publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 23 Maio , 2007, 22:52
O ponto mais alto da homenagem ocorrerá às dez e meia, quando for descerrada a placa que projectará o nome de Ana Conceição Gomes Figueira na toponímia de Vila Cova.
Mas outros actos preencherão o programa, nomeadamente a “arruada”, a partir das dez horas, pela Filarmónica Flor do Alva.
Às onze e meia “Missa Cantada”, celebrada pelo Sr. Padre Cintra e, às treze horas, todos que a esta homenagem se associam irão conviver num almoço no Salão da Casa do Povo.
 
O povo de Vila Cova demonstra, desta forma, a sua eterna gratidão a quem, com extrema dedicação, exerceu durante cerca de quarenta anos  o cargo de docente na velhinha escola primária, apresentando sempre excelentes resultados na avaliação dos seus alunos. 

publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 23 Maio , 2007, 00:06

 

 

Um dos aspectos mais relevantes da Filarmónica Flor do Alva é a presença, no grupo de músicos, de muitos jovens, que neste momento superam em número, largamente, os mais velhos.
Sem esta presença quantitativa e qualitativa de jovens, a Flor do Alva dificilmente poderia manter a sua continuidade.
Os dois naipes de instrumentos que apresentamos são preenchidos, na integra, por gente jovem, todos eles estudantes:
 
Sax Alto:
 
Luís Filipe Lopes Gonçalves, de Vinhó com 16 anos de idade;
Ricardo Gabriel Santos, de Vila Cova, 13 anos.
 
Sax Soprano:
 
Rute Andreia Simões Pedrosa, Anceriz, 15 anos;
Liliana Vanessa Madeira Lourenço, de Vila Cova, 17 anos.

publicado por Miradouro de Vila Cova | Terça-feira, 22 Maio , 2007, 18:45
Torneio de Coja
Jornada de 18 de Maio
 

O Vilacovense soma e segue. Desta vez a “vítima” foi o Quarta-Feiras (o nome
é mesmo assim), equipa que foi massacrada com 5 golos, todos concretizados na 2ª parte. E de facto a diferença no marcador, ao longo da partida, é elucidativa quanto à performance das equipas em cada um dos períodos de jogo, já que o 1º tempo foi disputado em toada de equilíbrio, ao contrário do segundo tempo, em que a superioridade física, táctica e técnica do Vilacovense veio ao de cima, patente no número de golos obtidos: 4 de Marco Gonçalves e 1 de Carlos Gomes.
 
A equipa alinhou com: Helder Esculcas (guarda-redes); Carlos Gomes (capitão), Bruno Carvalho,  Paulo Ribeiro, Daniel Nunes, Sérgio Gaspar, Zé Tó, Fernando Ribeiro, Marco Gonçalves,  Marco Martins, Luis Carlos e João Dias.
Treinador: José C. Quaresma
Directores presentes: Carlos Antunes e António Leal
Massagista: Fernando Figueiredo.

O próximo jogo do Vilacovense será disputado no dia 25/05, ás 21h00,   contra a equipa do Talho Bruno Nunes.
 
 
 
