publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 25 Outubro , 2007, 01:57

 

Esta foto é fascinante. Não pela cena que representa. Mesmo sendo um casamento, mais não é, afinal, do que uma foto de casamento, igual, no aparato, a tantos outras, de ontem, de hoje, de amanhã, por certo.
 
O que fascina, na foto, são os protagonistas. Ou melhor, aquilo que os protagonistas envolve. Porque cada um dos fotografados é um protagonista, um figurante, por um qualquer pormenor, por um qualquer motivo.
 
Por exemplo, reparem no pormenor dos chapéus de chuva. Hoje que fosse, foto prezável dispensaria tal objecto, por inestético (será?) ao essencial do conjunto. Mas, exceptuem-se as crianças, até a noiva o acolhe. Aos pés, vê-se. Tal como o noivo. Mãos de luvas e para mais brancas…
 
Delicioso o par de idosos à direita. Vestes mais humildes, de acento rural, o senhor a segurar, em coerência (digo eu), o chapéu, o de chuva, pelo gesto mais prosaico, a senhora envolta em xaile, tão típico de outros tempos.
 
E a graça dos miúdos? Acoitados na protecção familiar, meios surpresos, como que a espreitar.
 
Um rol de ouros pormenores poderia aqui deixar em registo. Mas, ciente do razoável e não querendo beliscar a paciência dos leitores, por aqui me fico.
 
Aos que se quiserem dar ao exercício fica a sugestão. Perscrutem e muitas revelações vos hão-de surgir.
 
Por fim registos para situar a foto. Foi tirada na escadaria que acede à Igreja Matriz, os noivos são da Digueifel, Adélia Ribeiro e Raul Fernandes, e o celebrante da cerimónia religiosa foi o Padre Alfredo Nunes de Oliveira. Tudo aconteceu no dia 17 de Novembro de 1935.
 
E o senhor posicionado à esquerda da noiva? Pois então, aí vão os dados: é irmão do noivo... ainda hoje é vivo e continua de boa saúde. Chama-se António Fernandes, é utente do Apoio Domiciliário e, tomem bem atenção, tem 101 anos de idade!
 
 
 
 
Nuno Espinal

publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 24 Outubro , 2007, 01:52

 

 

Tenho uma admiração sincera por todos os que se desunham para manter de pé o Grupo Desportivo Vilacovense. Porque é quase uma luta titânica conseguir os sustentos, apoios e até manter o próprio substrato que permitam, ano a ano, que o Vilacovense permaneça e responda às várias exigências a que é posto à prova.
 
Desta luta são os dirigentes do Vilacovense os grandes heróis. Longe de protagonismos, em que muitos neste pequeno burgo se pavoneiam, é com humildade que se empenham nas lides que lhes exigem tempo e esforço.
 
Agora, com um novo objectivo. A consrução de uma estrutura nova para o Bar, (que é uma das fontes de receita) que exteriorize a imagem que a dignidade do Grupo e da Comunidade que representam merece.
 
Deitaram mãos à obra, jogadores incluídos, e os primeiros passos já foram dados. Mas, para poderem continuar a obra, precisam de mão de obra voluntária, tijolos, telhas, cimento e por aí fora. E, claro, do imprescindível dinheiro. Fica a subscrição aberta. Agora é só colaborar e quem essa vontade tiver, então, manifeste-a, podendo até fazê-lo através dc contacto por telemóvel, já que o Grupo Desportivo disponibiliza para tal um número: 96352697.
 
Posto isto, aos dirigentes do Vilacovense uma palavra: Força.
 
 
 
Nuno Espinal
 

publicado por Miradouro de Vila Cova | Terça-feira, 23 Outubro , 2007, 19:12

 

A notícia aparece um “nadinha” atrasada. Mas, o Eduardo um dia também saberá dizer: “Mais vale tarde do que nunca”. E assim sendo, aqui estamos nós, Miradouro, a assinalar o acontecimento. Trata-se do baptizado do Eduardo Pinheiro Carvalho. Foi celebrado dia 20, Sábado passado, na Igreja Matriz de Vila Cova.
 
