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publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 31 Maio , 2010, 11:03

 

 

As palavras do Dr. António Cardoso, vereador da Câmara, no encerramento da “Mostra”, foram elucidativas quanto às razões do sucesso que marcaram os últimos Sábado e Domingo de Vila Cova:

“Esta Mostra funcionou com um êxito inegável porque houve unidade, porque a Junta, as instituições, colectividades e Povo se uniram em torno de um projecto. Não houve política e nestas coisas a política tem de ser posta de parte.”

Tem toda a razão o Dr. António Cardoso. A política, a dos partidos, entenda-se, foi mesmo posta de parte. Por isso, esta “Mostra de Sabores e Labores” foi uma aposta ganha. Houve como que um renascer de uma convicção de que Vila Cova merece, pela sua história e cultura, um lugar de destaque. O povo soltou-se, veio para a rua, sorriu, entregou-se em partilha, associou-se, desprendeu uma raiva acumulada, afinal um sentimento que no subconsciente se vem acumulando de há muitos anos para cá.

“Todas as terras, as ribeirinhas, têm praia e piscina, só nós é que não? São criados lares em todas as principais terras, só aqui nos são recusados apoios e subsídios? O nosso bucho, que é o melhor, é aproveitado para dar nome a outros, e a nós é que não? Temos uma vivência cultural na freguesia com uma filarmónica, coro infantil, quinteto de metais, rancho folclórico, manifestações religiosas de uma tradição secular e poucos nos reconhecem estes méritos? A nossa equipa de futebol tem tido êxitos que ultrapassam a realidade regional, fruto de direcções e responsáveis empenhados, e no concelho ignoram esta realidade? ”

Perguntas sem resposta e que têm forjado um certo desconforto, ainda que em silêncio. Daí que esta “Mostra” acabe por ser também um desabafo, um grande clamor de aiguma revolta. Mas, acima de tudo um grande triunfo.

Um triunfo que deve ser endereçado, em grande parte, à Presidente da Junta de Freguesia, Drª Cidalina Lourenço. Não terá havido um modelo, na minha opinião, de meticulosidade e organização germanófila, a que por exemplo eu me entrego nestas circunstâncias. Houve, contudo o "quanto baste" e o que importa é que tudo funcionou, sem máculas evidentes. E a Drª Cidalina Lourenço tem uma virtude, uma qualidade, que é de facto um grande trunfo. Um aferro impressionante na concretização da ideia que persegue. E quando assim é há já um meio caminho andado para que os objectivos que se pretendem se concretizem. E a “Mostra de Labores e Sabores” provou-o bem. Parabéns!

 

Nuno Espinal

 

 

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 30 Maio , 2010, 13:53

A “I Mostra de Sabores e Labores” foi, no seu primeiro dia, um verdadeiro sucesso tendo sido mesmo ultrapassadas as mais optimistas expectativas. A população de Vila Cova em peso, muita gente de Vinhó e Casal S. João, visitantes vindos do Barril, Coja e outras localidades.

A breve cerimónia de abertura, cerca das 13 horas, contou com a presença dos Presidentes da Junta de Freguesia, Drª Cidalina Lourenço e da Câmara Municipal de Arganil, Eng. Pereira Alves, que logo anunciou a aprovação da candidatura de Vila Cova ao “Projecto das Aldeias do Xisto”. Esperemos agora o desenvolvimento deste processo. Se Vila Cova vier a pertencer ao conjunto das “Aldeias do Xisto” ganhará importantes prorrogativas, que poderão contribuir para o seu desenvolvimento e melhoria da qualidade de vida dos seus habitantes.

Depois da abertura da “mostra”, os muitos presentes na Praça procuraram um lugar nas tascas de “comes e bebes”, donde já saíam cheiros de apetitosas chanfanas e outros pitéus. Muita afluência às “tascas”, situação que se veio a repetir ao jantar, com filas de espera dos interessados, ao ponto do vereador da Câmara, Dr. António Cardoso, ter referido em tom de graça, que “fui obrigado a aguardar cerca de uma hora para conseguir sentar-me à mesa. Onde é que alguma vez isto se viu em Vila Cova?... ”, comentava, com humor.

Entretanto, o desfile de grupos de animação ia acontecendo, conforme o previsto no programa, sempre apresentados pela Drª Cidalina Lourenço, e muito apreciados pela assistência presente, que ia aumentando em número à medida que a tarde ia correndo.

