publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 25 Outubro , 2007, 23:43

 

Terá sido no quadro da 3ª invasão, quando o exército invasor, comandado por Massena, ocupava posições no Alva, que terá ocorrido um dos episódios mais sangrentos da história de Vila Cova, quando de uma incursão de franceses, que pilhavam tudo o que podiam e assassinavam brutalmente populações totalmente indefesas.
De “Excertos Críticos”, de Cláudio Chaby, retira-se este apontamento, que atesta a sanha assassina dos franceses sobre um presbítero, nascido e residente em Vila Cova:
 
«Um velho gotoso e presbítero e bacharel José Freire de Faria, residente em Vila Cova, como por gotoso fugisse deitado sobre um carro de bois, foi obrigado a apear-se e, a poder de golpes, a subir uma ladeira, no alto da qual lhe retalharam a coroa em quatro partes e lhe abriram o ventre, dando-lhe uma morte horrorosa, à vista do próprio pai, que também foi vitimado pelos facínoras»
 

publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 25 Outubro , 2007, 01:57

 

Esta foto é fascinante. Não pela cena que representa. Mesmo sendo um casamento, mais não é, afinal, do que uma foto de casamento, igual, no aparato, a tantos outras, de ontem, de hoje, de amanhã, por certo.
 
O que fascina, na foto, são os protagonistas. Ou melhor, aquilo que os protagonistas envolve. Porque cada um dos fotografados é um protagonista, um figurante, por um qualquer pormenor, por um qualquer motivo.
 
Por exemplo, reparem no pormenor dos chapéus de chuva. Hoje que fosse, foto prezável dispensaria tal objecto, por inestético (será?) ao essencial do conjunto. Mas, exceptuem-se as crianças, até a noiva o acolhe. Aos pés, vê-se. Tal como o noivo. Mãos de luvas e para mais brancas…
 
Delicioso o par de idosos à direita. Vestes mais humildes, de acento rural, o senhor a segurar, em coerência (digo eu), o chapéu, o de chuva, pelo gesto mais prosaico, a senhora envolta em xaile, tão típico de outros tempos.
 
E a graça dos miúdos? Acoitados na protecção familiar, meios surpresos, como que a espreitar.
 
Um rol de ouros pormenores poderia aqui deixar em registo. Mas, ciente do razoável e não querendo beliscar a paciência dos leitores, por aqui me fico.
 
Aos que se quiserem dar ao exercício fica a sugestão. Perscrutem e muitas revelações vos hão-de surgir.
 
Por fim registos para situar a foto. Foi tirada na escadaria que acede à Igreja Matriz, os noivos são da Digueifel, Adélia Ribeiro e Raul Fernandes, e o celebrante da cerimónia religiosa foi o Padre Alfredo Nunes de Oliveira. Tudo aconteceu no dia 17 de Novembro de 1935.
 
E o senhor posicionado à esquerda da noiva? Pois então, aí vão os dados: é irmão do noivo... ainda hoje é vivo e continua de boa saúde. Chama-se António Fernandes, é utente do Apoio Domiciliário e, tomem bem atenção, tem 101 anos de idade!
 
 
 
 
Nuno Espinal

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