publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 12 Novembro , 2007, 23:28

Aqui há uns anos a Missa era sempre a 8 de Novembro. Mas a partir da década de 60 a população activa de Vila Cova, na sua maioria, foi mudando a natureza de vínculo laboral, subordinando-se, então, a contratos de trabalho, ligados a empresas, com horários de trabalho previamente fixados. Foi assim que a data de 8 de Novembro deixou de ser dia de cumprimento impreterível de missa por alma dos irmãos da Irmandade. Basta para tal que coincida com um dia útil de trabalho. Ora quando assim acontece, a Missa é celebrada no Sábado posterior à data de 8 de Novembro. E foi isto que aconteceu este ano. A Missa foi rezada a 11 de Novembro.
O ritual da Missa é em tudo idêntico ao de uma Missa celebrada em função de um funeral. E para dar mais realismo ao acto é colocada uma urna, frente ao altar, coberta de um manto escuro, urna rodeada de irmãos da Irmandade trajados com a Opa.
Finda a Missa organiza-se um cortejo, como se de um préstito fúnebre se tratasse, que após atravessar o pátio superior da Igreja do Convento desce a escadaria do lado direito, atravessa o pátio procedente e sobe o lanço de escadas do lado contrário em direcção à Igreja. Uma procissão breve, revestida de simbolismo, em que são rezadas orações próprias de um funeral.
 
 
 
 
Texto: Nuno Espinal
Fotos: José Santos
 
 

publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 12 Novembro , 2007, 01:25

1º plano, da esquerda para a direita: Bruno Santos, Cléver, David Coelho, Fábio Santos, Fernando, António Assunção e Helder Esculcas.
2º plano, da esquerda para a direita: Bruno Brito, António Antunes, Bruno Carvalho, Sérgio Gaspar, Fernando Ribeiro, Paulo Freire, Paulo Henriques e Carlos Gomes.
 
 
 
 


Um ponto que soube a muito pouco. Porque se o resultado da partida retratasse o que de real se passou nos 90 minutos de jogo então só a vitória do Vilacovense poderia ser aceite como desfecho.
Não que o Vilacovense tenha feito um grande jogo, até porque a falta de alguns dos seus titulares não lhe permitiu expressar-se nas suas potencialidades máximas. Mas, ainda assim foi a equipa que melhores oportunidades de golo criou, lutando ainda contra uma adversidade chamada juiz da partida. De facto uma grande penalidade não assinalada, que beneficiaria o Vilacovense e um golo irregular validado ao Vilela, não sancionando um evidente fora de jogo, dizem bem de uma arbitragem com pesos a mais para um dos pratos da balança.
Mas se a arbitragem é um aspecto menos positivo do jogo, a atitude de um jogador do Vilela, que no decorrer da segunda parte agrediu dois dos nossos jogadores, é um caso lamentável, triste, censurável e que nega aquilo que deve ser uma das essências desta prática desportiva, no âmbito estrito do desporto amador: o fair play.
O pseudo atleta, expulso com vermelho directo, não contente com o espectáculo que deu em campo e já depois de terminado o encontro, tentou ainda agredir um outro dos nossos jogadores. Imaturidade, leviandade, incivilidade? Por certo de tudo um pouco.  Cenas deploráveis que desejamos ardentemente que não se repitam.
 
Os golos do Vilacovense foram obtidos, na primeira parte, aos 38 minutos, por Bruno Brito, de cabeça, na sequência de um pontapé de livre na quina da área marcado por Hugo Ferreira e no segundo tempo, aos 65 minutos, por Gonçalo Lobo, que dominou uma bola bombeada para a área por Bruno Brito e fez um eficaz chapéu ao guarda redes adversário.
A vencer por duas bolas de diferença, o Vilacovense não conseguiu segurar a vitória vindo a sofrer o golo do empate já no período de descontos.
 
Constituição da equipa:
 
Guarda-redes: Paulo Henriques
Defesas: Fábio Leitão, Bruno Brito, Paulo Freire e David Coelho;
Médios: Carlos Gomes (capitão), Hugo Ferreira, António Cruz, Bruno Santos;
Avançados: Hugo e Fernando.
Suplente: Gonçalo Lobo (substituiu Bruno Santos aos 30 minutos).
 
Refira-se a presença de muitos adeptos do Vilacovense nesta deslocação ao campo do Vilela, que nunca regatearam o apoio à equipa, numa demonstração de espírito desportivo que apraz registar.

O próximo jogo do Vilacovense (folga no próximo Domingo), será dia 25  de Novembro em Bobadela (Oliveira do Hospital).
 
 
 
 
 
Nuno Espinal/Marisa Antunes

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 12 Novembro , 2007, 01:24

Tantas as vezes que o vejo, saco ao ombro, rumo à fazenda, a subida íngreme do Espinhal, o pau bengala a mitigar-lhe o esforço, e o seu canito a suavizar-lhe a solidão da caminhada.
Sempre gostei do Sr. Benjamim. Simples no gesto, generoso na atitude. À sucapa chamam-lhe o polícia. Que raio, o polícia? -"Ná", nesta alcunha a bota não dá mesmo com a perdigota. Sempre lhe vi brandura, pacificidade, trato amigo. Até em pormenores que, mesmo sendo pormenores, são reveladores de grandeza humana. Por exemplo, com os cãezitos. Dedica-lhes afagos, respeita-os como se d’homem p’ra homem se tratasse. Estou a vê-lo com a minha cadela, a Becas. Logo que se vêm há química pela certa: Oh menina, oh menina…anda cá menina”.
 
Há uns tempos surgiu na vila um cãozito vagabundo, com carisma, meigo, mesmo companheirão. A todos se dedicava e de todos recebia. Era de todos! Cada um lá lhe ia pondo um nome, a gosto, à sobra da inspiração.
Para mim era o Amigo, ficou sempre o Amigo.
“Amigo!…anda cá…anda.” E lá vinha, cheio de meneios, rabo a saracotear. E aquele olhar desconcertante!
 
Imperativos da vida obrigam-me aos retornos a Lisboa. Uma vez mais assim foi. Confesso que não mais me lembrei do Amigo. Entretanto, deu-se novo regresso a Vila Cova, corria o Verão passado.
Um dia lá topo o Sr. Benjamim. O mesmo saco, o mesmo pau a alavancar-lhe o esforço.
E não é que…“Olha o Amigo…então, oh Sr. Benjamim, aí esse amigo consigo?”
“Então…olhe…o que é que quer? Fiz-lhe festas e nunca mais me deixou.”
 
Fico muitas vezes a vê-los, lado a lado, vagarosos, no vagar da subida íngreme do Espinhal. Que simbiose!
E o raio do cão é mesmo meigo. Meigo e esperto. Escolheu o melhor!
 
 
 
 
 
Nuno Espinal
 
 

publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 12 Novembro , 2007, 01:12

 


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