publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 09 Setembro , 2007, 18:15
Intervenção no Forum de Joaquim Espinal com o título "Igreja do Convento".

publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 09 Setembro , 2007, 09:01

 

Aí estou eu com 8 anos, de gravata ao lado. Quanta surpresa! O acontecimento, sou sincero, a não ser a foto, nunca mais o recordaria.
 
A foto é de 1955 e os principais protagonistas, os noivos claro, são o Sr. José Santos (Zè Canastreiro) e Dª Lúcia.
 
Em primeiríssimo plano surge o meu irmão (Joaquim Espinal), tendo atrás a Dª Eulália e o Sr. Ernesto. Atrás de mim uma senhora que me referenciaram como Helena Rabeca. Ainda de Vila Cova, já que outros convidados são da Cerdeira, vêm-se membros da família “Piorras”: Sr. Abílio Fernandes e os filhos Rogério, Hilário e António.
No último plano, ao meio, de chapéu, o Sr. Joaquim que foi mestre na arte de canastreiro do Sr. Zé. Ao lado, e também de chapéu o Sr. Jorge Santos (Jorge Chapeleiro). E por fim uma outra senhora, de nome Ilda, à frente do Sr. António Fernandes.
 
A imagem reflecte uma simplicidade que enternece. Tão diferente do que é hoje! Até o “naífe” da chapa, que corta as pernas a todos os da frente, incluindo noivos. O fotógrafo terá sido o Sr. Prior (Padre Januário Lourenço dos Santos), que, e para que conste em memória, foi celebrante do casamento.
 
Depois da cerimónia, a noiva, à saída da Igreja era recebida com flores. Lá vinha a foto, quando havia, para o álbum de recordações e o cortejo, a pé, punha-se em marcha, noivos à frente, para o local da boda, nas casas pessoais dos pais ou da noiva ou do noivo. Qual restaurantes, qual quê!
 
Canja a abrir, pratos de carne (galinha, porco, coelho, cabrito) doces (tijelada, arroz doce e outros) bolos (podre e pão de ló) boa pinga, um discurso ou outro a compor e era tudo uma verdadeira festa.
 
Hoje são as irritantes buzinadelas dos “popós”, o véu da noiva às tirinhas dependuradas nas antenas dos “popós, os leilões da gravata do noivo aos pedacinhos, das ligas das meias da noiva, os garfos a tilintar e “beija, beija, beija…” enfim, a macaquice de imitação de francesices importadas. Que tonteria!...
 
 
 
 
Nuno Espinal

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