publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 31 Outubro , 2007, 01:00

 

Uma das fotos que mais impacto provocou nos leitores do Miradouro, publicada em 10 de Janeiro, refere-se à antiga Capela de S. Sebastião, que esteve localizada no espaço do recreio da escola. Aos poucos tem-se perdido o hábito, mas ainda recentemente havia quem chamasse àquele espaço Largo da Capela. Sobre a razão da demolição da capela e respondendo à pergunta de um leitor, conseguimos recolher alguns elementos que passamos a transcrever:
 
“Por decreto de 20 de Maio de 1928, com o nº 15.528, foi autorizada a venda da então Capela de S. Sebastião, a fim de ser demolida e no mesmo local ser construído um Posto de Socorros.
Contudo, o referido Posto de Socorros acabaria por ser construído em terreno doado pelo Conselheiro Dr. Albino de Figueiredo, na zona do Chafariz de S. Sebastião, tendo ocorrido a sua conclusão em 19 de Maio de 1936 e entregue a sua administração à Santa Casa da Misericórdia..
Pesou como argumento preponderante para esta mudança de local o facto óbvio de não ter muito sentido e ser até pouco aconselhável que o Posto de Socorros ficasse situado em pleno espaço atribuído ao recreio de crianças.
Hoje o edifício do Posto de Socorros já não tem aquela função, continuando na posse da Santa Casa, contudo, de momento sem utilização.
Entretanto, nunca esmoreceu a crença e fé de vilacovenses por S. Sebastião, que de resto é testada a anos muito recuados. Com efeito, já em 1598, por bula de 1598 do Papa Clemente VIII, foi instituída em Vila Cova a Irmandade de S. Sebastião, à qual foram concedidas “muitas graças e privilégios”.
E foi em resultado da continuidade desta crença e veneração que um grupo de moradores do Bairro com o nome do próprio Santo, tomou a iniciativa de construir uma nova Capela, a Capela de S. Sebastião, ainda que de diminuta dimensão e em local de difícil e íngreme acesso.
A actual Capela de S. Sebastião, localizada na chamada  subida para  Espinhal, está sem qualquer manifestação religiosa há já bastante tempo e na prática votada ao abandono”
 
 
 
Nuno Espinal  

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