Quando a noite chegou, a Praça abarrotava de gente. De tal modo que os fados, organizados pela Direcção da Santa Casa e previstos para o interior da Igreja da Misericórdia, tiveram de ser transferidos para o exterior, com os instrumentistas a actuarem mesmo à entrada do templo. Foi um momento alto, a coroar um Sábado que decerto ficará para a memória dos acontecimentos em Vila Cova.

Grande êxito de facto esta “I Mostra de Sabores e Labores”. E como eu próprio salientei numa intervenção durante o decorrer dos fados, tudo foi possível porque todos se empenharam nisso: Junta, colectividades da freguesia e acima de tudo o “povo”.

Um momento ainda a registar, pleno de carga emotiva. A chamada ao palco do Sr. António Paiva, o “mentor”, segundo as palavras de Cidalina Lourenço, deste acontecimento. Infelizmente, por doença, não pôde participar na organização desta “I Mostra”. Contudo, melhores dias virão, assim se deseja. “Quero-o em forma para o ano”, dizia, comovida, a Presidente da Junta. “Precisamos todos de si.”

A “II Mostra” já em perspectiva…

 

Nuno Espinal               

 

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publicado por Miradouro de Vila Cova | Sexta-feira, 28 Maio , 2010, 02:17
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publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 27 Maio , 2010, 09:12

Oito autocarros, com o dístico “Idosos em Movimento” e partida de Arganil, puseram-se em marcha, cerca das oito da manhã, com destino a Viana do Castelo, em mais um passeio oferecido pela Câmara aos utentes das IPSS do Concelho.

Claro que, uma ida a Viana sem uma visita à “basílica” é como ir a Roma e não ver o Papa. Cumprida esta marcação, que se presta na escadaria do templo às muitas fotografias de grupo, a comitiva foi levada à “Quinta da Malafaia”, um complexo todo concebido para a grande festa que é o “Arraial Minhoto”. E aí, amigos, até o mais tímido e discreto cede aos impulsos que a festarola provoca e não resiste a uma perninha de dança com música do mais genuíno estilo “popular”, folclore do Minho, umas voltas ao recinto em fila com os demais, às muitas brincadeiras que lhe vão sendo propostas, entre “gigantones”, muitos balões, comes e bebes variados, cor a rodos e alegria contagiante.

Várias presenças em palco, desde pessoal de folclore, a passar por palhaços, por gente que canta e toca música, por apetitosas bailarinas (qual viagra qual quê, sussurrava-me um octogenário) e até à nossa Maria do Céu, que cantou uma cantilena dedicada a Vila Cova, num espectáculo em crescendo de alegria e animação.  

Tinha plena justificação o contentamento do Presidente da Câmara perante o sucesso da jornada.

 E já em Vila Cova, na hora dos “até amanhã, se Deus quiser”, uma das nossas adoráveis velhotas, mesmo com marcas de algum cansaço, deixava estas palavras, que eram a síntese perfeita da excelência do dia passado: “Então a vida não vale a pena? Estes bocadinhos são tão bonitos!...”

 

Nuno Espinal  

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 26 Maio , 2010, 01:23

Ora aí o temos de novo, o Toneca. Retomou-lhe o gosto e daqui para a frente Vila Cova será sempre um dos dois portos da sua navegação presente e futura. Em Lisboa terá sempre os afectos da neta e família. Entretanto, nos seus rumos a Vila Cova, atracará sempre em porto seguro e encontrará os afectos dos amigos, das memórias e do berço que lhe deu vida.  

Em nome de muitos, com um abraço para ti, Toneca,

Nuno Espinal

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publicado por Miradouro de Vila Cova | Terça-feira, 25 Maio , 2010, 09:21

Mãos que talharam ao longo de vidas, um somar de séculos de que brotaram labores de arte e função, e eis o artesanato que poderá apreciar na quase trintena de quiosques espalhados ao longo da Praça, na “I Mostra de Labores e Sabores” que se realizará nos próximos 29 e 30, Sábado e Domingo, em Vila Cova de Alva.

 

Artesanato de Bens Alimentares:

Bucho de Vila Cova, Queijo, requeijão, doces, compotas, geleias, agro-alimentares naturais, enchidos fumados, licores e xaropes, produtos de colmeia, sal e derivados.

 

Artesanato de Madeira e Cortiça:

Brinquedos e instrumentos musicais em madeira, tanoaria, miniaturas, colheres de pau.

 

Artes e Ofícios Têxteis:

Tecelagem, rendas e bordados, tapetes e carpetes artesanais, bonecas em pano, pinturas em tecido e tela, têxteis para o lar, trapologia.

