que querem invocar os seus mortos e manifestar a saudade e recordação pelos seus entes queridos.
Vila Cova não foge à regra e nesta data as campas do cemitério estão cobertas de flores e de centenas de luminárias, que a quilómetros de distância, na noite de hoje, de 1 para 2, são percebidas pelo clarão que desprendem.
Mantendo-se a tradição há um pormenor, contudo, que já se alterou. É que em Vila Cova mudando-se os padres, mudaram-se as vontades. No tempo do Padre Januário a missa de evocação dos finados era rezada na madrugada do dia 2, às quatro da manhã, quase sempre. Com o Padre Cintra é bem diferente, a missa passou a ser rezada a horas bem mais adequadas ao próprio tempo biológico. Amanhã, dia 2, por exemplo, será rezada às quatro horas, mas da tarde.
Entretanto, há um acontecimento que na data de 1 de Novembro é sempre recordado em Portugal. O terramoto de 1755, que destruiu grande parte de Lisboa e matou muitos milhares de pessoas. Outras localidades em quase todo o Portugal foram afectadas e em Vila Cova, ainda que numa dimensão em nada comparável, o sismo foi também sentido, como nos informa um depoimento do Padre Manuel Roque Gomes, que escreveu:
“…ter sido o grande abalo de terra acompanhado durante seis minutos, aproximadamente, dum rumor semelhante aos que fazem os trovões pequenos. A Igreja Matriz, apesar de ser um edifício moderno feito com toda a fortaleza, tremeu assustadoramente, tendo caído a coroa da imagem de Nossa Senhora da Piedade. E caíram também cinco bolas de pirâmides: uma delas só por milagre não matou um homem. Outra, com grande estrondo, veio a cair na sacristia, ficando sobre o caixão junto à imagem de Nossa Senhora do Rosário, que serve nas procissões, sem tocar na dita imagem.”
    
 Nuno Espinal

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