publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 15 Julho , 2007, 14:35
O meu Olhar
 
O meu olhar azul como o céu 
É calmo como a água ao sol. 
É assim, azul e calmo,
Porque não interroga nem se espanta ...
Se eu interrogasse e me espantasse
Não nasciam flores novas nos prados
Nem mudaria qualquer cousa no sol de modo a ele ficar mais belo... 
 (Mesmo se nascessem flores novas no prado
E se o sol mudasse para mais belo, 
Eu sentiria menos flores no prado 
E achava mais feio o sol ...
Porque tudo é como é e assim é que é, 
E eu aceito, e nem agradeço,
Para não parecer que penso nisso...)
 
 
 
 

publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 15 Julho , 2007, 00:46
A ligação à terra, onde se nasce e cresce, permanece pela vida e determina quase sempre o regresso. Foi isso que aconteceu ao Sr. Diamantino Carvalho. Não nega a sua gratidão à África do Sul. Bem pelo contrário. É um país que tem no coração. Afinal foi o país que o acolheu, onde viu nascer e crescer filhos e netos, onde criou amizades, onde se afirmou na vida e no trabalho, o país que lhe garantiu o descanso económico que lhe confortará a velhice. Mas… Vila Cova é Vila Cova e pronto…!
 
Mas vamos à história:
 
Desenrolou-se em perfeita normalidade o seu ciclo de infância e juventude. Cedo começou no trabalho e cedo lhe pulsou a determinação de ir mais além. Entretanto, corria o ano de 1962, tinha então 25 anos, conheceu, em Trás-os-Montes, a jovem que, três anos mais tarde, viria a ser a sua mulher, Eva Maria Correia Fonseca Carvalho.
Os primeiros tempos, a seguir ao casamento, foram passados em Vila Cova. Até que a grande oportunidade lhe surgiu. Com o apoio dos pais da Dª Zira (na foto de cima com o casal e filhas) partiu para Joanesburgo em Janeiro de 1967 para trabalhar como carpinteiro.
Juntou-se-lhe a Dª Eva, passado 1 ano, já então mãe da Fernanda, que tinha 2 anos, e da Elisa, com treze meses.
Determinado e empreendedor, em alguns anos tornou-se proprietário de super mercado, restaurante e bombas de gasolina.
Regressou a Vila Cova em 2000, pronto a dar apoio ao pai na doença. E por Vila Cova se ficou, intervalando a estada com frequentes idas à África do Sul, a fim de matar saudades de filhos e netos:
 
A  filha Maria Fernanda, hoje com 42 anos, é empregada de escritório e vive em Midleburg com o filho Diamantino Thomas, de 14 anos, estudante.
 
A Elisa, de 40 anos, proprietária com o marido, Hélder Tenreiro, de um supermercado em Tietkuil. O casal tem três filhos, o Jorge, 22 anos, fazendeiro, o Miguel, 21 anos, cozinheiro, de momento em Inglaterra a estagiar e o Ricardo de 14 anos, estudante.
 
Falta o filho Fernando José, este de 36 anos, já nascido na África do Sul, em Joanesburgo. É engenheiro de produção, vive em Brittis com a esposa, Cornélia Smith, e já deu dois netos aos pais, o Marco de 4 anos e a Kaila de 4.
 
Três filhos e seis netos. Outros mais hão-de vir, claro. Bisnetos não tardarão, por certo. Todos com apelido Carvalho. Apelido bem português. E Vila Cova que lhes diz? A terra de pais e avós e pouco mais, estamos em crer. O que é natural.
Afinal, as regras da emigração na lógica das gerações.
 
 
 
 
 
Nuno Espinal/Carla Marques

comentários recentes
O meu profundo sentir á minha querida amida Sra D....
os azulejos lhe davam valor e beleza. muito perdeu
Pode publicar. Achamos importante que o faça. Obri...
É uma informação muito importante.Espero que não s...
O texto relaciona.se, de facto, com minha tia e ma...
Sim, de facto Maria Espiñal, minha tia, era escrit...
Minha Mãe sempre me disse que a madrinha dela era ...
Uma foto lindíssima.
Olá :)Estão as duas muito bonitas.Ainda bem que a ...
PARABÉNS à nossa FILARMÓNICA!
Julho 2007
D
S
T
Q
Q
S
S

1
2
3
4
5
6
7

8
9
13


24
26
28



pesquisar neste blog
 
subscrever feeds