publicado por Miradouro de Vila Cova | Sábado, 24 Novembro , 2007, 00:15

Conheci bem o Sr. Benjamim Leitão. Boa figura, bom trato, bem falante, tinha o gosto de acumular saberes. E, dos que iam fazendo parte do seu património, alguns aplicou-os em benefício da sua Vila Cova. Os seus escritos “Ao Correr da Pena” publicados nos anos de 93 e 94 no “Jornal de Arganil”, são apontamentos ricos de informação sobre aspectos da história de Vila Cova.
Publicamos parte de um desses artigos, intitulado “Capelas de Vila Cova do Alva, algumas já desaparecidas e onde se situavam” do qual abolimos a parte que cuida da Capela de S. Sebastião, por já ter sido abordada no Miradouro e da Capela do Alqueidão, que trataremos em futura edição.
Estamos convictos que uma grande parte dos leitores, a maioria por certo, desconhecerá os dados resultantes da investigação de Benjamim Leitão. Só por tal se justifica a transcrição do texto. Mas é também um modo de recordar uma figura que merece, por tudo o que à sua terra dedicou, um lugar especial nas “Memórias de Vila Cova”.
 
/…/ ”A ermida de Santa Teresa situava-se onde agora se encontra a fonte de Santa Teresa, muito interessante pela sua originalidade, que os visitantes também muito admiram e não raro fotografarem e até alguns pintores passarem para as suas telas.
Esta capela foi demolida a fim de dar passagem à entrada que lhe passa junto, salvando-se para a história parte da sua frontaria, que tem um nicho com a imagem de Santa Teresa e que tem a data de 1876. É pena que tenham desligado o candeeiro eléctrico, de pouco consumo, que durante a noite iluminava o nicho.
A Capela de Nossa Senhora do Pranto, que era particular, foi demolida, não deixando vestígios, não conseguindo encontrar indicação do seu local, o mesmo sucedeu com a capela de Santo Cristo, que embora tenha desaparecido se situava junto à Igreja Matriz.
A capela de Nossa Senhora da Assunção – Capela da Fidalga – do solar dos Condes da Guarda, presentemente pertencente aos herdeiros de Adelino Teixeira, há muito tempo que deixou de estar ao serviço do Culto.
A capela do Espírito Santo localizava-se dentro da Igreja Matriz e teve sacristia privativa, ostentando no exterior – que mantém – um brasão igual ao solar dos Condes da Guarda, mas já não funciona como capela.
Por isso, das capelas que existiram apenas resta a de S. João Batista, no Alqueidão, já que a primitiva S. Sebastião foi demolida /…/.
 
 
Nuno Espinal

publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 22 Novembro , 2007, 23:49
 
   

Há duas figuras ímpares na recolha de dados sobre a história de Vila Cova: Carlos Gabriel e Padre Januário Lourenço dos Santos. E há todo um trabalho a fazer-se na junção da documentação histórica, por eles produzida, que se encontra dispersa em apontamentos, muitos deles publicados em jornais, a fim de ser feita a respectiva sistematização.
Há quem refira que muitos escritos do Padre Januário, sobre investigação histórica de Vila Cova, foram levados pela família após a sua morte. Eu próprio fotografei alguns pormenores das escavações que o Padre Januário fez na área da Capela do Alqueidão, nas quais colaborei com os manos Mesquita Leitão, há mais de trinta anos. Essas fotos, por exemplo, estavam na posse do Padre Januário, no seu escritório da Casa Paroquial, segundo ele próprio me referiu não muito tempo antes da sua morte. Ora, a ser verdade que a família levou esses escritos e demais documentação da história de Vila Cova, há que tentar que os mesmos sejam devolvidos à comunidade vilacovense. O Presidente da Junta, como legítimo representante da comunidade, teria aqui um papel fundamental a desempenhar.
É que um Povo sem História é um Povo sem Memória. Não deixemos apagar a Memória.
 
 
 
Nuno Espinal

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 22 Novembro , 2007, 11:57

 

 

 

IC6 deixou de ser uma miragem
Acabou-se a miragem. O lanço do IC6 entre a Catraia dos Poços e o “Poço do Gato”, limite dos concelhos de Tábua e Oliveira do Hospital, vai ser realidade nos finais de 2009. O anúncio foi feito ontem pelo secretário de Estado Adjunto das Obras Públicas e Comunicações, Paulo Campos, em Tábua. A obra vai arrancar antes do Verão

