publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 13 Junho , 2007, 23:30
Diz a lenda que Santo António tinha a capacidade de reconciliar casais desavindos. Talvez mais do que lenda haja nesta menção uma pontinha de verdade. Abonam nesta tese a sua bondade, humanismo, sabedoria e autoridade moral.
Propalada esta virtude, daí até à fama de santo casamenteiro foi tudo uma questão de tempo. E hoje, jovem que esteja ansiosa por namorado então que não perca tempo. Há a esperança de que Santo António lhe possa dar uma “ajudazinha”. E o 13 de Junho, por razões óbvias, é dia de forte crença.
Mas, não precisou desta crença a noiva que vemos na foto. Esbelta, como se constata, o mais certo seria ele, o noivo, ter de pedir ao Santo o seu valimento.
 
Paródia à parte, vamos a dados reais. O Santo serviu de pretexto para a introdução da foto. Os noivos são Isabel Oliveira (filha de Abel de Oliveira, falecido, e Alice Gouveia - os dois na foto) e Alfredo Sousa. A foto foi tirada em Moçambique, em 1967. Reconhecem-se muitos vilacovenses no grupo, entre outros, António Parrana, Padre Januário, Manuela Cruz, Artur Leitão, Jorge Gonçalves, Alfredo Lourenço, actual Presidente da Junta, Eng. Alexandre Cruz, Prazeres de Oliveira e outros que não identificamos. Quem o fizer que nos informe. Publicaremos de novo a foto com o nome de todos os presentes.
 
 
 
Nuno Espinal

publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 13 Junho , 2007, 17:12

Em tempos, há uns cinquenta anos para aí, recordo um tal “americano”, dando função a uma gaita de beiços e pondo o pessoal em rodopio, em mexidas danças, à moda das modinhas de então.

Uma fogueira de rosmaninho perfumava os ares e perfumava as águas, que ainda hoje teimam em tombar, no velho chafariz de S. Sebastião.

As raparigas novas saltavam a fogueira, a exorcizar adversidades à conquista de um namorado, e eu, nos meus muito reduzidos anos, aguardava algumas tréguas das labaredas, e lá transpunha, envolto em fumos, as pouco mais que minguas brasas, num mero exorcismo ao medo.

Eram assim as noites de Santo António, em cenas distribuídas por outros recantos da aldeia, como o Adro, a Praça ou mesmo as Tílias, com outros tocadores e tocatas, como o Sr. Augusto (o Augustito, como lhe chamavam) no seu bem sonante e afinado saxofone.

Muitos anos são passados, mas a devoção e crença ao Santo permanecem. E, globalização em força, lá se mudaram hábitos. Veio a sardinhada à moda de Lisboa.

Ontem, em Vila Cova, na Praça e em S. Sebastião, vizinhos e amigos assaram sasrdinhas, beberam um bom tinto e celebraram o Santo de Lisboa. De Lisboa? Qual quê!... Santo António de Portugal, porque não?

 

 

 

 

Nuno Espinal


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