publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 17 Outubro , 2007, 09:25

 

A Festa toma conta da população de Casal de S. João no próximo fim de semana, com a comemoração do 32.º Aniversário da Associação de Moradores e do 21.º Aniversário do Rancho "AS FLORES".
Eis o Programa:
 
 
SÁBADO DIA 20
 
12H - Recepção aos convidados
 
13H - Almoço convívio
 
17:30H - Missa por alma dos sócios e amigos
 
21:30H - Karaoke com o (PATRIKARAOKE)
 
 
DOMINGO DIA 21
 
10H - Jogo de futebol Solteiros-Casados
 
15H - Tarde Cultural com os grupos Folclóricos:
 
          Casa do Povo de Pinheiro de Coja e Rosas de Coja.
 
 
 
 
Notícia de António Tavares
 

publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 17 Outubro , 2007, 08:50
Marido, filhas, genros e netos agradecem a todos quantos acompanharam Albertina da Natividade Madeira, falecida em 10 de Outubro de 2007, até à sua última morada, não esquecendo os corpos gerentes da Filarmónica Flor do Alva, a Irmandade da Santa Casa da Misericórdia de Vila Cova de Alva e os respectivos corpos sociais.

Haverá missa no dia 20 de Outubro, às 19 horas, na igreja da Charneca da Caparica, concelho de Almada, e no dia 24 de Outubro na igreja de Vila Cova de Alva.

A todos um muito obrigado de reconhecimento da família Madeira.

publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 17 Outubro , 2007, 00:38

 

 

Apontamento
De
Maria de Nazaré Pereira (Drª Zita)
Sobre um IlustreVilacovense
Joaquim Leitão,
Distinto
Homem de Letras
 
 
 
 
 
 
A minha tia Adelaide tinha uma paixão que me comunicou: o prazer da leitura. Eu dizia-lhe, por brincadeira, que até os anúncios dos jornais lia.
Um dia vi-a particularmente interessada na leitura de um livro. Curiosa, perguntei-lhe o que era, qual o autor. Orgulhosamente respondeu-me que era de um escritor de Vila Cova (sua terra natal que ela amou até partir) que pertencia à família dos Antunes Leitão e se chamava Joaquim Leitão.
Tinha eu, nessa altura, 14/15 anos, fase de o despertar para o Mundo, da curiosidade intelectual, que me levava a ler indiscriminadamente tudo o que apanhava. A “ler” não direi bem, antes a “devorar”, porque me faltava ainda o espírito crítico, a reflexão, a maturidade que só com os anos adquirimos.
Li esse livro de uma penada.
Não me recordo do título. Mas ficou-me na memória um conto. As personagens eram duas crianças de sexos diferentes num diálogo de tal ingenuidade de que só as crianças guardam segredo. Delicioso.
Anos, muitos, se escoaram…
Mas foram-se acumulando memórias, afectos, objectos, livros.
Foi assim que, há dias, quando procurava nas estantes espaço para encaixar mais um livro, deparei com os “Deuses Voltaram” (2ª Edição, Contos e Novelas, Dezembro 1943, Lisboa) de Joaquim Leitão – Membro da Academia das Ciências de Lisboa e da Academia das Ciências de Lisboa e da Academia Brasileira de Letras, com prefácio de Júlio Dantas.
No Outono da Vida, fiz o mesmo que na adolescência: devorei o livro, na esperança de encontrar o conto que me deleitara.
Em vão.
Penso, por isso, tratar-se de outra obra do mesmo escritor. A sua bibliografia é vasta: romance histórico, contos, novelas, entrevistas.
Do belo conto “Senhora da Neve” transcrevo o seu final. Além do dramatismo lírico, é de notar a riqueza vocabular, a perfeição da estrutura frásica, a erudição do autor.
Será a minha homenagem a um esquecido, mas ilustre, Homem de Letras da minha terra. Foi casado com Maria Portugal – autora dos artísticos azulejos da Fonte de S. Sebastião (ligada, portanto, também, a Vila Cova) e aluna e modelo do pintor Battistini, proprietário da “Fábrica Cerâmica Constância” que ela herdou.
 
 
Maria de Nazaré Pereira
 
 
Senhora da Neve
 
 
[…] O nevão de Dezembro entaipara o portal românico do templo, e foi pela alvíssima abóbada que o povo cavara na neve, pórtico puríssimo, que a sua angústia penetrou na igreja.
Caída aos pés de Nossa Senhora, ali se ficou tempos sem fim, num torpor parecido com o do filho.
Mão piedosa tocou-lhe no ombro. Voltou-se, sobressaltada:
-Ai Sr. Prior!
-Quando o vieste trazer ao baptismo, ofereceste-o à Virgem. A Mãe de Jesus aceitou-o. Tem resignação! Bem vês, era lindo de mais para andar cá neste mundo.
A estas palavras, que lhe confirmaram o que o coração não queria entender, ergueu-se, sem voz, sem gestos, apertando o filho, nos olhos o terror de que lho arrancassem dos braços, e recuou até ao pórtico.
A noite descera completamente. A cruz das estradas, os caminhos, as árvores, as pedras, toda a terra alvejava. E do céu, tão escuro que parecia que a abóbada se afastara para mas alto, levíssimos flocos continuavam a cair, silenciosamente, ininterruptamente.
Insensível à neve que começava a revesti-la, Nerissa refez o caminho da cruz. Contornou as muralhas de Jesi. E já toda branca, qual aparição celeste, continuou a caminhar. Depois de fazer toda a via-sacra da agonia, achou-se por fim dentro dos muros.
O hábito arrastou-a até à soleira da casa. Ali a encontraram mortas as vizinhas, ao amanhecer.
Era mesmo Nossa Senhora da Neve com Jesus no regaço.
A noite coroara-a de brancas rosas, envolvera-a num grande manto alvíssimo, cujas pontas pendiam com asas geladas…
 
 
 
Joaquim Leitão

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Sim, de facto Maria Espiñal, minha tia, era escrit...
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Uma foto lindíssima.
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