O que é prometido é devido e o secretário de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos, quis provar ontem que assim é. Depois de, em 2005, numa deslocação ao concelho de Tábua, ter anunciado que adjudicaria em breve o projecto de execução do IC6, o governante vai agora, de uma penada, anunciar, o lançamento do concurso público do troço entre Catraia dos Poços e o Poço do Gato – na fronteira do concelho de Tábua com o de Oliveira do Hospital, e ainda a adjudicação da empreitada de construção da primeira fase da variante a Tábua. Obras no montante total de 80 milhões de euros, que têm como objectivo melhorar os acessos a uma região do país que, segundo Paulo Campos, esteve «esquecida durante muitos anos» em termos de infra-estruturas rodoviárias.
«Tenho-me deslocado com frequência ao distrito de Coimbra, porque esta era a região com menor taxa de execução do Plano Rodoviário Nacional», afirmou o secretário de Estado, empenhado que tem estado desde o início em alterar esta situação e em colocar esta região em pé de igualdade com outras regiões do país. Com a concretização destas obras, «terminou a fase de isolamento destas terras», adiantou, considerando que, além de aproximar as populações aos principais eixos rodoviários do país, as novas acessibilidades vão proporcionar «melhores condições de circulação nas nossas estradas», porque «como é sabido, a sinistralidade rodoviária é um problema sério e assim estaremos também a poupar vidas», defendeu Paulo Campos.
Orçado em 66,5 milhões de euros, o troço do IC6 que vai agora avançar tem uma extensão de 17 km, e terá inicio, segundo as previsões das Estradas de Portugal, no terceiro trimestre do próximo ano. A obra deverá ser retomada na Catraia dos Poços - onde termina o troço que foi concluído há já alguns anos - e termina no chamado “Poço do Gato”, no limite do concelho de Tábua com o de Oliveira, prevendo-se a sua conclusão em finais de 2009. O traçado inclui várias obras de arte, entre as quais quatro viadutos com «uma certa magnitude», prevendo ainda a ligação a Tábua através da construção da segunda fase da Variante, o que implica a construção de mais 5 km de estrada. Refira-se que a primeira fase foi ontem adjudicada, num valor de 13, 5 milhões de euros, iniciando-se na ponte sobre o Mondego, contornando depois a norte a vila de Tábua.
Paulo Campos garante que se trata do maior investimento público realizado nesta região, nos últimos anos, e só não vai mais longe, nomeadamente com o IC6, porque «não existiam estudos disponíveis» que permitissem avançar com a obra, apesar de considerar este «um avanço extremamente significativo». As propostas de traçado de ligação à Covilhã – com passagem por Oliveira do Hospital e Seia - estão já em fase de consulta pública, esperando--se também para breve uma decisão. Também nesta fase «o nosso compromisso se mantém inalterado, logo que termine a consulta pública lançaremos mãos à obra, para não perdermos mais tempo», assegurou ainda Paulo Campos, mostrando-se «feliz» não só como governante, mas também como «conterrâneo» da Beira Serra, por ter cumprido com as promessas. O governante começou a sua visita à região com uma passagem pela Lousã, onde “tomou o pulso” ao andamento da Variante a Foz de Arouce, tendo depois assinado um protocolo com a Câmara de Góis (ver página17).

“Anseio de anos e anos”

O presidente da Câmara Municipal de Tábua, Ivo Portela, agradeceu por sua vez todo o empenho do secretário de Estado nestes projectos que, como fez questão de lembrar, eram um «anseio de anos e anos» da região.
«Acabou-se a miragem, passamos a ver a realidade», afirmou satisfeito o edil, não só com a concretização da variante à vila, mas também com o anúncio do IC6 que, na sua opinião, é fundamental para um desenvolvimento sustentado da região. «Há muito tempo que não ouvia um investimento tão grande na região de uma só assentada», sublinhou Ivo Portela, entendendo que mais importante do que discutir por onde vai seguir agora o itinerário complementar é «começar a obra, pois em começando os autarcas e todos os agentes rapidamente se entenderão em relação à ligação à Serra da Estrela e à A25».
Também o presidente da Câmara de Oliveira do Hospital, Mário Alves, realçou a «vontade política» demonstrada pelo secretário de Estado das Obras Públicas ao concretizar uma velha reivindicação dos oliveirenses, lançando agora a «primeira pedra» de uma ligação há muito «aguardada».  

 

 

Margarida Prata


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 21 Novembro , 2007, 23:40
O “Notícias” sem fotos é um tanto como comida sem tempero. E de facto, neste momento que passa, é isso que acontece. Não por culpas do Miradouro, que tem fotografias de sobra para publicar. Mas por razões devidas à manutenção do “Fotos Sapo” o qual nos serve de apoio aos “up loads” das fotografias que são enviadas para o nosso bloco de “Notícias”. Julgamos que o problema, que já ontem nos afectou, estará resolvido amanhã, a fazermos fé em informação que nos foi prestada.
Sempre nos empenhámos em diariamente oferecermos um apontamento, no mínimo, aos nossos leitores, mesmo quando não ocorram acontecimentos e factos do espaço real de Vila Cova a noticiar. Quando assim acontece, e acontece quase sempre, utilizamos o recurso à “História” e a outras referências ligadas à caracterização social de Vila Cova e dos Vilacoveneses. Mas, para tal a fotografia é um instrumento imprescindível, e afirmamo-lo porque este quase um ano de experiência no Miradouro no-lo permite asseverá-lo com segurança.
 
