publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 26 Agosto , 2007, 09:07

 

 

Foi um desfile de recordações. Porque todos nós temos bem gravadas muitas histórias daqueles anos 60 fruídos nos “Verões de Vila Cova”.
 
Era tão engraçado…tenho tantas saudades…” dizia-nos a Srª Dª Odete Madeira. E recordámos o marido, o Sr. Virgílio Madeira. Que Vilacovense, que paixão por Vila Cova!
 
As manas “Madeira”, tal como as tratamos no nosso círculo de amizades (Drªs Margarida e Manuela), integraram este jogo de memórias, jogo a que a nossa ocasional tertúlia deliberadamente se dispôs.
 
E a saudade tem um misto agridoce, um gosto de mel e de lágrimas. Mas sublimámos o sorriso da vida, o sentimento de termos vivido tempos que hoje outros dificilmente poderão viver.
 
E porque Vila Cova continua a seduzir, comprometemo-nos todos a reencontrarmo-nos aqui em Outubro. Vila Cova permanece uma atracção…
 
 
 
 
Nuno Espinal

 

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Sábado, 25 Agosto , 2007, 07:47

 

 

 Texto de Henrique Gabriel
 
 
Deve ter sido por volta dos meus 8 a 9 anos que pela primeira vez vi aquela misteriosa personagem, portador de uma paz por mim nunca vista no rosto dos homens. Fascinava-me aquela figura tranquilamente sentada na mesa do canto num qualquer café da Figueira da Foz.
Vestia de preto, que muitos anos antes teria sido muito mais preto, com a sua pequena pasta de um couro marcado por rugas de muitas viagens.
Perscrutava em seu redor e escolhia a sua vitima, eu olhava ao longe adivinhando-lhe o olhar, da sua mala tinham saído as ferramentas do mago, uma folha de papel e uma pena de tinta da china. Quantas vezes tentei acompanhar o movimento rápido das suas mãos enquanto me ia crescendo o desejo de aproximação. Por fim, obra pronta, da  mesma forma serena, levantava-se, encaminhava-se para a mesa da sortuda vitima e sem qualquer apresentação, oferecia, simplesmente oferecia, um retrato, belos retratos saídos daquela pena de tinta da china e lá ia ele porta fora, humildemente, sem apresentações ou tempo para agradecimentos ou bajulações. Outras vezes encontrei-o nas esplanadas, canivete numa mão, na outra uma pedra apanhada à beira-mar. Uma simples pedra que com a destreza do Mestre ia ganhando novas formas metamorfoseando-se em obra de arte.
Obra pronta e olhando em volta, lá escolhia outro eleito a quem dava, unicamente dava, a obra terminada.
Um dia aconteceu. Permitiu-me sentar a seu lado e acompanhar com o olhar o rápido manusear daquela pena, enquanto entablava conversa comigo.
Quando em alguma dessas tardes lhe disse que era de Vila Cova, levantando os olhos daquela folha, olhou-me com meiguice e surpresa e perguntou-me: Como está o Padre Januário? Fui eu que o levei para Vila Cova. Foi de carroça que o levei...
Quantas vezes os imaginei de sotainas à intempérie, em cima da carroça por montes e vales, qual "Nome da Rosa", a caminho de Vila Cova, em consonância com os ensinamentos da sua fé.
Os anos passaram e, coisas do destino, dez anos passados tive a honra de ter sido seu aluno na Escola de Artes da ARCA em Coimbra, e de merecer a atenção especial do Mestre. Permitiu-me frequentar o seu atelier, em sua casa e ocupar o seu tempo ensinando-me as suas técnicas e contando-me as suas histórias, lembrando-me sempre de que foi ele que levou o Padre Januário do Seminário de Coimbra para Vila Cova, que o "coitado" nem sabia onde ficava.
E no meio das goivas e dos formões enquanto esculpia na madeira as lendas de Fajão, sempre ía dizendo: FOI DE CARROÇA QUE O LEVEI...
Mas, que não se pense que a  ligação do Monsenhor Nunes Pereira com Vila Cova se fica por acto já por si tão significativo. 
Há alguns anos, por caminhos e labirintos de que sou incapaz de imaginar o traçado, veio-me ter às mãos um belo postal representando a porta da Capela do antigo Solar do Conde da Guarda em Vila Cova. Se, por si só, não fosse tal suficiente para o guardar como "reliquía" , duas razões de vulto mais há a acrescentar.
Primeira, trata-se da reprodução em postal de um desenho a tinta da china feito pela pena do Mestre em 1942, a segunda é que como está bem explicito no verso, trata-se de uma edição (imagine-se) da Filarmónica de Vila Cova de Alva.
O Padre Nunes Pereira foi pároco em Coja entre os anos de 1935 a 1952.

