publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 14 Fevereiro , 2008, 23:45

De todos os fontanários existentes em Vila Cova a “Fonte dos Amores” exalta-me recordações especiais, ligadas aos meus tempos de juventude.

 
A Fonte dos Amores? Em Vila Cova? – perguntarão muitos leitores.
Sim amigos, em Vila Cova.
 
Os acessos só se cumpriam de barco. Subindo o rio, do Salgueiral em direcção ao Porto de Avô, naqueles pitorescos barcos a remo de então, em lugar escondido e de pequena reentrância à zona das Fontaínhas, atingíamos a tão almejada Fonte dos Amores.
 
Almejada, digo bem. Não tanto pelas qualidades do pequeno fio de água que lhe jorrava, vindo sabe-se lá de onde. Mas, o local da fonte, recôndito e íntimo, era bem bonançoso, e para mais seguro, a muito apaixonados ais e suspiros de amor.
 
Éramos jovens, sangue a ferver. E corria entre nós uma crença. Parzinho que daquela água bebesse ficava para sempre preso ás setas do cupido.
 
Muitas goladas bebi, confesso. Ano a ano em paixonetas várias. Mas efeito, o da profecia, não me fez nunca a água. Nem a mim nem aos outros.
 
Ah, a não ser o de uma grande saudade…
 
 
 
 
Nuno Espinal

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