publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 19 Fevereiro , 2007, 22:00


 

Como em todas as Terras
A língua é do piorio
Mesmo longe de pensar
Estamos nus e por um fio

Vender a madeira a metro
À tonelada ou a olho
Dá mais que para o petróleo
E ainda sobra para o repolho

A vizinha é bondosa
E de muita opinião
Mas por causa das limpezas
Espetou com a mãe no chão

Agora coxa, coitada
Faz ronha e não faz cheta
A filha desesperada
Diz-lhe que é tudo treta

O marido foi operado
Agora diz que é doente
Com tanto entrevado em casa
Esta anda descontente

O merceeiro em Vinhó
Vive todo empoleirado
Pois da janela do quarto
Deixou-se caçar, coitado

Há quem chame cara linda
A toda a mulher que passa
Algumas como o não são
Acham que é pura chalaça

Por isso há que ter tento
Na língua e no bom gosto
A beleza não é eterna
Não vá haver um desgosto

De tão bem parecido ser
É sempre elogiado
Gosta da pinga a valer
Merece ser bem tratado

Diabo, mas só de alcunha
Pois é bom trabalhador
Por isso todos o acham
Grandessíssimo estupor

Trabalhava como um escravo
De manhã à luz da lua
Mas certo dia o caseiro
Pôs-lhe as alfaias na rua

Se está a fazer obras
È preciso iluminar
Mas pode esperar sentado
Até o Hugo chegar


publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 19 Fevereiro , 2007, 08:00

Quadras e fotos in "Cortejo"

 

 

Há por aí um Presidente
Que era Pedreiro e Pintor
Tem uma nova profissão
É um grande engraxador
 
Engraxa tudo o que pode
Às vezes anda de tocha
Guarda lá alguma graxa
Para engraxar a galocha
 
Ele e o seu Secretário
Ladinos sempre contentes
Quando se riem para nós
Estão já lixando a gente
 
Também o seu Tesoureiro
É sem dúvida um bom rapaz
Tal como a Aspirina
Se não faz bem mal não faz

publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 18 Fevereiro , 2007, 17:21
Faleceu ontem, nos hospitais da Universidade de Coimbra, o Sr. João Vicente, de 83 anos de idade. O Sr. João Vicente, pai do Eng. Fernando Vicente, deixa viúva a Srª Dª Hortense Paiva Vicente. O funeral realiza-se amanhã, dia 19, às 11 horas, para o cemitério de Vila Cova. 

publicado por Miradouro de Vila Cova | Sábado, 17 Fevereiro , 2007, 16:06
Recordo-me bem do Sr. José Carvalho. Homem valente, afirmativo, franco no trato, amigo do seu amigo.
A estrada, Vide Coimbra e Coimbra Vide, viu-o passar milhões de vezes, ele, como cobrador da velha carreira de “partidas e regressos” de “saudades e festejos”. 
Só ao Sábado, já noite avançada, é que vinha a casa, à sua Vila Cova, repousar-se na merecida folga que, em cada Domingo, o esperava. Mas, mesmo com o corpo a pedir tréguas, quantas vezes, já noite avançada, não mergulhava, ele e redes, nas águas lavadas do velho Alva. E quanta a expectativa em que o peixe abundasse. O bom “peixe do rio” no tempo em que o Alva, em peixe, de pródigo se gabava.
Era um homem de trabalho. Mas, como nem só de pão vive o homem, o tempo até ia sobrando para, por exemplo, … uma boas partidas. Tudo tinha o seu tempo, o tempo certo, claro. E, então, sendo Carnaval…
 
No Carnaval, anos 50, 60, tinham fama os bailes no Posto de Socorros.
O “Concerto”, com tocadores esmerados, lá criava o ambiente e era ver o pessoal feliz e saltitante com as marchas, valsas e modinhas da moda. Que noites de folia…
 
Claro, o Sr. Zé Carvalho bem lhes sabia da reinação. Todas as noites, ele e camioneta, ali passavam e o pessoal , como que a "manguitá-lo", em festança e forrobodó. "Ai é…deixem lá que já vos digo".  A partir daí foi só arquitectar o plano. E assim foi. Depois, tudo combinado, motorista e até passageiros em cumplicidade. 
De Coimbra vinha um pó pimenta, adquirido em bazar próprio. E pronto. Depois era só agir. O baile no seu auge…  pausa breve no percurso da carreira, ali mesmo ao chafariz, e o Sr. Zé, numa corrida, abeirava-se de um postigo do salão onde a farra imperava, uma sopradela e… ah! pó de um catrino, cumpre lá a tua missão…minutos depois toda a minha gente aos espirros.
Isto, três ou quatro dias e o episódio a repetir-se. Estava lançado o “mistério dos espirros”.
 
