publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 12 Julho , 2007, 22:42
As obras, nos acessos à Fonte dos Passarinhos, que estão a ser patrocinadas pela Junta de Freguesia, são de aplaudir. A Fonte dos Passarinhos é um dos ex libris de Vila Cova, sempre apreciada, para além dos vilacovenses, por todos os forasteiros, que nas descobertas dos vários encantos de Vila Cova, registam aquele recanto como um dos mais pitorescos, pela fresquidão do local, pela leveza da água da fonte e pelo deslumbramento da vista.
 
É certo que a morfologia do terreno não tem garantido aos vários arranjos que, sucessivamente, têm sido efectuados, resistência às intempéries que destroem acessos, a ponto de lhe impedir a passagem de visitantes e danificar a própria estrutura do local.
 
Provavelmente, teriam até justificação, em intervenções anteriores, obras de outra engenharia. Mas os vários executivos da Câmara parece terem sempre olhado, nos últimos anos, Vila Cova com alheamento e até desprezo.
 
Só assim se compreende a falta de planeamento urbano, que contribuiu para a saída de habitantes de Vila Cova para a Digueifel.
Vila Cova merece outra atenção.
Ressalve-se o Piódão e Vila Cova será a localidade do concelho com mais potencialidades turísticas. O tempo o dirá.
 
 
 
 
Texto: Nuno Espinal
Fotos: Carla Marques

publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 12 Julho , 2007, 00:32
Vila Cova não esteve, nem está, imune ao fenómeno das migrações, ainda que o sentido que tem prevalecido seja o das emigrações, com as óbvias consequências na diminuição populacional e envelhecimento demográfico.
As emigrações de Vila Cova são, contudo, em especial desde a década de 70, internas, ou seja, concretizadas dentro do país, predominantemente rumo à Grande Lisboa.
Contudo, tempos houve, (nas décadas de 40, 50 e 60) em que o vilacovense emigrante elegia, como destino, a África, em especial a África do Sul. Não sendo emigrantes sazonais, acabariam por se fixar, constituir família e só regressar quando as situações económicas já lhes permitiam um futuro sustentado.
Em Vila Cova residem, na actualidade, alguns desses “emigrantes africanos”, regressados após alguns anos em África, com a particularidade de, parte deles, não terem arrastado no regresso filhos e netos.
É a eles que dedicaremos alguns apontamentos nesta e nas próximas edições do “Miradouro”.
Gente de trabalho, de dedicação à família, mas de grande amor à sua terra natal. E foi esse amor que lhes marcou o regresso.
 
Alzira Marques Rebelo
 
A abrir esta sequência de apontamentos, elegemos a D. Alzira Marques Rebelo, a Dª Zira, como lhe chamam. Vive na sua casa do Bairro do Calvário e irradia simpatia e permanente afabilidade.
Em 1944, com 14 anos de idade e na companhia da sua mãe, Deolinda Marques, natural de Vila Cova, deixou a sua terra natal e partiu para Pretória, indo ao encontro de seu pai, António Caldeira da Fonseca, também natural de natural de Vila Cova e que naquela cidade trabalhava, como emigrante, no ofício de carpinteiro
Foi em Pretória que conheceu seu marido, Manuel Teixeira Rebelo (madeirense), com quem veio a casar, com 24 anos, em Benoi.
O casal foi, entretanto, viver para Joanesburgo, onde se veio a estabelecer com uma mercearia.
Com 25 anos teve um filho, o Jorge Manuel Marques Rebelo. A necessidade de prestar apoio aos pais, fê-la regressar a Vila Cova, em 1986. Entretanto o marido faleceria, de morte súbita, em 1996.
O filho, naturalmente enraizado na África do Sul, vive actualmente vive em Alberton. Tem 52 anos de idade, é gestor de empresas e é casado com uma filha de madeirenses, natural de Joanesburgo, Mónica Maria Silva Vieira, de 46 anos e Designer de profissão.
A D. Zira tem dois netos que estudam em Joanesburgo e “que são dois ases a jogar futebol”: o Ricardo Jorge Rebelo de 25 anos e o Alain Manuel Rebelo de 19 anos, ambos na terceira foto, com os pais, e que já visitaram Vila Cova duas vezes.
Quando perguntamos à Dª Zira se pensa viajar até à África do Sul responde:
“Tenho muitas saudades do meu filho e gostaria muito de estar com todos eles. Mas tenho medo de, com esta idade, se partir, não regressar mais à minha terra, à minha Vila Cova.”
 
 
 
Nuno Espinal/Carla Marques
 

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