publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 24 Junho , 2007, 23:02

A nossa incessante pesquisa de apontamentos sobre Vila Cova levou-nos a um texto assinado pelo Dr. António Camilo Ramos Leitão e que foi publicado no Jornal de Arganil em 19 de Março de 1931, sob o título “Sobre o nome de Vila Cova do Alva”.
Este “achamento” vem mesmo à calha, a propósito da questão, colocada pelo leitor do Miradouro, Sr. José Carlos Gabriel, que “No Tílias À Conversa” indaga-nos sobre qual a forma correcta de se dizer o nome de Vila Cova.
Deve dizer-se Vila Cova de Alva ou Vila Cova do Alva?
Atentemos então ao texto, de que transcrevemos as partes mais significativas, relativamente a este assunto:
 
Até 1924 a povoação que nos viu nascer era conhecida pelos nomes de Vila Cova Sub Avô e Vila Cova dos Frades. O nome de Vila Cova Sub Avô é antiquíssimo, pois já se encontra em documentos do século XVI. O nome e Vila Cova dos Frades é muito mais recente, pois é posterior à fundação do convento pelo benemérito Luís da Costa Faria, a quem Vila Cova deve, além do convento, a fundação da Misericórdia e a construção dos caminhos que vão para a ponte e para a Datão, em direcção ao Barril, com as respectivas couraças.
/…/
É de notar, porém, que Vila Cova dos Frades nunca foi nome oficial da povoação, pois que por este nome apenas foi e é conhecida pelos povos visitados outrora pelos frades.
A lei 1:639, de 25 de Julho de 1924, desanexou a povoação do Barril, para formar uma nova freguesia, e deu à antiga freguesia a denominação de Vila Cova de Alva.
Tal nome está conforme com a boa linguagem portuguesa?
A lei referida quis ligar o nome de Vila Cova com o rio Alva, que junto lhe passa. Não conseguiu tal objectivo porque Vila Cova de Alva não quer dizer Vila Cova do rio Alva.
Em Portugal há muitas terras que tiram o seu nome ao nome dos rios que junto delas passam. Temos, por exemplo, Miranda do Corvo, Ferreira do Zêzere, Oliveira do Douro, Oliveira do Mondego, S. Pedro do Sul, Paredes do Coura, etc.
Em todos estes nomes o rio é ligado pela palavra “do” e não pela preposição “de”. Correctamente e dizendo aquilo que se pretendeu., deve dizer-se Vila Cova do Alva e não Vila Cova de Alva.
Há bem pouco tempo foi mudado o nome à povoação da Várzea de Góis. No diploma que fez a mudança veio Vila Nova de Ceira, mas os habitantes interessados fizeram um pedido de rectificação, com toda a razão, e dentro em breve podiam escrever correcta e oficialmente Vila Nova do Ceira.
/…/
Neste assunto de linguagem é o povo quem faz a lei e não são as leis que fazem a linguagem. Adoptemos todos o nome de Vila Cova do Alva, que é o que está cero e de harmonia com a língua portuguesa e, dentro em breve, ninguém se lembrará do que está escrito erradamente na lei.
 
Só que, passados três quartos de século, o nome parece não ter sido adoptado e a lei permanece intocável. Daí que, ainda que possa custar a alguns, o nome é mesmo Vila Cova de Alva.
 
 
 
