publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 12 Abril , 2007, 23:20
Era de facto um dia especial. O Sr. Padre Januário, acompanhado do “Luís Tarezo”, (sacristão de uma vida), entrava na casa de cada um, aspergia a água benta com o hissope, orava a reza que o ritual ditava e, momento supremo, dava aos da casa a cruz a beijar.
A tarde do Domingo de Páscoa era assim. A Ressurreição religiosamente sentida mas também festivamente vivida. Os pratos de bolos, a tijelada e o arroz doce, o vinho abafado e a jeropiga eram marcas da festa.
Hoje a tradição já não é bem o que era. A ausência do pároco, do Sr. Prior como sempre foi tratado, retira majestade ao acto, à Visita Pascal.
Fora o aparte, tudo o mais permanece. E os que asseguram o rito merecem o nosso maior respeito.
 
Texto: Nuno Espinal
Foto: José Santos

publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 12 Abril , 2007, 01:11
As estradas que ligam Vila Cova a Avô, ou a Coja, ou ao Barril são de grande beleza e de um pitoresco que deslumbra. Mas, lanços há, dos seus trajectos, que são manchados por acampamentos de “roulottes” e outros arremedos habitacionais. Para além do desfeado que provocam, atentam contra regras de povoamento territorial.
Todos sabemos que estes mini “povoados” são habitados por estrangeiros. E, porque assim é, queremos deixar bem claro que não nos movem atitudes racistas ou xenófobas. Bem pelo contrário, e até, neste caso concreto, para além de defendermos princípios de fraternidade e solidariedade, entendemos que, na situação demográfica em que Portugal se encontra, estão certos os que advogam que a vinda de estrangeiros que integrem e daí aumentem os nossos activos populacionais só podem redundar, para o país, em benefícios económicos e de rejuvenescimento da população. 
A questão é meramente de defesa ambiental, disciplina do ordenamento e de estética paisagística.
Daí que lancemos a pergunta. Não haverá possibilidade de serem criados, na égide autárquica, espaços próprios, com estruturas adequadas, para situações como as referidas?  
 
 
Nuno Espinal
 

publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 11 Abril , 2007, 00:32
Entre estas duas fotografias há uma diferença de cento e onze anos. A fotografia, em que posa o grupo, tem a particularidade de ser a mais antiga na posse do Miradouro, de todas as tiradas em Vila Cova. Retrata a família nuclear de António Nunes Fernandes, que foi professor em Lourosa, e residiu, a partir de cerca de 1880 em Vila Cova, vindo da Cerdeira. Dos 12 filhos que teve de Maria Augusta Quaresma de Figueiredo, a Morgada da Cerdeira, três nasceram já em Vila Cova. Os três estão nesta fotografia e são, era assim que os chamavam, o Quinzinho (o 1º à direita), a Gracindinha , ao colo da mãe e o Manelinho , de branco, em frente do pai.
A bébé à esquerda, é Marta de Figueiredo Dias, nascida em Janeiro deste ano e é tetraneta do Prof. António Fernandes. É, actualmente, a benjamim da família.
A família Figueiredo Fernandes chegou a ser bem numerosa em Vila Cova e marcou, em determinada época, algum peso no quotidiano da terra. Os tempos e as suas circunstâncias esbateram o peso presencial desta família, não havendo um único, dos seus descendentes, que hoje habite em Vila Cova.
Mas, esta realidade não é, afinal, marca exclusiva desta família. O permanente êxodo de naturais de Vila Cova, mais sentido ainda nas últimas décadas, para paragens bem mais apelativas por oferta de melhores condições de vida, tem reduzido substancialmente a população de Vila Cova e minguado e, até, feito desaparecer famílias antes significativas e numerosas em Vila Cova. Afinal, um sinal, de algum modo deprimente, dos tempos que vivemos.
Ah! Uma nota a terminar este apontamento: Mas, quem é a Martinha? Aqui vai a resposta. Os mais velhos recordar-se-ão por certo da Julinha . Ora, a Marta é bisneta da Julinha e neta do Eng. Jorge Augusto de Figueiredo Dias, que no último Verão matou saudades na sua Vila Cova nunca esquecida.
E, já agora, uma referência pessoal. O autor deste texto também integra a árvore genealógica dos Figueiredo Fernandes. É bisneto do Professor e neto do Quinzinho .
 
