publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 07 Janeiro , 2007, 00:54

Quando, por Decreto Lei de Maio de 1834, as Ordens Religiosas foram extintas, os Frades viram-se forçados a abandonar o Convento de Vila Cova. À excepção da Igreja e do espólio a esta adstrito, todo o património que integrava o Convento (edifício, terrenos de lavoura e mata) foi vendido em hasta pública a um adquirente particular. Mas mesmo o espólio, composto, na generalidade, por paramentos e alfaias, foi distribuído por igrejas pertencentes ao arciprestado.

Presumindo um certo facilitismo em todas estas negocietas, o povo de Arganil, com o apoio do pároco, sentiu-se encorajado e tomou a decisão de se dirigir à Raínha, pedindo-lhe bondade e decisão para que o sino da Igreja do Convento de Vila Cova fosse direitinho para a torre da igreja da sua vila, já que o que nesta servia se encontrava necessitado de substituição.

Insensatamente, a Raínha acedeu. Por certo não conhecia a fibra dos de Vila Cova, que logo fizeram chegar ao Paço a devida resposta. "O sino de Vila Cova não sai. Mesmo debaixo de fogo não nos renderemos".  E o sino não saíu.

Moral da história: O POVO UNIDO...Por favor caro leitor: complete a frase.

 


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