Dirigiu os respectivos ofícios religiosos o Sr. Padre Cintra, que surge na foto em plena função. Como na foto surge também (como não podia deixar de ser) o herói do dia, o Eduardo Pinheiro Carvalho, ao colo de sua mãe Ana Paula. E para completar o quadro, afinal o quadro nuclear típico de uma cerimónia de baptizado, lá estão o pai, Rui Carvalho e os padrinhos, Fábio Guilherme e Drª.  Anabela Carvalho.
 
Parabéns a todos. E já agora, Parabéns aos avós vilacovenses, Dª Luísa e Sr. José da Fonseca Carvalho.

publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 22 Outubro , 2007, 22:50

 

Não tenho muitas informações (e as que tenho recolhi-as de vários Ecos do Alva) sobre o antecessor do Reverendo Januário Lourenço dos Santos, que se chamava Alfredo Nunes de Oliveira. Mas há quem dele tenha sido contemporâneo e que, felizmente, pertença ainda ao reino dos vivos. Serão a instância de recurso para a quantificação de mais dados sobre um personagem que marcou, como pároco, um período de mais 40 anos da história de Vila Cova.
 
Nasceu em 1867 e após a ordenação foi colocado, durante dez anos, na Benfeita. Foi colocado em Vila Cova de Sub-Avô em 1900, onde lavrou o primeiro assento de baptismo em 25 de Novembro desse ano.
 
Era um grande orador, sendo notáveis as suas homilias e sermões. Há um registo, de 1903, que diz:
Realizou-se a 11 de Junho a procissão de “Corpus Christi” feita com muito esplendor. A igreja matriz encontrava-se lindamente ornamentada, tendo o pároco da freguesia, Reverendo Alfredo Nunes de Oliveira, celebrado o sermão.
 
Para além da vida pastoral, entregou-se a muitas actividades ligadas a Instituições de Vila Cova, tendo sido influente em muitas acções ligadas ao progresso da terra.
 
Abandonou, já com 75 anos, em 1942, as funções de pároco tendo sido substituído por o então jovem padre Januário Lourenço dos Santos. A data do seu falecimento, com 85 anos, foi em 1952.
 
Sobre a sua muito reduzida biografia há um apontamento digno de registo pelo pitoresco e característico de uma época. Diz assim: “…em 1931, em Vila Cova, é instalado, em casa do Senhor Padre Alfredo Nunes de Oliveira, o primeiro aparelho de T.S.F.”
 
Como diria o saudoso Fernando Pessa: “E esta heim!?”
 
 
 
 
 
Nuno Espinal

 

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 22 Outubro , 2007, 18:28

 

Decorreram este fim de semana os festejos dos aniversários da Associação de Moradores e do Rancho as Flores.
 No Sábado, com individualidades da Freguesia, do Concelho e até de âmbito Nacional, decorreu um almoço convívio, com cerca de 200 pessoas, estando a confecção gastronómica a cargo das magnificas cozinheiras da nossa aldeia.
À tarde, cerca das 17.30 horas, foi celebrada missa na Capela, que encheu por completo, por alma dos sócios e amigos destas colectividades.
Os festejos continuaram pela noite dentro com Karaoke, no salão da Associação de Moradores, Salão que apresentou uma boa moldura humana, a qual pôde assistir, pela primeira vez, a um evento desta natureza em Casal de S. João. Este evento acabou por constituir um sucesso.
No Domingo realizou-se um jogo de futebol entre Solteiros e Casados, jogo bem disputado e em que os Casados levaram a melhor. Nesta festa de futebol não faltou a boa disposição e alegria do público.
Para encerrar os festejos com chave de ouro tivemos uma tarde Cultural onde actuaram os ranchos da Casa do Povo de Pinheiro de Coja e Rosas de Coja. No final foi servido um jantar para todos, onde não faltaram as concertinas e o fado.
A Associação de Moradores e o Rancho estão de Parabéns, não só pelos aniversários mas também pela organização. 
 
