publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 11 Outubro , 2007, 23:59
Nunca o Sr. José da Silva alguma vez imaginou que o seu nome, após a sua morte, viesse a ser tão falado.
E muito menos o suporia pelas razões que tanto alarido têm provocado.
Mas, à parte o desfecho, que possa vir a ocorrer, sobre o caso ligado ao seu testamento, há uma verdade que todos nós conhecemos. Essa verdade manifestou-a, o Sr. José da Silva, no testamento. E essa verdade nunca a deixou de manifestar até à hora da sua morte. É que o seu legado só tinha dois destinatários: a Santa Casa e a Flor do Alva.
 
Daí que a sua memória fique para sempre ligada ao seu gesto. E, de nós, o nosso gesto deverá ser sempre de reconhecimento.
 
 
 
Nesta foto, enviada por Silvino Lopes (neto), posa o Sr josé da Silva (à direita) com a esposa a seu lado. Na foto surge ainda, do lado esquerdo, o Sr. Silvino Lopes (avô) com a esposa, ambos também já falecidos.

publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 11 Outubro , 2007, 16:20

Intervenção no Fórum de Joaquim Espiñal.

Assunto: Ainda os "Teatros"


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 11 Outubro , 2007, 08:00
Filarmónica Flor do Alva “reivindica” testamento
Um herdeiro está a inviabilizar que a Filarmónica Flor do Alva receba o dinheiro doado, em testamento, por José da Silva, antigo dirigente da banda.

A Filarmónica Flor do Alva, com sede em Vila Cova de Alva, e a maioria dos moradores da localidade, no concelho de Arganil, estão revoltados pelo facto de um herdeiro de José da Silva, falecido a 11 de Junho, não querer ceder à banda a parte da herança a que a sua mãe tem direito, tal como seria o desejo do doador.
José da Silva, antigo dirigente da filarmónica, legou à banda, por testamento feito em Janeiro de 1999, os depósitos a prazo ou à ordem que tinha na Agência de Arganil do Banco Pinto e Sotto Mayor. Agora, cerca de quatro meses depois da sua morte, a filarmónica foi informada pelo banco que só tem acesso a dois mil euros que estavam numa das contas, estando interdita de usufruir dos restantes 14 mil euros de outra conta, cujo dinheiro está em títulos e, por esse motivo, só pode ser levantado por familiares. José da Silva, viúvo, natural e residente em Vila Cova de Alva, após a sua aposentação, legou igualmente à Santa Casa da Misericórdia de Vila Cova de Alva os depósitos a prazo ou à ordem de que era titular na Agência de Arganil da Caixa Geral de Depósitos, mas, neste caso, a instituição não teve qualquer problema, porque não existia nenhuma conta em títulos.
De acordo com o presidente da Filarmónica Flor do Alva, a direcção da banda foi chamada ao banco, há cerca de uma semana, para receber a informação que não teria direito aos 14 mil euros em títulos, que apenas poderiam ser levantados por familiares directos do falecido. "Na altura informaram-nos que havia uma prima que já tinha uma certa idade", contou José Raimundo ao DIÁRIO AS BEIRAS, acrescentando que na ocasião falaram com o filho dessa herdeira, que "desde a primeira hora deu a entender que não disponibilizava essa verba para a filarmónica".

Restantes herdeiros
de acordo
A partir daí, não foi possível chegar a um acordo entre ambas as partes, até porque Fernando da Silva Caetano, o herdeiro em causa, "já marcou a reabilitação de herdeiros para um dia desta semana", frisou. "O que é triste é ele tomar esta atitude sabendo que havia outros primos, porque há mais quatro primos direitos", disse o dirigente da filarmónica. Segundo o dirigente, além de Fernanda da Silva Caetano, mãe de Fernando da Silva Caetano, são ainda herdeiros de José da Silva os primos Maria Emília, Adélia da Natividade Ribeiro, Cecília Marques Vicente e Abílio Vicente Fonseca. Relativamente a estes quatro herdeiros, José Raimundo louvou o facto de se disponibilizarem "a dar tudo à filarmónica".
"A própria população sabe que as intenções do senhor Silva seriam deixar o dinheiro para a filarmónica", afirma José Raimundo, lembrando que José da Silva foi um dirigente que "deu muito" à banda. A direcção da filarmónica tencionava, com as verbas doadas, comprar alguns instrumentos e uma carrinha para transportar os alunos para a escola de música, assim como realizar algumas obras na sede. Entretanto, a filarmónica entregou o caso a um advogado e, de acordo com informações fornecidas pelo dirigente da banda, a conta em causa foi cancelada, até novas ordens judiciais.

Dedicação à banda reconhecida por todos

António Fernandes, colega de direcção de José da Silva, antigo maestro da filarmónica e familiar de Fernando da Silva Caetano, mostrou-se indignado com a situação, esclarecendo, em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS, que ele próprio recebeu das mãos de José da Silva o testamento, cuja cópia veio a entregar à actual direcção da Filarmónica Flor do Alva.
Também Maria Clara Santos, residente em Vila Cova de Alva, que durante algum tempo tratou de José da Silva, confirmou que "quando vinha a reforma, ele dizia que era para a filarmónica". Segundo Maria Clara, ara José da Silva, que vivia sozinho depois do falecimento da mulher e da filha, a Santa Casa e a Filarmónica "é que eram a família dele".
Já Rogério Fernandes, ex-presidente da Junta de Freguesia de Vila Cova de Alva, actual membro da filarmónica e seu antigo dirigente, ao lado de José da Silva, reforçou a dedicação à música daquele que era o actual presidente honorário da banda, considerando que Fernando da Silva Caetano não está a ser "um homem honesto".
Outra das herdeiras, Cecília Marques Vicente, prima direita de José da Silva, garantiu ao DIÁRIO AS BEIRAS que não quer o dinheiro. "Não quero esse dinheiro para mim, porque se ele quisesse que fosse para os herdeiros tinha deixado o testamento em nosso nome", afirmou, reforçando que "uma vez que o dinheiro estava destinado para a música, é para a música".
 
Lurdes Gonçalves

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