Notícia: Marisa Antunes


publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 21 Maio , 2007, 23:53
A chamada “educação formal” é sempre um reflexo das ideologias dominantes, pelo que o seu conteúdo instrutivo é um espelho de regimes políticos vigentes.
Vem esta evidência a propósito dos manuais escolares, ao tempo em que a Dª Anita era nossa professora na velha escola de Vila Cova.
Já lá vão 50 e, até, mais anos.
Os livros impostos, livros únicos, eram uma apologia aos “pobrezinhos e honrados”, às “virtudes do trabalho”, a “Deus, Pátria e Família” a “Salazar, Salazar, Salazar”, ao “servir, respeito e obediência”, aos “ feitos históricos e heróicos dos portugueses” e por aí fora.
Em especial os livros de Leitura e da História de Portugal davam-nos a ideia de uma dimensão de Portugal, no Mundo, que nos criava, a nós crianças, a ilusão de um peso que o país estava muito longe de possuir. Ilusão essa que a muitos acompanharia para o resto da vida.
Anos passados, após a primária, e já instruído por outros saberes, permitiu-me o período de férias uma estada em Vila Cova.
Já, então, a televisão era vista num ou noutro café, no cinzentão de notícias a preto e branco difundidas. E de quando em quando lá vinha à fala dos locutores a questão da “guerra fria”, Rússia, Estados Unidos, Kennedy , Kroutchev , ONU, etc.
Ora, quis o acaso que em determinado dia me pusesse à conversa com o Sr . José Martinho, homem amigo, franco, simples, infelizmente há dois ou três anos falecido.
Não descortino o porquê, mas recordo bem que o Sr . José Martinho, a certa altura me disparou com esta:
 
-Sabe que a América e a Rússia estão quase a entrar em Guerra, não sabe?
-Oh Sr Zé, se o amigo o diz…
-E sabe porque é que ainda não entraram?
-…
-Estão à espera de saber para que lado é que Portugal cai…
 
Fiquei siderado, sem argumentos e a conversa, com um aperto de mão amigalhaço, por ali ficou.
 
Anos mais tarde, muitos anos mesmo, em 2004, vibrei com o golo do Ricardo, que nos pôs na final do Campeonato da Europa. “Eh pá”, pensei, “afinal o Sr . Martinho tinha muita razão. É que somos mesmo grandes!”
 
 
 
 
 
 
Nuno Espinal

publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 20 Maio , 2007, 22:39
É centenário ainda que esteja longe de o parecer. Está, até, perto de completar, em 30 de Agosto, os 101 anos. Falamos do Sr. António Fernandes, nosso utente do Centro de Dia e residente na Digueifel .
 
Os primeiros anos de vida, até aos 16, passou-os em Vila Pouca da Beira, onde nasceu.
Depois emigrou, rumando até Cuba, onde trabalhou 7 anos, numa fábrica de ferro.
Regressou, entretanto, a Portugal, mais precisamente a Lisboa, onde se estabeleceu, durante 15 anos, com uma fábrica de pincéis.
Mais tarde regressou à Digueifel , tendo-se, então, dedicado à lavoura, cultivando videiras e produzindo algum vinho.
 
Foi na Digueifel que casou três vezes , tantas as vezes que ficou viúvo.
 
Vive numa grande serenidade e mantém capacidades, tanto físicas como mentais, que surpreendem, considerando a sua idade. De resto, está sempre pronto a participar e colaborar em muitas das actividades que organizadas no Centro de Dia.
 
 
 
Notícias e fotos: Carla Marques.

publicado por Miradouro de Vila Cova | Sexta-feira, 18 Maio , 2007, 23:03
Comecemos pelos ingredientes:
 8 ovos
1 Kg . de farinha com fermento
1 pitada de sal
água q.b.
 
Agora a preparação:
Juntam-se todos os ingredientes e amassam-se até ficar uma massa fofa.
Fritam-se em óleo bem quente, ás colheres de sopa.
Polvilha-se com açúcar e canela.
 
E pronto. Feito o pitéu é só provar. Que tal? É bom não é? Ah é! Sabem a bolos lêvedos? Textura e aspecto muito iguais?
 
É bem verdade que sim. Apenas o tamanho varia. E porquê?
 
É que fritos são fritos e, em abono da saúde, há que os evitar. Claro, uma vez por outra vá que não vá, mas ainda assim com as devidas cautelas. E quando se trata de idosos…
 
A Dª Lisete, nossa cozinheira chefe, sabe tudo isto. Ontem, para a festa da Espiga, preparou a merenda e esmerou-se, como sempre, nos sabores e cuidados. Dos ”lêvedos” os sabores manteve-os, o tamanho é que não. É que os bolos, os ontem feitos, são bem mais pequenos. Ou seja, ficou o gosto e reduziu-se o mal. E nasceram, assim, os “Bolos À Santa Casa”.
 