 
Nuno Espinal

publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 09 Abril , 2007, 22:52
                                                                   O Sr. José Mendes ainda este ano há-de fazer 89 anos de idade. Tantos quantos os da Filarmónica. É, e desejamos que continue a sê-lo durante mitos anos, o mais antigo componente vivo da Filarmónica.
Em 1932, tinha então catorze anos, estreou-se como músico, a tocar trompa, instrumento a que então chamavam clavicórnia.
Já amadurecido na arte musical, foi regente da Flor do Alva, função que durante anos exerceu com grande entrega e responsabilidade.
Merece o mais profundo reconhecimento de todos os vilacovenses.
É com o maior respeito e admiração que hoje o destacamos neste singelo apontamento.
 
                

publicado por Miradouro de Vila Cova | Sábado, 07 Abril , 2007, 21:38
O Dr. José Afonso foi, no meu trajecto de vida, um privilégio. Tudo começou por uma entrevista, quando, com mero estatuto de amador, fui entrevistador.
Mas, vamos à história: 
A Revista “Espaço Aberto”, na qual participei durante anos, tinha intuitos meramente culturais. Enquanto seu colaborador, dediquei-me, em especial, à área das entrevistas.
Daí a oportunidade que tive de entrevistar inúmeras personalidades do meio cultural. De entre todas, destaco Amália Rodrigues e Zeca Afonso.
Contudo, a entrevista a Zeca Afonso, já lá vão uns 23 anos, viria, para mim, a valer mais do que o próprio momento e tempo em que perdurou. Porque foi a partir dela que entrei no círculo de convivência de José Afonso.
Confesso que quando, pela primeira vez, estive frente a frente com o Zeca, no seu apartamento em Brejos de Azeitão, senti uma certa inibição. Estava ali um grande ídolo, um ídolo da minha juventude, um ídolo de sempre. Revelei-lhe até: “Sabe? Estou positivamente à rasca”. O Zeca sorriu e percebi que me achou piada. Pôs-me logo à vontade: “Quero que me trates por tu, pá”.
A doença já o minava. “Uma doença chata, muito chata”, dizia-me. As pernas já se esforçavam com custo, as mãos tremiam-lhe, os dedos mal lhe obedeciam.
A entrevista correu bem. Claro, Zeca falava com grande saber e fluidez. À despedida uma nota da empatia criada: “Volta, pá, gostei de te conhecer. Mas volta mesmo.” E voltei e tornei a voltar, e cada vez mais, a ponto de me vir a tornar uma visita habitual da casa.
O Zeca gostava de conversar. Era um poço de saber e um bom contador de histórias. Conversávamos sobre tudo. Recordo do entusiasmo com que falava da “Teologia da Libertação”, um assunto muito presente na altura. E tinha um humor acutilante e oportuno. Certa tarde observávamos o zelo excessivo com que um operário, que o Zeca conhecia de uma fábrica de Setúbal, lavava e alindava o carro. Passou horas e horas em torno do seu objecto de posse. “Ora aí está o que se chama um verdadeiro exemplar…”. “Um exemplar? Um exemplar do quê Zeca?”. “Do proleta do popó”, respondeu-me.
 
Um dia vieram à fala as minhas origens. Vila Cova lá a meti na conversa, claro. E era inevitável: a Flor do Alva também. Foi então que Zeca Afonso comentou: “Sabes? Tenho uma grande admiração por Filarmónicas. São uma verdadeira escola de música. As únicas que o povo tem ao dispor. A grande maioria dos portugueses não sabe ler uma pauta de música. E a grande percentagem dos que o são capazes de fazer é nos meios rurais que os vamos encontrar. E isso deve-se às Filarmónicas”.
 
