publicado por Miradouro de Vila Cova | Sexta-feira, 27 Abril , 2007, 09:02
 
Exposto numa montra em Coja, o livro “A História do Caminho de Ferro de Arganil” despertou-me atenção.  A curiosidade do título foi, de imediato, impulso para a sua aquisição. Contudo, outra razão, não menor, acorria. O nome do autor, Manuel Fernandes Dias. 
Conheço-o de encontros semanais quando, á volta de uma mesa, se satisfazem, entre amigos, gastronómicos paladares e sabores, a pretexto de momentos bens passados e de boas cavaqueiras. O Sr. Manuel Dias, natural do Pisão, onde reside parte do ano, já atingiu, na idade, a casa dos noventa. Ouvir-lhe relatos do passado é deleitante. Autodidacta, alia à perspicácia e intuição a curiosidade intelectual, predicados que aplica, com paixão, ao estudo de factos, acontecimentos e personagens gerados nos espaços ligados à sua condição de homem da beira-serra.
Foi assim com os artigos, entre outros, que escreveu, no Jornal de Arganil, sob o título “Côja, nos trilhos de João Brandão” e é assim com os 41 artigos, agora compilados em livro, denominados “A História do Caminho de Ferro de Arganil”.
O livro dá-nos em prefácio, assinado pela arganilense e escritora Drª Maria Leonarda Tavares,  tópicos e  razões que nos acicatam à sua leitura, e torna-se até leitura obrigatória para todos os que nutrem sentimentos regionalistas em prol do concelho de Arganil:
 
“…somos obrigados a reflectir, profundamente, sobre o tema que o autor nos propõe. Indica o rumo que teria, de uma forma decisiva e marcante, transformado a vida dos habitantes da Beira-Serra.”
…”Relata o primórdio do caminho-de-ferro em Portugal, acompanha a sua evolução, fazendo sempre o enquadramento político e sócio-económico do país, estabelecendo um paralelo com outros países onde a Revolução Industrial gerava o progresso.
Por razões que são amplamente expostas no livro, a linha-férrea de Coimbra a Arganil foi um sonho que nunca viria a concretizar-se.
A Beira-Serra perdeu uma oportunidade única de se converter num espaço muito diferente.
O autor apresenta um universo enredado nos complexos meandros da política. É um documento que levanta uma série de questões incómodas, que define os contornos da desagregação de um projecto.”
…”M. F. Dias faz-nos sentir a emoção dos acontecimentos, envolve-nos nas teias dos desastres sofridos, na esperança que teima em resistir e no sonho sempre adiado de ouvir o comboio apitar.”
 
 
Nuno Espinal
(O nosso obrigado ao Dr. Fernando Figueiredo pela foto)

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