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publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 31 Outubro , 2012, 18:44

 

 

Depositação de flores e velas que logo, já noite, aureolarão o cemitério, no perpetuar de uma tradição de séculos. O Dia de Finados, com data oficial a 2 de Novembro, tem, por usos recentes do povo, o seu ritual de celebração antecipado em um dia, com os dias de ornamentação dos cemitérios a acontecer hoje e de missa de celebração dos falecidos marcado para amanhã, dia 1.


publicado por Miradouro de Vila Cova | Terça-feira, 30 Outubro , 2012, 22:12

-Novidades aqui por Vila Cova?

-Para já, nada de novo…

Todos os dias a mesma pergunta e quase todos os dias a mesma resposta.

E enquanto assim for nem tudo está mal. Porque as más notícias também são notícias.

Mas este rame-rame, quase quotidiano, cria-me a angústia do preenchimento diário do Miradouro.

Por isso amigos, na ausência de novas cá do nosso burgo, pespego-vos, de quando em quando, com o meu “pensamento brioso”.

E, com todo o direito que lhe assiste, um estimado leitor do Miradouro não gostou assim tanto do meu último “escrito”.

Sei que é um sportinguista convicto. E compreendo que não esteja, nestes tempos futebolísticos que correm, com os humores providos de uma melhor disposição.

Mas tenho a convicção de que daqui a uns meses que, ao que presumo, nem estarão assim tão distantes, terá motivos para sorrir. E gostarei de o ver feliz, desde que o seu contentamento não resulte de uma qualquer partida à minha Briosa.

E nunca se iniba de me criticar, sempre que o entender.

Agora cuidado! Aquela sua última frase é que não gostei assim tanto. Pense bem no que disse. Recorda-se?:

“Agora defende a briosa, não tarda é o partido dele. E o Miradouro é da Santa Casa.”

Claro que é. Por isso, lho digo, não se agaste assim tanto com o futebol. Chutemos a bola, sem ofensas e rangeres de dentes. Agora, essa dos partidos é que já fia mais fino. Sou eu o primeiro a dizê-lo amigo. Com a autoridade de como criador e responsável pelo Miradouro ter imposto regras e princípios a todos nesta tão sensível questão.  A dos partido políticos. E o primeiro a ter de cumprir sou mesmo eu.

Abraço.

 

Nuno Espinal


publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 28 Outubro , 2012, 20:35

 

 

Lá vou criar uma raivinhas, mas, paciência, sempre desabafo. Apesar de concordar com um amigo meu.

“Futebol? Em tempo de crise? Há coisas mais importantes em que pensar!...

Até terá razão. Mas, repito, é só um desabafo…

É que acabei de assistir há pouco, na “tv”, a uma partida de dois gigantes da liga inglesa. Precisamente o Chelsea/Manchester United. Já no segundo tempo dois erros clamorosos do árbitro prejudicaram nitidamente a equipa da casa, com influência indiscutível no resultado. O Chelsea viria a perder por 3-2.

Ai se isto acontecesse em Portugal, com prejuízo ou para os “benfas” ou para os das “tripas”.

Ui! Jornais, rádios e televisões a malhar no mafioso do árbitro, durante dias, com todos os imaginários e inimagináveis artefactos.

E o Vieirinha ou o Pintinho com sinais abertos a toda a hora.

Agora, até o Dias Ferreira vem com a lengalenga de que o sistema está preparado para prejudicar os lagartos.

Claro amigos, a Briosa vai na segunda-feira a alvalade.

 

Nuno Espinal


publicado por Miradouro de Vila Cova | Sexta-feira, 26 Outubro , 2012, 22:56

 

 

Os mais novos podem não ter noção do valor incalculável, em termos comparativos com o que havia no passado, de um telemóvel.

Estranharão até esta afirmação. Mas, compreendê-la-ão melhor quando lerem esta breve notícia de um tempo ido, nem tão longínquo assim, quando os telefones eram apenas fixos e, para serem utilizados, a quase totalidade da população tinha de recorrer ao do posto público, que em Vila Cova funcionava, à data do apontamento que se segue, (retirado de uma Comarca de Arganil), no estabelecimento comercial do Sr. Vasco Ferreira.

E não era a todas as horas. Até que…

 

“A partir do próximo dia 1 de Janeiro (1966) esta nossa terra passa a ter telefone permanentemente.