 
 
Notícia: António Tavares

 

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 21 Outubro , 2007, 23:33

 

Ainda não foi desta que o Vilacovense se apresentou com o pleno dos seus jogadores titulares. É uma saga que vai acontecendo, já lá vão três jogos. Mas ainda assim os resultados e exibições têm agradado e os próprios jogadores que, à partida, não são tidos como de primeira escolha já deram provas de constituírem trunfos seguros na estratégia da equipa.
O Vilacovense continua a vencer, mas mais importante que vencer, a convencer. Há que reconhecer, contudo, de que o resultado que melhor poderia traduzir a verdade do que no jogo de Seixo se passou passaria pelo empate.
As oportunidades de golo até se equivaleram mas valeu, para o desequilíbrio do resultado, um golo de David Coelho, obtido logo aos 6 minutos, em recarga a um rechaço da defesa da equipa visitada.
Bom jogo do Vilacovense, que mostrou atletas em boa condição física, sendo de salientar neste jogo as exibições conseguidas do guarda-redes Paulo Henriques (Hélder Esculcas ainda está lesionado), e da defesa.
 
Constituição da equipa:
 
Guarda Redes: Paulo Henriques;
Defesas: Clever, Bruno Brito, António Cruz, Fábio Leitão;
Médios: Nilton (substituído por Tó-Zé aos 57 minutos), Carlos Gomes (capitão) e David Coelho (substituído por Bruno Santos aos 80 minutos);
Avançados: Hugo Ferreira, Marco Paulo (substituído por Fernando Nunes aos 76 minutos) e Fernando Ribeiro.
 
Suplentes n/utilizados: Hélder Esculcas e António Assunção.
 
Directores Presentes: Carlos Antunes, António Leal e Luís Manuel.
Treinador: José Manuel.    
 
O próximo jogo do Vilacovense, já a contar para o campeonato do Inatel, será em Lourosa, contra a equipa local, no próximo Domingo, dia 28 às 16 horas.  
 
 
 
 
 
Nuno Espinal/Marisa Antunes                         

 

 

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Sábado, 20 Outubro , 2007, 20:26

 

Para quem é amigo de um bom petisco ou de um prato bem servido e com sabor a preceito então aqui fica a proposta: uma saltada a Santarém, onde decorre o Festival Nacional de Gastronomia até 6 de Novembro.

Já lá vão 25 anos desde que a capital do Ribatejo passou a receber o Festival, que de ano para ano mais se tem afirmado, constituindo, em gastronomia, a principal manifestação que se realiza no país.

O Festival, para além da gastronomia, oferece ainda demonstrações de folclore e artesanato, e torna-se, nos seus vários eventos, um mostruário diversificado e de ampla cobertura do espaço nacional.

Considerando todos estes ingredientes, a Confraria Gastronómica do Bucho de Arganil decidiu participar numa mostra de produtos gastronómicos, produtos esses que várias Confrarias do país, e foram muitas as presentes, deram ontem a provar, em espaço nobre do certame e atribuído à respectiva Federação das Confrarias.

Na mesa de petiscos desta Confraria do nosso Concelho, lá estava, como vedeta, o Bucho de Vila Cova a par, claro, do de Folques. Tivemos oportunidade de constatar quanto o nosso Bucho é apreciado, e muitos foram os que o provaram em estreia.

A Confraria vai cumprindo, assim, a sua principal função e Vila Cova já muito começa a dever a esta Instituição que divulgando a especialidade que é o nosso bucho divulga também o nome, obviamente, da nossa terra.