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Sábado, 25 Agosto , 2007, 07:34

 

 

Dia 29 de Agosto:
 
-Recepção no Aeroporto da Banda da Camacha;
-Viagem para Vila Cova;
-Passeio pela Vila (da parte da tarde);
 
Dia 30:
 
-Passeio à Serra da Estrela;
-Animação Nocturna (Karaoke);
 
Dia 31:
 
-Jogos Tradicionais;
-Passeio pela Região de Arganil;
-Porco no Espeto (a partir das 19 horas) Organização da Santa Casa de Misericórdia;
-Concerto Nocturno pelas duas Bandas;
-Animação pelo Conjunto “Nuno Filipe”;
 
Dia 1 de Setembro:
 
-Jogo de Futebol entre as duas Bandas Filarmónicas;
-Piquenique nas Margens do Alva;
-Tarde Desportiva;
-Animação Karaoke;
 
Dia 2:
 
Visita à Igreja Matriz e ao Convento;
 
Dia 3:
 
-Partida para a Madeira.

publicado por Miradouro de Vila Cova | Sexta-feira, 24 Agosto , 2007, 17:37

Os poucos quilómetros que separam Vila Cova de muitas das aldeias envolventes levam a que muitos vilacovenses se desloquem, com alguma frequência, a localidades vizinhas, com o intuito de usufruírem de curiosos eventos, que nesta altura do ano vão acontecendo na região.

 

Coja é, neste domínio, a mais concretizadora no concelho de Arganil. A notícia que retiramos do “Diário de Coimbra” é paradigma de quão apetecível este período é para todos aqueles que gozam férias na região.

 

 

“In Diário de Coimbra”

 

 

“Porco é rei” em Côja
O
principal dia acontece amanhã, com a recriação da tradicional matança do porco, mas hoje
e domingo também é possível comer algumas iguarias tradicionais nos restaurantes da vila, confeccionadas à base de carne de porco

Este fim-de-semana o “Porco é rei” em Côja, no concelho de Arganil. A junta de freguesia local promove uma festa inteiramente dedicada ao porco, cuja carne foi, em tempos, a base da alimentação da população. Amanhã, uma matança tradicional recria o que foram as vivências daquela região em que, por altura do Natal, se matavam os porcos que constituíam a alimentação para o resto do ano.
Com efeito, a matança não começa logo pela manhã e nem será real, como manda a tradição, uma vez que actualmente não é permitida fora dos matadouros. Ainda assim, acontece a partir das 15h00, recriando-se o que é possível, e trocando, no momento em que se espetaria a faca, o animal vivo por um já morto. «O porco vivo vai atravessar a vila, com um cesto de milho a abanar à frente, para o atrairmos para o local que queremos. Chegados ao local do “crime” simulamos o agarrar e o meter no banco do porco e trocamo-lo por um morto», explica o presidente da Junta de Freguesia de Côja, adiantando que, a partir daí, o animal é pendurado «como noutro tempo» para então se dar início à animação e ao jantar.
João Oliveira, que se lança pela primeira vez nesta iniciativa, pretende dar a conhecer a tradição e, ao mesmo tempo, promover os pratos regionais à base de carne de porco e a própria região, atraindo os populares para a festa e os demais visitantes que se queiram juntar. Esta é, sublinha, mais uma iniciativa com vista à «dinamização cultural e recreativa» da vila de Côja que vai decorrer na Fonte Nova, um recinto à beira rio recuperado pela junta de freguesia para a realização deste tipo de iniciativas.
Paralelamente, os quatro restaurantes da vila (Lagar do Alva, Prensa da Ribeira, Varandas do Alva e D. Ramiro II) juntam-se à iniciativa e, durante este fim-de-semana, dão especial destaque aos pratos confeccionados à base de carne de porco, designadamente bucho recheado, uma das iguarias mais típicas do concelho de Arganil, ossos do espinhaço, «a parte da coluna vertebral do porco cozida e servida com couves», cachola com todos, «a parte mais pobre do porco – a cabeça – cozida», febras na brasa, cozido à portuguesa, enchidos, torresmo baqueado e pernil no forno. Tudo isto pratos que era possível comer no dia da festa, ou seja, no dia em que se matava o porco, antigamente por altura do Natal. «Os lombos, couratos, presuntos e pés é que eram conservados em sal ou azeite para o resto do ano», explica o presidente da junta.
O programa do “Porco é rei” tem início hoje, com os restaurantes aderentes a confeccionarem pratos à base de carne de porco. Amanhã a festa tem início às 15h00, com a matança do porco, seguida de um colóquio sobre a importância do porco na alimentação portuguesa, promovido pela Confraria do Bucho, de Arganil. Pelas 17h30 actua um grupo de concertinas e, uma hora depois, tem lugar uma prova de enchidos, seguida de jantar com porco no espeto.  