 

Arte de Trabalhar Elementos Vegetais:

Cestaria, raízes e paus da natureza.

 

Artesanato de Peles e Couros

 

Arte de Trabalhar a Pedra:

Trabalhos em xisto, ardósia e ferro, barro.

 

Arte de Trabalhar o Metal:

Latoaria, serralharia artística.

 

Artes e Ofícios de Cerâmica:

Arte do vitral, cerâmica artesanal e figurativa, azulejo pintado.

 

Outras artes e ofícios:

Produtos em cera, flores artificiais, etc…

  

 

Nuno Espinal


publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 24 Maio , 2010, 11:42

Fizeram o périplo normal para a recolha de fundos que sustentará, financeiramente, parte do programa da festa de S. João deste ano. O cartaz irá anunciar como principais estrelas os “Gomape” e os “Banda Pacífico” grupos de nomeada e, como tal, todo o dinheiro que vier para o monte e todos os géneros que forem oferecidos nunca serão de mais para o pecúlio requerido.

Esta foi uma primeira "visita” e coube a tarefa às mordomas. Gente de seriedade, ficou a garantia de que todas as contas serão no momento oportuno publicadas, o que nos últimos anos nem sempre tem acontecido.

E assim é que deve ser, nem tão pouco se concebe que possa ser de outra maneira.

Pois, então, agora que venham os mordomos!

 

Nuno Espinal

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 23 Maio , 2010, 18:29

Pelo-me por historietas, suculentas “estórias”, respigadas do currículo, sem história, do dia a dia.

Esta contaram-ma recentemente e tem como protagonista o Sr. José Martinho, já falecido há uns anos e que era casado com a Dª Vitória, também já falecida.

No período  posterior ao 25 de Abril de 1974, eram correntes certas palavras de ordem, que se ouviam a toda a hora. Uma dessas frases, das mais gritadas, era esta: A vitória é difícil mas é nossa”.

Tanto lhe zurziu os tímpanos, que um dia o Sr. José Martinho não se conteve e, com a maior das graças, exclamou:

“O quê? A Vitória é nossa? Isto é que é uma gaita! A Vitória é nossa mas é uma porra! A Vitória é minha!

 

Nuno Espinal

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publicado por Miradouro de Vila Cova | Sábado, 22 Maio , 2010, 15:14

A sangria demográfica, geral pelas aldeias do país, leva a que a população de Vila Cova se restrinja, comparativamente a períodos antecedentes, a uma taxa demográfica muito baixa, no qual se integra uma taxa de envelhecimento muito alta. Ainda assim há, de entre os menos idosos, os que se entregam a tarefas sociais e lúdicas no âmbito dos acontecimentos da terra. Entre estes há que realçar o papel dos jovens, com um papel determinante na manutenção da Flor do Alva.

De entre os jovens destaco hoje o Fábio Leitão, componente, como músico e dirigente, da Flor do Alva, integrante, como atleta e dirigente, do Vilacovense , pertencente aos órgãos sociais da Santa Casa e participante, como organizador, em muitos dos acontecimentos que vão ocorrendo na aldeia.     

Uma referência ainda, com um agradecimento muito especial, à sua colaboração no Miradouro, fornecendo muitas vezes dados e informações que permitem posteriormente a elaboração da notícia.

Obrigado Fábio Leitão.   

 

Nuno Espinal


publicado por Miradouro de Vila Cova | Sexta-feira, 21 Maio , 2010, 10:00

Não gosto de touradas e, porque não sou masoquista, não lhes sou consumidor. Ontem, num “zapping” pelas têvês portuguesas, verifiquei que um dos canais transmitia uma tourada. Quando assim é não hesito e pratico o “toca e foge”. Só que desta vez não fugi. Mantive o canal. E a razão é bem simples. Na faena, que percebi depois ser transmitida do Campo Pequeno, a pequena orquestra tocava um passe doble que me era familiar e do meu eterno álbum das recordações. O passe doble “Manuel dos Santos”. Tão velhinho, com mais de cinquenta anos, aprendi-o com a “Flor do Alva”. Cantarolei-o todo, aquilo ainda durou alguns minutos, emocionei-me mesmo. O toureiro deambulava algumas figuras da dita arte de que é mister e eu fechei os olhos. O passe doble nos ouvidos, no meu cantar e a memória a desfilar gente, muita gente, a filarmónica no coreto, alguns pares a bailar, a festa.

Depois a música parou. Ouço aplausos. E lá estão os músicos da Flor do Alva, de pé, a agradecer.   

 

Nuno Espinal


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