publicado por Miradouro de Vila Cova | Sexta-feira, 12 Outubro , 2007, 21:21

 

É já amanhã que se realiza o 2º Capítulo da Confraria Gastronómica do Bucho de Arganil, no Casino do Estoril, com o seguinte programa:
 
 
 
18H30                        Concentração das Confrarias junto à Fonte Cibernética do Casino do Estoril, seguindo-se o desfile até ao Foyer Panorâmico;
 
19H45                       Entrada no Salão “Preto e Prata”, iniciando-se a cerimónia de Entronização dos Novos Confrades;
 
20H                            Comunicação pelo Confrade Prof. Dr. Mendes Ferrão, seguindo-se o Jantar e o Show do Casino com o título “Espírito dos Elementos”.

 

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Sexta-feira, 12 Outubro , 2007, 15:50

 

O presidente honorário da Filarmónica Sociedade Flor do Alva morreu e repartiu, em testamento, o dinheiro entre esta instituição e a Misericórdia. Um herdeiro reclama agora os seus direitos, motivando algum desconforto na colectividade e na terra
 
 
Isabel Duarte
 
 
 
José da Silva, presidente honorário da Filarmónica Sociedade Flor do Alva, instituição que desde sempre ajudou e pela qual nutria muito apreço, faleceu há cerca de três meses, tendo contemplado, no testamento, duas instituições da terra: a Santa Casa da Misericórdia de Vila Cova de Alva, que também ficou incumbida de tratar do funeral, e a Filarmónica da freguesia.
Não tendo descendentes, uma vez que a única filha e a esposa já haviam falecido, este gesto de um grande amigo da Banda Filarmónica não surpreendeu os vilacovenses. Contudo, se no que respeita à Santa Casa da Misericórdia não houve qualquer problema com o levantamento do dinheiro, cerca de quarenta mil euros, o mesmo já não aconteceu à Sociedade Filarmónica Flor do Alva que, quando chegou ao banco para levantar a sua parte, apenas pôde levantar o dinheiro que estava à ordem.
José Raimundo, presidente da direcção da colectividade explicou ao Diário de Coimbra que quando chegou ao banco, “para nosso espanto dizem-nos que só temos direito a uma parte do dinheiro, que estava à ordem, apesar do testamento afirmar que o dinheiro existente em qualquer conta neste banco, quer à ordem quer a prazo, era para a Filarmónica”. Ora, o que acontece é que em 2005, José da Silva aplicou os perto de 15 mil euros que tinha na conta a prazo em títulos e o banco “diz agora que nós não somos herdeiros desse dinheiro”, acrescenta o dirigente.
O próprio banco aconselhou a Filarmónica a verificar se de facto o benemérito não tinha alguém da família ainda vivo. Nesse sentido, José Raimundo conta que “tentámos saber e, na altura, só encontrámos uma senhora de 80 anos. Fomos ter com o filho e explicámos-lhe a situação e, para nosso espanto, a postura daquele senhor é não ceder nada à Filarmónica”. Entretanto, prossegue o dirigente, “apareceram mais quatro herdeiros que, em contrapartida não querem nem um tostão, pretendendo doar à Banda de Vila Cova qualquer verba que venham a receber, respeitando a vontade do primo”.
José Raimundo compreende a posição de Fernando Silva, (o filho da prima de José da Silva que não quer que a Filarmónica receba o dinheiro), pois “legalmente ele tem direito àquele dinheiro”, mas, por outro lado, adianta, “a vontade do primo deveria ser respeitada, pois em vida sempre deu muito à Filarmónica, tendo até contribuído para a edificação da sua sede”.
Entretanto a direcção da banda de Vila Cova de Alva apenas levantou os cerca de dois mil euros que estavam numa conta depósito, estando agora a aguardar que se resolva a situação dos 15 mil euros aplicados em títulos. A situação já ganhou contornos judiciais, tndo sido entregue ao advogado Pedro Pereira Alves. Este causídico explicou ao nosso jornal que, no que concerne à decisão do banco, se trata de uma questão de terminologia, pois o testamento refere unicamente uma conta à ordem e outra a prazo e não refere qualquer aplicação financeira. Contudo de acordo com Pedro Pereira Alves, “existem todas as condições para que a vontade do testador seja respeitada e que o dinheiro seja entregue à Filarmónica Sociedade Flor do Alva”.
Se de facto isso acontecer, José Raimundo conta que já tem destino para esse dinheiro.
“Temos necessidade de comprar novos instrumentos e vamos precisar de uma carrinha para a escola de música, pois a que temos já não está em condições”, afirmou o presidente da direcção sublinhando que aquela quantia, “já dava para manter a banda durante algum tempo”.
 
 
População Contra
 
Face à situação, este dirigente da Filarmónica apela ao “Sr. Fernando para que pense duas vezes” agradecendo, também a atitude dos outros quatro herdeiros. Raimundo assegurou ao nosso jornal que todos os Vilacovenses “sabiam do carinho que o Sr. José da Silva tinha pela Filarmónica e estão todos contra a atitude deste primo e bastante revoltados com a situação”.
De facto, quando o nosso jornal se deslocou a Vila Cova de Alva encontrou os habitantes bastante descontentes com a atitude do primo do benemérito, que diziam “não compreender”, não obstante reconhecerem “os direitos legais que lhe assistem”.
Albano Lourenço, proprietário de um estabelecimento comercial na freguesia, garante ter ouvido José da Silva, “em várias conversas, dizer que tinha dinheiro para a Santa Casa e para a Filarmónica e que estava em testamento”. Aliás, acrescenta o também sócio da Sociedade Filarmónica Flor do Alva, “chegou-me a dizer isso a mim”.
Relativamente à família, Lourenço afirma ter visto José da Silva passar por “determinadas necessidades”, sem qualquer “qualquer protecção da parte da família”. Corroborando as palavras deste comerciante, António Mendes dos Santos considera que o gesto do primo “é muito mal feito”, pois “todos sabiam que o dinheiro era para a Filarmónica” e por isso, falando em nome da população, garante que “toda a gente está contra aquele senhor, até a própria família”. 

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