publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 26 Abril , 2007, 01:15
Longe vão os tempos em que os aniversários do 25 de Abril eram, sobretudo, celebrados com participação popular. Nos últimos anos as comemorações fecham-se em “Salões Nobres” e são alguns “notáveis” a marcar, quase em exclusivo, as presenças. Assim aconteceu no Concelho de Arganil. Os clássicos discursos, as habituais personalidades.
Os representantes dos partidos, com assento na Assembleia Municipal, foram, nas suas intervenções, apologéticos da data festejada, ainda que com mais ênfase Eugénio Fróis, pelo PS. O representante do PSD, Dr. Luís Quaresma, festejando o significado de Abril e o que ele tem representado nas melhorias das condições de vida do povo português, deixou uma ou outra referência crítica, ainda que a sublimação do regime político surgido com o 25 de Abril fosse o tom geral do seu discurso. A destoar do sentido das palavras destes oradores esteve o Prof. Carvalhais, representante da Presidente da Assembleia Municipal, Drª Manuela Ferreira Leite, que não pôde estar presente. O discurso, que proferiu, foi marcado por um ataque a tudo o que tem resultado da acção dos políticos do regime “Pós Abril de1974”, ressalvando, no entanto, o valor da liberdade a qual, como referiu, tem permitido, por exemplo, no concelho de Arganil, a possibilidade de o povo poder escolher para Presidente do Município um “jovem inteligente como o Eng. Ricardo Pereira Alves”.
E foi o Presidente da Câmara que fechou a série de discursos, tendo anunciado a criação do Conselho Consultivo Municipal e anunciado o nome das personalidades que o compõem.
Não deixou de ter bastante significado a cerimónia que antecedeu a sessão no “salão nobre” e que se realizou no largo fronteiro ao edifício da Câmara. Com a presença do Presidente da edilidade a bandeira nacional foi hasteada, enquanto a Filarmónica de Arganil executava o Hino Nacional. A mesma filarmónica que depois brindou os populares presentes com alguns números do seu repertório. Uma actuação muito apreciada, sendo de realçar a presença de muitos jovens naquela banda.
Festejou-se, assim, em Arganil, o 25 de Abril. Foi pouco? Uns dirão que sim, outros que chegou, outros ainda que foi demais. Opiniões a divergirem, mas livres de se manifestarem. Ora aí está. Pelo menos só por isto o 25 de Abril valeu a pena.   
 
 
Texto e fotos: Nuno Espinal

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