publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 15 Agosto , 2007, 17:38

 

Festa Popular que se preze sem Banda Filarmónica não é festa.

Os da Vide sabem-no bem.  E sabem mais. Festa Popular "à séria" só com Banda Filarmónica "à séria".

Por isso não hesitaram, a Flor do Alva foi a convidada.

Hoje, dia 15 de Agosto, a Flor do Alva foi cartaz na grande festa anual da Vide.

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 15 Agosto , 2007, 01:09

 

Em sedes próprias e de dimensão nacional foram feitas homenagens exaltantes da dimensão e da obra de Miguel Torga, no centenário do nascimento do escritor.
Por nós, e no nicho humilde em que nos circunscrevemos, o manifesto da grande admiração e homenagem, que sempre dedicámos e dedicamos a Miguel Torga, expressamo-lo pela publicação de registos seus, retirados do Livro VIII do Diário e que surpreenderão muitos dos nossos leitores, por um deles ter sido escrito (ou pelo menos inspirado) em Vila Cova. Nem mais, em Vila Cova.
Miguel Torga e Fernando Vale eram grandes amigos e várias foram as estadas do escritor no solar dos Vales. Uma ou outra vez terá passado em Vila Cova, como em outra povoações vizinhas de Coja. Testemunhos dessas passagens retiramo-los do “Diário”.
Aqui ficam dois deles.
 
 
 
Salgueiral, Coja, 23 de Dezembro de 1958
 
São muito pobres estas nossas aldeias sertanejas, onde a graça de Deus só chega por alturas da côngrua e a de César por alturas da décima. Mas gozam de um bem que nenhuma riqueza compra: a de serem imunes à solidão. Apesar de viverem desterradas do mundo, e fazerem parte de uma pátria de desterrados, dentro dos seus muros reina o convívio. A vida articula-se nelas de tal maneira, que a lepra do ensimesmamento não as pode contaminar. A velha que espreita à janela, o homem que sai de enxada às costas e a criança que solta o gado da loja são pedras indispensáveis dum jogo de muitos, figuras essenciais do mesmo retábulo, que nem separadas ficam sózinhas.
 
 
Vila Cova, 24 de Dezembro de 1958 
 
NATIVIDADE
 
Arde no coração da noite
A ritual fogueira que anuncia
O eterno milagre
Do nascimento.
Batida pelo vento,
Que das cinzas das brasas faz semente,
É um sol sem firmamento,
Directamente
Aceso
E preso
À terra
Por mãos humanas.
De raízes profanas,
Lume de vida a bafejar a vida,
O seu calor aquece
A única certeza que merece
Ser aquecida…
 
 
 
 
Apontamento de Nuno Espinal

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PARABÉNS à nossa FILARMÓNICA!
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