Assim, os vilacovenses poderão estar, a qualquer hora do dia ou da noite, em contacto com o mundo.

É de valor incalculável este melhoramento, pois os seus benefícios são evidentes.

O povo regozija. E tem razão, por mais esta prova do progresso da nossa terra.”

 

Nuno Espinal


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 25 Outubro , 2012, 23:54

São notícias como estas que fazem a história do Vilacovense.

É realmente para todos nós um pouco mais da história do nosso clube que com grande pena minha nos dias de hoje quase nada existe que nos faça lembrar a sua fundação, ou até mesmo os momentos de glória, a não ser umas taças ou uns simples livros de atas. Dos fundadores, desses, apenas sabemos os seus nomes por constarem da constituição da Instituição ,e mereceriam muito mais reconhecimento da parte de todos nós Vilacovenses. Um dia também nós faremos parte da história de uma Instituição e será que alguém se vai lembrar que por lá passámos?

Uma coisa será certa, o Nosso Vilacovense esse permanecerá e notícias como estas ficarão sempre para a história da Instituição.

E, já que o tema é o Vilacovense, faço um apelo a todos os Vilacovenses, amigos e leitores do Miradouro para nova época que está em fase inicial e, tal como todos nós, o nosso clube também sofre de carências financeiras.

Assim estamos a angariar fundos para um equipamento desportivo através de rifas que vamos vender em jogos do clube e outros locais.

Agradecemos a todos quantos possam colaborar para esta causa para que não fiquemos esquecidos na história e façamos deste clube um orgulho de todos os Vilacovenses.

 

Andreia Paiva


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 24 Outubro , 2012, 19:37

 

 

Tenho-me entretido a pesquisar, aleatoriamente, notícias de Vila Cova na Comarca de Arganil Digital, ainda que, logo que me liberte de compromissos a que estou vinculado, seja minha intenção dedicar-me a uma pesquisa metódica e sistematizada, com o intuito de uma recolha de dados que sejam um contributo para a história contemporânea da Terra.

Esta que passo a publicar, e que o acaso me fez encontrar numa Comarca de Janeiro de 1953 (nº 4013), é das mais antigas, senão a mais antiga, a prenunciar a criação do Grupo Desportivo Vilacovense.

Com um prólogo a negro carregado diz o seguinte:

 

“Em Vila Cova do Alva anda a ser construído um campo de jogos num terreno oferecido pelo Sr. Bernardo de Figueiredo.”

 

Depois vem o desenvolvimento da notícia:

 

“Reina o maior entusiasmo entre os rapazes desta localidade pela construção do campo de jogos, num terreno gentilmente cedido para esse fim, no sítio dos Carris, pelo Sr. Bernardo Abranches de Figueiredo.

Todos os Domingos a rapaziada ali se reúne a trabalhar, fazendo terraplanagem do respetivo terreno e ansiosos por verem completamente pronto o seu futuro campo de jogos.

E se o seu contentamento já era grande ele aumentou ainda mais ao saberem que o delegado do Instituto Nacional do Trabalho de Coimbra notificara a Casa do Povo, fazendo a promessa de que logo que o grupo iniciasse os seus treinos, lhe seriam oferecidos os respetivos equipamentos.

Aguarda-se, entretanto, que o sócio da casa do Povo local, Sr. Augusto Porto de Almeida Cerdeira, antigo e valioso jogador da Associação Académica, aceite o convite que lhe vai ser dirigido para visitar o campo em construção, e que, com a autoridade no assunto que todos lhe reconhecem, venha a ser o treinador do grupo de Vila Cova do Alva.”

 

O Vilacovense, para nascer, precisou de mais de uma vintena de anos. Mas o sonho de então esteve na génese do que viria a ser a sua realidade.

 

Nuno Espinal


publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 22 Outubro , 2012, 21:22

Precariedades económicas e, em determinados períodos, motivos de ordem política, têm sido as razões prevalecentes, ao longo dos anos, da emigração portuguesa.

Até aos anos 50 do século XX, a emigração foi predominantemente intercontinental, tendo o Brasil captado o maior fluxo de portugueses, ainda que os Estados Unidos e o Canadá, em período posterior, em especial a partir dos anos 20, tenham também cativado um número considerável de concidadãos nossos, em busca de melhores condições de vida.

Da freguesia de Vila Cova alguns foram os que debandaram, ainda que temporariamente, para terras estadunidenses.