Lamenta-se a ausência de quem pudesse representar a empresa familiar que fabrica o Bucho de Vila Cova, mas estamos certos que no futuro situação idêntica não se tornará a registar.

Na foto: Confrades a brindarem por Vila Cova: Zé Carvalho, Nuno Espinal, Carvalhais, Narciso (Confraria do Rabelo) e Fernando Figueiredo.

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Sábado, 20 Outubro , 2007, 03:17

 

Todas as cartas de amor são
Ridículas
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.
 
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.
 
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.
 
Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.
 
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.
 
A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.
 
(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas).
 
 
De “Poesias de Álvaro de Campos”
 
Quadro de Nazaré Pereira (Drª Zita)
Óleo s/ Tela: O Primeiro Namoro

publicado por Miradouro de Vila Cova | Sexta-feira, 19 Outubro , 2007, 23:33
Deu entrada ontem, de manhã, nos Hospitais da Universidade de Coimbra, o Sr. Rui Lourenço, de 23 anos de idade, filho do Sr. António Jesus Cruz Lourenço e Srª Dª Maria do Rosário Jesus Martins, a residirem em Vila Cova. O Rui Lourenço, electricista no Continente em Coimbra, foi internado na unidade de oftalmologia dos HUC, vítima de queimadura nos olhos, quando manuseava um quadro eléctrico.
De acordo com informações que recolhemos, o acidentado está a ser submetido a exames médicos, tendo, contudo, já experimentado melhoras.


publicado por Miradouro de Vila Cova | Sexta-feira, 19 Outubro , 2007, 00:01

 

 