Contudo, mais do que a mera visualização da fotografia, o leitor do Miradouro tem avidez em adquirir informação e registos sobre Vila Cova e Vilacovenses. Em especial o leitor que se encontra longe de Vila Cova, sem informação ou muito pouca informação. Não é por acaso que temos visitas quase diárias ou muito assíduas de “vilacovenses” que se encontram em Angola, no Brasil, na França e até na Suiça. A fidelização de visitantes do Portal e o seu número sempre em crescendo (chegamos a atingir mais de cem visitas diárias) são para nós um prémio ao nosso empenhamento, mas também um compromisso, que nos estimula mas também nos responsabiliza.
 
Por tudo isto prometemos mais e melhor. Continuem a visitar-nos.
 
 
 
 
O Miradouro

publicado por Miradouro de Vila Cova | Terça-feira, 20 Novembro , 2007, 22:55
É com tristeza que noticiamos que o Sr. José Mendes dos Santos, natural e residente em Vila Cova, faleceu esta tarde, cerca das 17 horas.
O “Ti Zé Canudo”, nome porque era conhecido entre a população, tinha 89 anos de idade, era viúvo e pai de Adelaide Santos, residente em Vila Cova e de Fernando, Carlos e Palmira Santos, todos residentes em Lisboa.
Tinha uma grande paixão pela Filarmónica Flor do Alva, à qual pertenceu como músico e maestro. De resto, era mesmo o mais antigo entre todos os músicos que integraram a Flor do Alva.
Utente do Apoio Domiciliário da Santa Casa, deixa saudades a todas as trabalhadoras desta Instituição, que durante vários anos o serviram.
Não temos ainda informação sobre a hora a que se realiza o funeral.
Apresentamos à família as nossas condolências.
 
 

publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 19 Novembro , 2007, 23:55

Há cinquenta anos juravam, numa igreja de Lisboa, amor e partilha.
Sábado, numa outra igreja, algures nos arredores de Lisboa, já nada tiveram para jurar. Apenas a consagrar, com família e amigos, a vivência de todo um caminho, caminho que, nas boas e nas más horas, juntos, sempre juntos, caminharam. Com o muito amor e partilha, com que têm colorido toda uma vida.
Parabéns Jorge e Maria Adelina Ferrão.
Muitos "vilacovenses" presentes...

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 19 Novembro , 2007, 22:48

Concluiu em Coimbra a licenciatura em Arquitectura Joana Gouveia Alves, filha do Dr. José Manuel Oliveira Alves e da Drª Leonor Gouveia Alves.
O Miradouro felicita a novel arquitecta e deseja-lha os maiores êxitos futuros.

publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 19 Novembro , 2007, 16:16

A Direcção da Filarmónica Flor do Alva agradece à Drª Isabel Madeira a cedência da garagem, situada junto ao terreiro da Santa Casa, que foi utilizada em apoio à festa do Magusto de Domingo passado.

publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 19 Novembro , 2007, 03:57
Alguém dizia por graça que “filho de chamiço sabe assar castanhas”.  A frase, a parodiar um velho provérbio popular, colhia um misto de saudade e reconhecimento.
É que quem, no magusto de Domingo, chamou a si tarefa de fazer crepitar as castanhas, por sinal bem nutridas, foi o Fernando das Neves, vulgo” chamiço”, que herda do pai uma mestria que muitos quiseram recordar. Era ele, o pai do Fernando, o assador de serviço nos magustos da terra. Honra pois seja prestada, infelizmente póstuma, ao Sr. Augusto das Neves.
O magusto, apesar do frio que a caruma em brasa se esforçava por apoucar, reuniu bastante povo, havendo até amigos forasteiros do Barril e de Avô.
A Flor do Alva, a organizadora da Festa, fez ouvir algumas das suas marchas e rapsódias, sob a direcção, como é habitual, do Professor Rui Quaresma.
 
Bolos lêvedos são elemento já imprescindível em festa que em Vila Cova se preze. E lá estavam a compor o ambiente a par de um bom tinto e de uma muito procurada jeropiga.
 
Talvez por isso houve quem, com a goela já tonificada, cantarolasse sem pejo, em toada de fado, a velhinha quadra que eu tanto ouvi nos tempos da minha Vila Cova de Outrora:
 
Quatro castanhas assadas
Quatro pingos de aguardente
Quatro beijos de uma moça
Fazem um rapaz contente
 
E logo um comentário: Olha hoje, um rapaz contentar-se com quatro beijos duma gaja...aquilo é que eram tempos de miséria!...
 
 
 
Texto: Nuno Espinal
Fotos: José Santos       
 
 

publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 18 Novembro , 2007, 23:25
Intervenção no Forum de Joaquim Espinal sobre "Anivesário do Arsénio".

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