publicado por Miradouro de Vila Cova | Sexta-feira, 13 Abril , 2007, 22:07

A uma cerejeira em flor

 

Acordar, ser na manhã de abril

a brancura desta cerejeira;

arder das folhas à raiz

dar versos ou florir desta maneira.

Abrir os braços, acolher nos ramos

o vento, a luz, ou o que quer que seja;

sentir o tempo, fibra a fibra.

a tecer o coração de uma cereja.

 

Eugénio de Andrade, As Mãos e os Frutos, 1948,

 

 

Foto: Carla Marques


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