Em dia aniversário, a minha homenagem à Filarmónica Flor do Alva, prestada nas palavras do saudoso José Afonso.
 
 
 
Nuno Espinal

publicado por Miradouro de Vila Cova | Sexta-feira, 06 Abril , 2007, 16:11
Como é tradição em Vinhó, na 2ª feira de Páscoa vai realizar-se a Festa em
honra de Santo Antão e Nossa Sra. dos Remédios.
Do programa consta a chegada da Filarmónica “Flor do Alva”, às 9h da manhã, que irá percorrer
e alegrar as ruas da terra.
Ás 11h, Missa Solene em honra dos Padroeiros de Vinhó, seguida de Procissão.
Depois de almoço será efectuado um concerto pela Filarmónica “Flor do Alva”
no largo da capela.
Em final de Festa, às 19h, despedida da Filarmónica.
 
 
Notícia: Hugo Lopes

publicado por Miradouro de Vila Cova | Sexta-feira, 06 Abril , 2007, 15:41

Nas comemorações do seu 89º aniversário, a Filarmónica Flor do Alva oferece, amanhã, dia 7, às 21H e 30M, a todos os Vilacovenses, um concerto no Edificio da Casa do Povo.

Notícia: Fábio Leitão


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 05 Abril , 2007, 23:46

Terminou o Campeonato do Inatel e o Vilacovense granjeou um honroso 4º lugar.   Estão de parabéns todos os jogadores e treinador.  Mas, injusto seria se não se destacasse a acção de quem, Domingo a Domingo, foi preponderante para que o êxito fosse atingido . 

 

 

 

 

 

 

 Presidente da Direcção

Carlos Antunes

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Tesoureiro

António Leal

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Assembleia Geral

Luís Manuel

 

 

 

 

 

 

Massagista

Fernando Figueiredo

Fotos: Marisa Antunes

 

 

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 04 Abril , 2007, 23:05
Nas celebrações litúrgicas o canto ocupa um espaço de interacção dos fiéis, até porque cantar é, muitas vezes, um acto de participação.
Nas missas celebradas em Vila Cova, longe vão os tempos em que o canto se resumia à voz humana e apenas em momentos especiais havia acompanhamento instrumental.
Com o Concílio Vaticano II, as várias alterações introduzidas na liturgia suscitaram a introdução de novos processos de aproximação às pessoas. Foi, então, que o canto nas missas, em várias Igrejas do País, se tornou, por vezes radical e estranho ao ambiente de recolhimento e espiritualidade expectável nos templos religiosos. Afinal, reacções normais em períodos que se seguem a reformas ou a revoluções.
Corrigidos os exageros, o canto litúrgico tornou a características ajustadas ao recolhimento e espiritualidade, ainda que aceitando outras aberturas.
Vem este breve comentário a propósito do “canto” que nas liturgias dominicais, em Vila Cova, nos é proporcionado por um grupo de intérpretes de vozes e instrumentos da comunidade.
Claro, são meros amadores. Daí que a qualidade musical deva ser dimensionada. Mas valem, em especial, pelo momento que causam, de singeleza, de pureza. Mais, até: de harmonia litúrgica.
 
 
 
Nuno Espinal      

publicado por Miradouro de Vila Cova | Terça-feira, 03 Abril , 2007, 21:48
Bem dizia Zeca Afonso: “o importante é animar a malta”. Pois, então, que se anime a malta. E, lá nisso, os vinhosenses não se fazem rogados. No dia 7 de Abril às 22h irá decorrer na Casa Regional de Vinhó um grandioso baile.
A abrilhantar este baile um grupo de música com um nome bem sugestivo: Pimba, Pimba.
Ora amigos, venham daí e pimbem o melhor que souberem.
Ah, só um pormenor, que não deixa de ter muita importância: as entradas são livres.
Venham e tragam amigos!
 
 
Notícia: Hugo Lopes

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PARABÉNS à nossa FILARMÓNICA!
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