A partir dos anos 50, a Europa, em especial a França, passou a ser o destino de muitos portugueses na procura de trabalho e melhores condições de sobrevivência, quase sempre por vias clandestinas.

Curiosamente, a emigração de Vila Cova tem sido maioritariamente interna, ainda que tenha algum significado a ocorrida para África, nomeadamente e primeiro para Moçambique, depois para a África do Sul e atualmente, ainda que temporariamente, e em número muito reduzido, para Angola.

Entretanto, a nível nacional, na década de 90, regista-se um novo aumento da nossa emigração para uma diversificação dos destinos, havendo vilacovenses que escolheram, recentemente, a Suíça como local de destino.

No ato de emigrar, a partida é sempre uma tragédia pela separação da família, do país e pela incógnita quanto ao futuro.

A crise em que vivemos fala mais alto e tem obrigado muitos dos jovens portugueses a não terem outra alternativa senão emigrar.

Num estilo trágico/cómico, glosando o anterior emblema crítico do regime de Salazar, contido na frase “Deus, Pátria e Família”, nos tempos que correm é frequente dizer-se, e em acinte à política dos últimos anos, “Adeus Pátria e Família”.

Significativo!

 

Nuno Espinal

 

Gravura (retirada da Internet): Emigrante dos anos 60/emigrante atual.


publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 21 Outubro , 2012, 12:52

Os contactos entre pontos espaciais separados, mesmo que longínquos, e até nos antípodas, facilmente se estabelecem, com os instrumentos de que hoje dispomos, seja o telemóvel, o telefone fixo e até as alternativas que programas da internet nos proporcionam.

Mas, recuemos a 1935. Tudo era bem diferente. As morosidades e os custos nas comunicações entre localidades eram avultados e mais o eram quanto as distâncias aumentassem.

Compreende-se, assim, o destaque da Comarca de Arganil, quando numa sua edição de Janeiro de 1935 refere:

 

“Vila Cova D’Alva, 25

Foi criada uma mala directa para transporte das malas postais entre Coimbra e esta vila.

 

Foi um acontecimento em Vila Cova, que teve boas razões para se regozijar e considerar na senda do progresso.

E hoje, quem é que escreve uma carta?

 

Ah, a propósito, uma breve nota! Uma carta expedida de Lisboa demorava, nessa altura, no mínimo, uns três a quatro dias até ser recebida em Vila Cova.

 

Nuno Espinal

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Sexta-feira, 19 Outubro , 2012, 20:07

 

 

Sou eu que o digo:

Neste entardecer, entregue à contemplação numa das margens deste tão eterno Mondego, vejo espelhada a colina em que sobranceia o casario da nossa algures Vila Cova.

Tal e qual como a vejo espelhada no Alva.

Serão resquícios das águas que se fruem no nosso tão nosso “Salgueiral”?

 

Nuno Espinal


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 18 Outubro , 2012, 12:00

 

Acordou com um pesadelo. Arranjou-se e partiu para o emprego.

Chegou ao carro, um risco, algo fundo, na porta. Ficou irritado. Arrancou, uma bicha infernal, um sufoco o trânsito naquela manhã. Estacionou o carro e distraidamente pôs o sapato em poça de água enlameada. Sapato encardido e bainha das calças imunda.

Porra, isto está ser demais!

Entrou na pastelaria do costume. Um safanão de alguém e parte do café entornado na camisa branca e no casaco.

Já colérico, vociferou mentalmente contra tudo e contra todos.

Mas de repente:

“Espera, é isso. Hoje é sexta-feira dia 13. Está tudo explicado!”

Sentiu-se um eleito, alguém predestinado na aplicação de uma lei, para ele, universal.

Ficou mesmo feliz, ele, um apaniguado das coisas do esoterismo. Tudo perfeito, sinais transcendentais, privilégio de muito poucos, pensou.

Entrou na sala de trabalho e contou, ufano, as peripécias vividas.

E concluiu:

“Sabem amigos: Sexta-feira, 13!”

Um sorriso a inundar-se-lhe no rosto.

Quase lhe apeteceu dizer:

Sinto que sou um homem invulgar. Aposto que a vocês nada disto aconteceu.

Só que um dos da sala o interpelou:

Olha lá, estás enganado. Hoje é sexta-feira sim, mas sexta-feira dia 12.

Tudo lhe desabou aos pés. Sentiu-se o homem mais só, abandonado e infeliz deste mundo!

 

Nuno Espinal

 


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