Nuno Espinal
 

publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 24 Junho , 2007, 00:00


publicado por Miradouro de Vila Cova | Sábado, 23 Junho , 2007, 23:37

Campeões, nós somos Campeões…
 
 
Amigos de Percelada? Qual quê? Amigos sim, mas de… “Porrada”. É que quando lhes faltaram argumentos para travar a superioridade do jogadores de Vila Cova os, afinal, “bem pouco” Amigos de Percelada” decidiram atirar-se ao osso dos actuais campeões, perante a complacência do árbitro da partida que, em algumas jogadas, a roçar a própria violência, deveria ter tido uma atitude mais penalizadora.
A equipa adversária entrou, no jogo, decidida a dificultar ao máximo a vida ao Vilacovense, o que se compreende já que, na eventualidade de um desfecho que lhes fosse vitorioso, fariam história neste torneio.
E apesar de terem inaugurado o marcador, o que em termos anímicos os poderia superar, foram, todavia, expedidos à sua verdadeira dimensão, já que a natural superioridade dos “vilacovenses” assim o determinaria.
Muito apoiada pelos seus adeptos, a equipa do Vilacovense marcaria o golo da igualdade, por João Dias, ainda antes do intervalo. Na 2ª parte, Bruno Carvalho converteria uma grande penalidade (derrube na área de Marco Gonçalves) e garantia, assim, a vitória do Vilacovense, e consequente conquista do Torneio de Coja de Futebol de 7.
Quando o árbitro deu por concluída a partida, num jogo que não deixou de ser muito sofrido, foi a natural festa de jogadores e adeptos, adeptos que, há que realçá-lo, sempre apoiaram a equipa, nunca pondo em causa a esperança de vitória.

O Vilacovense alinhou com:
Helder Esculcas (guarda-redes), Carlos Gomes (capitão); Paulo Ribeiro, Marco Gonçalves, Marco Martins, Sérgio Gaspar, Bruno Carvalho, João Dias e Luis Carlos.
 
Zé Tó, por lesão, não jogou, mas não deixou de estar nas bancadas a apoiar os seus colegas.

Directores: Carlos Antunes e António Leal.
Treinador: José C. Quaresma.
Massagista: Fernando Figueiredo.

Helder Esculcas foi considerado o melhor guarda-redes do torneio. Em sete jogos sofreu apenas cinco golos, com uma diferença bastante significativa  de todos os outros guarda-redes. Tendo em conta que é um guarda-redes da Inatel e que se confrontou com guarda-redes que jogam na distrital, o prémio que conquistou tem ainda mais sabor e, obviamente, maior valor.
 
Para o Vilacovense caiu o pano. Parabéns aos jogadores, parabéns ao treinador, dirigentes e massagista.
Somos Campeões. A Taça é nossa!
 
 
 
 
Marisa Antunes

publicado por Miradouro de Vila Cova | Sexta-feira, 22 Junho , 2007, 23:38

Campeões, Campeões...

Nós somos Campeões!

Campeões, Campeões...

Nós somos Campeões!


publicado por Miradouro de Vila Cova | Sexta-feira, 22 Junho , 2007, 22:46
Noite de reinação, não fosse noite de S. João. E para animar a festa uma boa sardinhada, bifanas e caldo verde.
Ah, claro, música a preceito em aparelhagem de grande fidelidade.
Amanhã, dia 23, no Largo da Associação e Moradores.
 

publicado por Miradouro de Vila Cova | Sexta-feira, 22 Junho , 2007, 22:33

-O jogo iniciar-se-à brevemente

-O Vilacovense perde por 1-0 perto do intervalo

-Ao intervalo empate a 1 golo

-2 a 1 para o Vilacovense, golo de grande penalidade

-Terminou o jogo, o Vilacovense é campeão

-Helder Esculcas, o melhor guarda redes do Torneio

 

 

Marisa Antunes


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 21 Junho , 2007, 21:10

Diário da República, 2.a série—N.o 117—20 de Junho de 2007 17 419
 
 
SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE VILA COVA DE ALVA
Edital n.o 510/2007
Brasão, bandeira e selo
Nuno Alberto Fernandes do Couto Espinal, provedor da Santa
Casa da Misericórdia de Vila Cova de Alva, do município de Arganil,
torna pública a ordenação heráldica do brasão, bandeira e selo da
Santa Casa da Misericórdia de Vila Cova de Alva, do município de
Arganil, tendo em conta o parecer emitido em 14 de Junho de 2005
pela Academia Lusitana Heráldica, e que foi estabelecido em sessão
da direcção da Santa Casa da Misericórdia de Vila Cova de Alva
de 6 de Junho de 2005:
Brasão de armas—escudo de ouro, com uma estrela de oito pontas
de azul e uma campanha ondada de cinco tiras ondadas de azul e
prata. Listel branco, com a legenda a negro «SANTA CASA DA
MISERICÓRDIA DE VILA COVA DE ALVA»;
Bandeira—azul, com uma aspa firmada de prata e bordadura do
mesmo. Cordões e borlas de branco e azul. Haste e lança de ouro;
Selo—circular, tendo ao centro a representação das figuras do
escudo, sem indicação de metais e esmaltes, e, em volta, a legenda
«Santa Casa da Misericórdia de Vila Cova de Alva—Arganil».
29 de Maio de 2007.—O Provedor, Nuno Alberto Fernandes do
Couto Espinal.
2611021296
 

publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 21 Junho , 2007, 20:50
O Miradouro irá transmitir ,"na hora", os principais momentos do jogo Vilacovense-Amigos de Percelada, jogo que poderá ditar a vitória da nossa equipa no Torneio de Futebol de 7 de Coja. 

publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 20 Junho , 2007, 23:53
Sabe-se pelos mais velhos que nos anos vinte do século passado um incêndio terá destruído uma casa, lá para os lados do Calvário, tendo as chamas atingido uma criança que se encontrava no seu interior. A criança, após dramática agonia, acabaria por falecer, tendo este acontecimento impressionado a população, tanto mais que se terá confrontado com a ausência de condições mínimas de socorro a situações como a então ocorrida. De resto, Vila Cova sentia-se totalmente desprotegida de apoios a meras necessidades de enfermagem.
Uniram-se, então, vontades e começou a arquitectar-se todo um conjunto de diligências e iniciativas que conduzissem à construção de um Posto de Socorros.
 
Os registos que recolhemos sobre a construção do Posto de Socorros ficam aqui publicados:
 
-Por decreto de 20 de Maio de 1928, com o nº 15.528 é autorizada a venda da capela de S. Sebastião, a fim de ser demolida e no mesmo local se construir o Posto de Socorros.
Contudo o Posto de Socorros haveria de ser construído em terreno doado pelo Sr. Conselheiro Albino de Figueiredo.
 
-Em 8 de Junho de 1930 realiza-se na Liga Naval e Lisboa, por iniiativa do Sr. Bernardo Abranches Freire de Figueiredo, uma matiné de caridade a favor da construção do Posto de Socorros e Consultório Mádico.
 
-Aos cinco de Junho de 1932 ficou registado em Acta da Mesa Administrativa da Santa Casa o seguinte: /…em seguida o Provedor apresentou como sendo de grande necessidade a construção do Posto de Socorros, pois nem casa própria há para as visitas de médico aos pobres e estando já demarcado o terreno/…/propunha a Mesa que imediatamente se falasse a pessoal e se levantasse da Caixa Económica a quantia para fazer face às primeiras despesas. A Mesa por unanimidade aprovou a proposta e encarregou o Provedor de dirigir as obras e de comprar os materiais que sejam necessários para tão útil obra.
 
-Em 19 de Maio de 1935 fica concluído o Posto de Socorros e Consultório Médico.
 

publicado por Miradouro de Vila Cova | Terça-feira, 19 Junho , 2007, 21:52
 
Os aguardados cadeirões e sofás que foram encomendados para o Centro de Dia já lá estão e foram logo estreados por aqueles que eram os alvos exclusivos da sua utilização. E foi uma festa, diga-se sem exageros.
Porque os seus conforto e comodidade contrastam com as desadequadas e obsoletas cadeiras que faziam parte do mobiliário da casa. Para já não falar daqueles arremedos de “maples” feios e desaconselháveis.
“Quem viu isto e quem vê agora…”, dizia-nos uma das nossas amigas mais velhas, nos seus mais de 80 anos.  
“Pois é, as coisas aos poucos vão-se compondo. Mas acredite que ainda falta fazer muito mais”, dissemos-lhe. E a senhora cá estará para ver”.
 
Apertou-me a mão como quem se agarra à vida.
 
 
 
 
Nuno Espinal
 
 

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