 

 

Margarida Alvarinhas


publicado por Miradouro de Vila Cova | Sexta-feira, 24 Agosto , 2007, 16:32

 "In Diário de Coimbra" 

 

Mais 14 mil euros mensais para instituições de solidariedade
Durante este ano, a Segurança Social estima gastar 708 mil euros em novos acordos e abranger 610 novos utentes do distrito

Oito instituições particulares de solidariedade social (IPSS’s) do distrito de Coimbra vão receber ainda este ano mais 14 mil euros mensais da Segurança Social, anunciou ontem o director do Centro Distrital de Segurança Social de Coimbra (CDSS), Mário Ruivo.
O montante agora atribuído integra o orçamento de 708.630 euros previsto pelo CDSS para novos contratos com IPSS’s a celebrar durante este ano, o qual deverá abranger 610 novos utentes. Segundo Mário Ruivo, foram adjudicados até Agosto 453 mil euros, perfazendo cerca de 57 por cento da verba estimada.
Os acordos de cooperação foram assinados ontem e abrangem a creche do Centro Social Paroquial de Meãs do Campo, os centros de noite da Casa de Repouso de Coimbra e da Comissão de Melhoramentos de Vilamar e os serviços de apoio domiciliário da Associação Defesa ao Idoso e Crianças da Freguesia de Vilarinho, da Associação Progressiva de Santo António do Alva, do Centro Paroquial Solidariedade Social da Freguesia de Bobadela, do Centro Social Polivalente – Associação Desportiva, Recreativa, Cultural e Social da Ega e da Santa Casa da Misericórdia de Vila Cova do Alva.
Numa cerimónia que contou também com a presença do governador civil de Coimbra, Henrique Fernandes, o CDSS celebrou ainda protocolos no âmbito do Rendimento Social de Inserção com outras duas instituições, a Santa Casa da Misericórdia de Galizes e a Casa de Nossa Senhora do Rosário.
De acordo com Mário Ruivo, o CDSS disponibiliza anualmente às IPSS’s do distrito de Coimbra uma verba de cerca de 73 milhões de euros, abrangendo um universo de 35 mil utentes. Embora reconheça «as dificuldades que o país atravessa», o director do CDSS sublinhou que «o Estado não deixa de ter uma dimensão social», ainda que «assumida sobretudo pela organização livre dos cidadãos».
Quanto à duração dos contratos agora firmados, Mário Ruivo garantiu tratar-se de «casamentos perpétuos», passíveis de serem rectificados consoante a capacidade das instituições e a respectiva procura.  