Ah, nada de oportunismos. A patente já está registada.
 
 
 
 
 
Texto: Nuno Espinal
Fotos: Carla Marques

publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 17 Maio , 2007, 23:18

 

 

Dantes era assim: as famílias, lá pela tardinha, dirigiam-se às fazendas onde merendavam. Entretanto, apanhavam espigas de trigo e compunham-nas em ramos com folhagem de oliveira e flores do campo, como malmequeres.
Hoje, exceptuando-se um caso ou outro, dificilmente as famílias têm oportunidade de se reunir. A emigração separou pais de filhos e os horários laborais não se compadecem com a festa da espiga. Mas, ainda assim, a tradição não deixa de se satisfazer. Não há famílias que se possam juntar, é um facto, mas nada impede que se constituam grupos, indistintamente da consanguinidade ou parentesco. E foi o que aconteceu com os nossos idosos do Centro de Dia. Levados nas carrinhas da Santa Casa, fizeram a festa nos terrenos do Alqueidão. Boa merenda e, claro, lá apanharam os ramos da tradição. Na espiga o pão, na oliveira a paz e nas flores a alegria.
 
Que tudo se cumpra. Assim seja.
 
 
 
 
 
 
Texto: Nuno Espinal
Fotos: Carla Marques

publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 17 Maio , 2007, 23:14

 

 

 

Os dois tocam trompete, os dois têm 14 anos e os dois são estudantes.
Ele é o Jonathan Philippe da Silva, de Vila Cova e ela a Daniela Alexandra Madeira da Costa, de Deflores.

publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 16 Maio , 2007, 23:19
A Mesa Administrativa da Santa Casa de Misericórdia proporcionará, muito brevemente, a possibilidade de os seus utentes poderem recorrer a uma médico, uma vez por semana, nas próprias instalações do Centro de Dia.
 
Este serviço está convencionado com a Direcção Regional de Saúde da Região de Coimbra, pelo que as receitas e exames médicos prescritos serão comparticipados no âmbito do Serviço Nacional de Saúde.
 
As obras de arranjo dos espaços do consultório médico e da sala de espera de doentes já estão em andamento, sendo previsível a sua conclusão até ao final do mês.
 

publicado por Miradouro de Vila Cova | Terça-feira, 15 Maio , 2007, 22:46

É corrente dizer-se “que a tradição já não é o que era”. E de facto, nesta sociedade tecnológica e global, muitas vezes assim é. Em muitos casos certas particularidades esvaem-se e adulteram até a substância que era essência na tradição. Noutros a própria tradição é abandonada por menor motivação ou mesmo por ausência de convicção.

E em Vila Cova?

Pese embora uma aparente apatia da comunidade na afirmação dos seus laços de pertença e associativismo, resultado de, entre outros factores, acentuados envelhecimento e diminuição populacionais, a verdade é que as tradições, quase todas no campo religioso, nunca foram abandonadas, continuando a ser vividas intensamente e sob forte espírito de crença.

A procissão das velas é um exemplo significativo, relevado até pela participação activa de jovens, o que faz presumir a continuidade das tradições e configura Vila Cova como um caso invulgar e, infelizmente, pouco observado e estimulado por quem, para estes acontecimentos, devia ter uma outra atitude.

Vila Cova é de facto um “caso”, ou um “nunca caso” a justificar outra atenção. As várias entidades responsáveis do Estado e, de há uns anos para cá, as várias edilidades municipais têm-na desprezado e ignorado. Ignoram-lhe o passado, a história e o ainda valioso património, que, a não ser intervencionado, tende para a ruína.

 

Texto: Nuno Espinal

Fotos: Fábio Leitão


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