O "Tó Badalo", por

Henrique Gabriel

Foto de Ilda Teresa de Castro

 .
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Sempre me interroguei se, para o Tó "Badalo", o tempo teria a mesma dimensão que para os restantes mortais.
Para ele, o mês de Agosto talvez fosse o "dia", seguido de uma longa noite de 11 meses. De muitas agruras e trabalhos eram feitas aquelas esperas, pois que nem na necessidade somos todos iguais e na base da pirâmide outras pirâmides se formam e as hierarquias também existem.
O seu papel social há muito tinha sido decretado e aceite sem hipótese de redenção.
A ele tocava-lhe sempre o nada e o muito pouco. De boina na cabeça, tombada para o lado, tronco vergado ao peso da saca vazia e do casaco carregado de marcas de muitos tempos, calças presas com cordão de sisal a caírem pelas pernas, que cinto era coisa de outros luxos, botas que há muito tinham perdido os atacadores, era ao Tó que cabia o ingrato papel de figura principal nas mais bizarras animações dos invernos de taberna.
No meio dessas bizarrias medievalescas, acabava sempre por se instalar algum mal-estar momentâneo no íntimo dos convivas e lá era o Tó agraciado com mais um tinto e uma bucha para que o mau momento fosse esquecido, as conciências acalmadas e a vida continuasse com algum decoro dentro dos princípios da caridade cristã.
Adereço principal e imagem de marca do "nosso" Tó, o cigarro ao canto da boca.
Era aquele cigarro que marcava a diferença, era aquele cigarro que lhe dava "aquela" personalidade. O Tó "Badalo" e o seu cigarro eram uma dupla indissociável e isso era reconhecido e famoso dentro e fora dos limites da aldeia.
Era até uma memória nunca esquecida dos que tinham partido para longe, e se por algum acaso acontecesse que tal não fosse recordado, chegasse Agosto e o "ir até à terra", que o Tó era conhecedor de artes mágicas que faziam recordar o facto até ao mais amnésico.
O Tó não sabia ler nem escrever, o Tó não sabia o nome completo, o Tó não sabia que idade tinha, o Tó não sabia nada de coisa nenhuma....Não! Uma coisa o Tó sabia! Talvez o soubesse pelo fim da chuva, pela côr dos campos pelo voar dos pássaros ou por ir perguntando, mas o Tó sabia sempre com precisão quando Agosto se aproximava.
À medida que os dias de Julho iam passando, mudava-se o semblante do Tó. Tornavam-se frequentes as suas paragens no Cabo do Muro, que este muro tem um "Cabo", um "Muro da Meda" e um "Muro".  O "Cabo do Muro" é lálém no Barranco, fora da aldeia. O "Muro da Meda"  a meio do muro, frente à casa do Melro. Ir até ao "Muro" é mesmo na Curva, onde o muro dá lugar às escadas da Fraga, junto ao ex-Café Mira Rio, frente à casa do Sr. Pereira, local de paisagem privilegiada sobre o Alva e ponto de encontro em dias de soalheiro.
E era vê-lo nos fins de tarde de cigarro no canto da boca, sempre de cigarro no canto da boca, a olhar os pores de sol.
Muitos pensarão que era o deslumbre da paisagem e as cores de fogo no horizonte ou o som do marulhar das águas a descerem o caneiro que ali o levavam, mas talvez que fosse confirmar que pelo menos o  sol era de confiança e não lhe pregava partidas, coisa a que estava demasiado habituado, e se punha como sempre, marcando menos um dia na chegada de Agosto.
Com os dias finais de Julho ressurgia o outro Tó em toda a sua plenitude, era vê-lo numa roda-viva, meio de comunicação frenético informando-se e informando sem parança. E disso sabia ele, quem ia chegar no dia 1, e no dia 2, e no dia 3, quem vinha só a quinze, quem ficava Setembro adentro e quem partia com o seu Agosto. E dia a dia a informação ia ficando mais detalhada, quem já vem a caminho, a que horas saiu de Lisboa e a que horas vai chegar.
O Muro transformava-se em local de vigília constante, não fosse acontecer chegar alguém e ele, desprevenido, não dar conta. Havia que fazer as honras, seguir o protocolo da recepção e tirar os devidos proveitos. E à medida das chegadas, entre meias vénias e levantares de boina, entre ...inhos e ...inhas, Senhores e Donas,  Meninos e Meninas, lá ia recordando que chegar a Vila Cova queria dizer também pagar portagem em forma do cigarrinho para o Tó. E ele sabia bem com o que contava, só um cigarro deste, só outro daquele mas que não lho iam recusar diariamente durante a estadia, e outros com que contava com um maço inteirinho e ainda fechado, com filtro pois então que desses já sentia falta e não era coisa que se arranjasse nos meses pesarosos que haviam de chegar. Esses iam para o outro bolso por questões logísticas que ele bem entendia. Como a vida do Tó mudava em Agosto! Se tem sido chamado a definir o calendário não haveria necesidade de tanto número e de tanto mês, apenas uma folha com letras garrafais: AGOSTO, que o Tó era homem de coisas simples.
Mas. como não há sol que sempre dure..., os sorrisos do Tó iam-se transformando aos poucos em meios sorrisos. As rugas voltavam a adensar-se na preparação para a penitência. De novo só restavam os mesmos de sempre de quem o Tó bem sabia o que podia esperar. De tempos a tempos lá ia até ao Muro, mesmo em dias de águas mil. Pendia-lhe um cigarro esquecido, talvez aceso, talvez apagado, o olhar perdia-se-lhe na densidade dos nevoeiros, por vezes adivinhava.-se-lhe um sorriso tímido e bem disfarçado, não lhe fosse denunciar as esperanças. Era longa a noite de 11 meses e o Tó "Badalo" mantinha em segredo o seu direito a sonhar. De sonhar com o novo "dia", o próximo Agosto!  
De cigarro no canto da boca...


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Sim, de facto Maria Espiñal, minha tia, era escrit...
Minha Mãe sempre me disse que a madrinha dela era ...
Uma foto lindíssima.
Olá :)Estão as duas muito bonitas.Ainda bem que a ...
PARABÉNS à nossa FILARMÓNICA!
O post anterior é assinado por mim Nuno Espinal
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