Ainda hoje há quem relate a cena que se seguiu. O Sr. José Carvalho, no Domingo posterior, a ouvir os comentários, a consolar-se de gozo, as interpretações do mistério e ele próprio a adiantar o seu juízo: isso é obra do diabo, acreditem... é mesmo obra do diabo…
 
Ah tempos, ah saudades…
 
 
Texto: Nuno Espinal              Reprodução de um quadro do pintor Kiki Lima
 
 

publicado por Miradouro de Vila Cova | Sábado, 17 Fevereiro , 2007, 15:34

Os Rabaceiros

Para o povo de Vinhó
Carnaval é tradição
Pois não se perca o que resta
Não se enterre o que é são
 
E como já vos dissemos
Carnaval é tradição
Aqui, na falta de esgotos
Apanha-se a merda à mão

O saneamento em Vinhó
Anda como o caracol
Lá para o Ano 3000
Vai por os cornos ao sol

Por isso continuará
A esperar ocasião
Ora a cagar no penico
Ora a despejar no chão

Quando tudo começou
Andou tudo com tesão
Mas com o passar do tempo
Não encontrou solução

Retrete comunitária
Foi a nossa opção
Digam lá oh meus senhores
Vinhó, tem ou não tem razão

O raio do cemitério
Teima em não querer lá os mortos
De tão pequenino ser
Só lá dá para crescer hortos

O problema afinal
Não era cortar carvalhos
Depois de estarem no chão
Mandaram-nos para o c...

Rezem então os cristãos
Que a terra desespera
Mas não se apressem então
Pois há uma lista de espera

Mesmo sem mortos na terra
Um coveiro tem que haver
Como não tem que limpar
Não tem nada que fazer

Não sabemos o que deu
Ao Padre da freguesia
Pois vemo-lo a cheirar
O vinho na sacristia

De certo foi enganado
Pois trocaram-lhe a bebida
Por isso só fez um ih!!!
Pensando não estar benzida

Se mesmo azedo marchou
Sem caretas e sem pio
Para a próxima, é pior
Beberá sem arrepio
 
 
 
Publicado: Hugo Lopes

publicado por Miradouro de Vila Cova | Sexta-feira, 16 Fevereiro , 2007, 00:57

 

 

 

Parabéns Sr. José Silva pelos seus 94 anos


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 14 Fevereiro , 2007, 23:07
A divertida expressão facial retrata o Silvino Lopes de todos os dias. O Silvino cómico, o Silvino de um permanente e perspicaz humor.
Partilhámos grandes momentos e, com outros, (grandes amigos) distribuímos alguma da música que a nossa cultura popular nos foi dando a conhecer.
Ocasiões, muitas, de participção companheira, de Norte a Sul, nas Ilhas e até para lá das fronteiras. 
Milhares de quilómetros, centenas de espectáculos, muitos os lugares visitados, e até (consagração suprema) um CD gravado. Foi o nosso Grupo de Música Popular Portuguesa, o nosso "Besclore".
Momentos de partilha,  cumplicidades, experiências trocadas, amizades para sempre.
Silvino Lopes era um excelente músico. Era e é. E de súbito, zás. Surge-nos o poeta. A rima solta-se-lhe como quem um assobio solta.
Um dia, nestes anos tantos de convívio, revelou-se-nos a ligação a Vila Cova. E pronto, reforçou-se a amizade.
Hoje, tal como antes, também digo, ainda que noutro palco:
Meus amigos, em Artes e Artistas, eis Silvino Lopes …
 
 
Texto: Nuno Espinal

publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 14 Fevereiro , 2007, 20:20
O Coordenador Geral do Miradouro, Dr. Nuno Espinal, abre o espaço “Artigos de Opinião”, abordando o tema “O Estado Social”. Trata-se de um artigo com uma vincada carga ideológica e que poderá ser contraditado, se houver quem a tal se disponha, no mesmo espaço.
Entretanto, o Miradouro fica a aguardar que outros artigos lhe cheguem para publicação, não lhes exercendo quaisquer restrições temáticas.
Os artigos ficarão registados e divididos por temas (política, cultura, desporto, regionalismo, etc.) consoante a proposta dos seus autores, ou, caso esta manifestação não surja, o juízo da redacção do Miradouro.
 
Publicado: Carla Marques

publicado por Miradouro de Vila Cova | Terça-feira, 13 Fevereiro , 2007, 15:01

O recinto de recreio da Escola de Vila Cova será o destino de de uma acção campismo, no período de carnaval, (dias 16, 17 e 18) do grupo Lobitos e do grupo de Pioneiros do Agrupamento 696 dos Escuteiros de Coja . Do programa deste acampamento constam, entre outras actividades, o reconhecimento da vila, com passeios pela ruas e locais da localidade, e o contacto com a Natureza , o qual será privilegiado por uma visita à  Mata do Convento.  No Domingo, os jovens escuteiros assistirão à missa celebrada na Igreja Matriz desta vila.
Publicado: António Tavares
 

publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 12 Fevereiro , 2007, 22:41

A partir de hoje, vamos apresentar, uma vez por semana, jogadores do Vilacovense.

Começamos com os jogadores nascidos em Vila Cova (à excepção de Daniel Nunes que nasceu em Coimbra) e a viver em VilaCova.

 

 

 

Paulo Ricardo Oliveira Ribeiro

21 anos de idade

Estudante

Solteiro

Adepto do Sporting

 

 

 

 

 

 

 

 

Fábio Manuel Leitão dos Santos

19 anos de idade

Controlador de Qualidade

Solteiro

Adepto do Sporting

 

 

 

 

 

 

 

 

Daniel Filipe Assunção Nunes

19 anos de idade

Estudante

Solteiro

Adepto do Sporting

 

 

 

 

 

António Manuel Assunção Antunes

20 anos de idade

Servente de Pedreiro

Solteiro

Adepto do Benfica

 


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