 

 

Catarina Prelhaz


publicado por Miradouro de Vila Cova | Sexta-feira, 24 Agosto , 2007, 16:28

 

O Provedor da Santa Casa de Misericórdia, Dr. Nuno Espinal e o vogal da Mesa da Administrativa, Sr. José Carvalho estiveram ontem no Governo Civil de Coimbra onde procederam à assinatura, como representantes da Instituição, de um Acordo estabelecido com a Direcção Regional da Segurança Social de Coimbra, para atribuição à Santa Casa da comparticipação de mais 50% sobre a comparticipação atribuída a 14 utentes do Apoio Domiciliário, pela prestação de serviços, por esta Instituição, aos Sábados e Domingos.

Esta comparticipação faz parte de um pacote que contempla outras IPSS do distrito de Coimbra, conforme notícia do Diário de Coimbra supra referida.

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Sexta-feira, 24 Agosto , 2007, 13:08

 

O Picoto, ilha da povoação de Avô, é de facto um local deslumbrante. E excelente foi a visão do Município de Oliveira do Hospital, ao qualificar aquele espaço com uma praia fluvial, onde existe ainda uma piscina para crianças, restaurante e bar.

 

Com águas de qualidade, vindas do Alva e da Ribeira de Avô, aprovadas pelos Serviços de Saúde, a ilha do Picoto proporciona ainda a possibilidade de pitorescos passeios em barcos a remos. Depois toda a paisagem envolvente é fascinante.

 

Com estes atributos não admira que este espaço seja motivo de grande procura por parte dos muitos veraneantes que invadiram este ano a região.

 

Os de Vila Cova não fogem à regra e é vê-los por lá refugiando-se nas convidativas águas do Picoto, em defesa aos calores normais da época.

 

Afinal Avô não fica a mais de uns breves 4 quilómetros. Um senão: a dificuldade de estacionamento. Mas, alguma paciência e lá se encontra sempre um lugar onde o carro pode ficar enfiado.

 

Claro, no meio das várias praias fluviais da região, os vilacovenses continuam a apregoar as suas mágoas.

 

“Porque raio é que Vila Cova não tem uma praia fluvial?”

 

Sabemos do empenhamento da Junta. O nosso total apoio.

 

 

 

 

Texto: Nuno Espinal

Foto: Fernanda Santana

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 23 Agosto , 2007, 01:32

 

Na Igreja Matriz de Vila Cova de Alva realizou-se no passado Domingo, dia 19, o baptizado da menina Beatriz Alves Santos, filha da Sr.ª Dª Maria Helena Morais Nunes Santos e do Sr. Fernando Sérgio Santos, residentes em Casal de S. João.
Foram Padrinhos a Carla Sofia Santos Alves e o Luis Carlos Nunes Alves.
A Beatriz é neta materna da Sr.ª D.ª Maria Odete Morais Nunes Alves e do Sr. Rogério Nunes Alves, (já falecido), de Casal de S. João, e neta paterna da Sr.ª D.ª Isaura Silva Marques Santos e do Sr. Mário Santos (já falecido), da Meda-Lourosa.
 
Muitas Felicidades para a Beatriz e Família.
 
 
 
Notícia: António Tavares
 

publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 23 Agosto , 2007, 01:17

 

 

Hoje, dia 23 de Agosto, a partir das 21h e 30m, a Flor do Alva vai realizar um Concerto de Verão.
Notícia: Fábio Leitão

publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 22 Agosto , 2007, 04:39

 

A “Senhora da Graça”, pórtico da Mata do Convento, é sem dúvida um dos recantos mais aprazíveis de Vila Cova. E é-o em especial em dias de forte calor, já que o arvoredo que a circunscreve e a fonte que tanto a caracteriza dão-lhe fresquidão de sobra e conforto.
 E porque não um trago das águas da sua fonte? A tal não se furtaram a proprietária da “Casa do Convento” Drª Margarida Figueiredo e um visitante ocasional daquele recanto, Sr. José Pereira. E eu próprio, confesso, também não. E uma vez mais fiquei preso à leitura do belo poema alusivo ao fontanário e em registo no seu frontal, da autoria do Dr. Vasco de Campos.
 
Catedral de verdes naves
Erguendo ogivas aos céus…
Aonde o coral das aves
Canta matinas a Deus
 
E talvez a memorar
Penitências de algum dia…
Um fio de água a chorar,
 Aos pés da Virgem Maria!
 
 
 
 
Texto: Nuno Espinal

 

 


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