publicado por Miradouro de Vila Cova | Terça-feira, 03 Julho , 2007, 23:13
Foi em 1907, mais especificamente nos dias 8, 9 e 10 de Junho, que o Rei D. Carlos, acompanhado pelo Príncipe Real, D. Luís Filipe, visitou o concelho de Arganil, a pretexto de manobras militares que, então, na região aconteciam.
A Confraria do Bucho de Arganil decidiu reconstituir os acontecimentos e para tal convidou D. Duarte Pio, o herdeiro do trono de Portugal, a percorrer, no Domingo passado, o trajecto que o Rei fez há um século.
Foi assim que D. Duarte Pio passou por Vila Cova, ainda que não estivesse prevista nenhuma paragem na nossa terra. Só que D. Duarte decidiu apear-se, nas tílias, do autocarro em que seguia com os anfitriões, a fim de  satisfazer a curiosidade sobre uma bandeira monárquica que avistara e que o saudava com um estratégico esvoaçar.
A bandeira era empunhada pela Srª Dª Natália de Figueiredo e foi pertença de seu sogro, do Sr. Bernardo Abranches de Figueiredo, que, ao que apurámos, era monárquico convicto.
D. Duarte, agradado pelo momento, deteve-se em Vila Cova durante cerca de meia hora, tendo conversado com populares, indo, inclusivamente, ao café do Sr. Albano, onde se refrescou com uma bebida e conviveu com alguns vilacovenses.
Entretanto, já de novo a caminho, a comitiva (que integrava Presidente da Câmara e dirigentes da Confraria) foi surpreendida pela Filarmónica Flor do Alva, que fazia um ensaio pelas ruas da aldeia.
A Filarmónica tocou, então, uma das suas peças em homenagem a tão ilustre personalidade, que profundamente sensibilizado com tanta simpatia prometeu regressar a Vila Cova, ficando acordado uma visita mais duradoura, que incluirá um almoço nos claustros do Convento.
 
Vila Cova, por certo, não terá tradições monárquicas, mas demonstrou possuir, nestes pequenos e espontâneos gestos, muita hospitalidade, simpatia e, porque não deduzi-lo, respeito pela História do País.
 
 
 
 
 
Nuno Espinal

publicado por Miradouro de Vila Cova | Terça-feira, 03 Julho , 2007, 00:19
Sabia que em 1914, a 14 de Abril, a Junta da Paróquia de Vila Cova de Sub-Avô protestou “…em nome dos povos que representa contra o arrolamento da Igreja do extinto Convento da Ordem Terceira?…”
 
E que por isso e em nome do Povo de Vila Cova, reunido em comício público, protestou contra o arrolamento e reclamou do Governo da República a continuação da referida Igreja na posse da Ssanta Casa de Misericórdia?
 
Entretanto, em 18 de Abril houve um levantamento popular por causa do arrolamento da Igreja. Uma multidão aguerrida, armada de foices e cacetes, esperava o administrador do Concelho, que ia fazer o arrolamento. Os ânimos só serenaram quando o Dr. Alberto de Moura Pinto, deputado pelo círculo de Coimbra, falou à multidão, explicando os acontecimentos e esclarecendo-a.
 
Perante este apontamento, retirado dos Ecos do Alva de 1 de Janeiro de 1961, surge uma questão. Se o povo testemunhava a posse da Igreja do Convento pela Santa Casa da Misericórdia como é que a titularidade da referida Igreja não está hoje atribuída a esta Instituição de Solidariedade Social?
 
Um assunto que iremos indagar para esclarecermos posteriormente os leitores.
 

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