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publicado por Miradouro de Vila Cova | Sábado, 31 Outubro , 2009, 07:57

Uma noite primaveril, com o sítio do chafariz de S. Sebastião por fundo e a lua na quase fase de cheia, permitiu que a rapaziada da Flor do Alva confraternizasse ao ar livre, a pretexto de umas castanhas assadas, regadas com as competentes, dada a época, água-pé e jeropiga.  

Animação quanto baste, grupos dispersos em “conversetas” e as ténues brasas a crepitarem as muito fartas castanhas, que o ano, para esta variedade, até foi de “fartança”.

Todos os anos, por esta altura, é calendarizado este convívio, que é o culminar de toda uma época e em que está destinado a atribuição a cada músico da sua anual gratificação.

Agora vem o período de “defeso”, ainda que a actividade da Flor do Alva não cesse por completo. Por exemplo, no próximo dia oito, a Filarmónica, vai estar presente no Barril, por altura da “feira dos frutos secos” dos nossos vizinhos. Uma ou outra actuação poderão surgir, ainda que espaçadas no tempo e bem longe da delirante actividade de Verão. Fazem-se contas à vida e a Direcção vai programando, perante os convites recebidos, o calendário da época que desponta.

Ano a ano tudo igual mas também algo de diferente. Novos lugares a visitar e a esperança de uma ou outra viagem a sítios que espicacem a, sempre à tona, curiosidade. Por exemplo, os Açores, para quando?

Está na calha…”, responde-nos com ar avisado o Presidente Raimundo, “está na calha…havemos de lá ir”.

Estamos certos que sim. A oportunidade há-de surgir.

 

Nuno Espinal

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Sexta-feira, 30 Outubro , 2009, 20:48

Está marcada para amanhã, dia 31 de Outubro, a partir das 19 horas, a instalação da nova assembleia de freguesia de Vila Cova de Alva e consequente tomada de posse  dos respectivos candidatos eleitos. 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Sexta-feira, 30 Outubro , 2009, 10:09

Nesta foto, de 79/80, das flautas, eu sou a do lenço rosa forte entre a Anabela Fernandes, de lenço roxo e a Cristina, de lenço rosa claro. Tocávamos de ouvido, as pautas eram só para disfarçar. (Sila Oliviera)

 

 

Da professora Georgina Fânzeres tenho ouvido falar. E com as mais elogiosas referências. De entre todos, dos alguns docentes que passaram pela velha escola de S. Sebastião, no período pós Dª. Anita, a Gininha é um nome de topo. Talvez mesmo o único. A Gininha não passou pela escola. Esteve na escola. E isto faz a grande diferença. Com entrega, com dedicação, com empenho, com generosidade. Os seus alunos ser-lhe-ão sempre agradecidos. Eternamente agradecidos. Leia-se o recente artigo de Ercília Oliveira. E os comentários de alunos seus recebidos ao longo da existência do Miradouro. E outros mais, e são muitos, estes colhidos da voz do povo, de meras conversas de circunstância e acaso.

As fotos que publicamos (obrigado Sila Oliveira) são as tais imagens que dizem mais do que mil palavras. A escola numa vertente que ultrapassa os mínimos desígnios institucionais. Não só e mais que o saber livresco, o conhecer e o aprender a saborear a vida. Através da escola. Escola com vida, com alma, criativa, escola motivadora. Uma escola de excelência, com a assinatura da Professora Gininha.

 

Professora Gininha: Presto-lhe, em nome do Miradouro e como cidadão integrado na comunidade vilacovense, esta homenagem. Obrigado por tudo.

 

Nuno Espinal

Esta foto é de  80/81, estou mesmo à frente, a Elsa atrás, também estão a Guida do “Raro”, a Leonor, a Graça, a Jú lia, a Isabel (?), a Odete e a Carla Cristina. Foi quando aparecemos na televisão no concurso "ou vai ou taxa". (Sila Oliveira)


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 29 Outubro , 2009, 01:42

A Drª Isabel Madeira teve a atenção de me enviar um texto escrito por Eduardo Prado Coelho, pouco antes de este falecer (25/08/2007). Trata-se de um texto de grande pertinência e acutilância, que tece uma crítica à atitude comportamental dos portugueses e que, em conclusão, faz um apelo à meditação e à auto-crítica de cada um de nós. Dada a sua extensão, o texto está publicado no espaço "Opiniões" do nosso "Portal" e, para o ler, poderá clicar (aqui).
Obrigado Isabel.
 

Nuno Espinal


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 28 Outubro , 2009, 01:35

A foto foi enviada por Ercília Oliveira, autora do artigo, e diz respeito à sua turma da escola em Vila Cova, no período lectivo 1978/79

Da esquerda para direita:

1ª plano: Joaquim, Ercília, Ana Cristina, Gabriela, Júlia, Adelina;

2º plano: Helena, Maria, Anabela, Odete, Cristina Albano, Graça, Leonor, Fernando;

Fila de trás : Amélia, Luísa, Gininha e Fernanda.

 

 

Quis o destino que um dia ficasse em Vila Cova de Alva, tinha eu quase seis anos de idade… aí vivi 5 anos da minha vida que jamais esquecerei. Os meus avós maternos acolheram-nos naquele dia de Verão chuvoso, que ainda me vem à memória. Memória tão rica de pormenores … tão perto de mim ainda hoje. Parece que ainda me imagino na janela a ver passar os bois que vinham beber a água tão fresca e tão limpa que corria na fonte S. Sebastião e do som do badalo dos animais e o barulho dos cascos… parece que ainda oiço os meus passos a descer, a correr pela escadaria de madeira lá de casa, com um cântaro na mão para ir à fonte ter com as amigas e falar…e elas usavam rodilha na cabeça… e eu não, para quê se eu morava mesmo ali!!!? E se eu não ia ter com elas vinham elas bater-me à porta… e brincávamos muito, em casa umas das outras e, quando começava a ficar escuro, ouvia uma e outra vez a voz de minha mãe: “Silinhaaaaaa vem para casa, já são horas”, mas quando ouvia: “Ercília Maria não te chamo mais nenhuma vez”…descia então a correr aquela ladeira imensa cheio de pedras incertas. E também havia a escola, o nosso ponto de encontro em tempo de aula e, nas férias, jogar futebol, jogo do prego, a macaca… grandes tardes!

 

Recordo-me das grandes caminhadas que fazia com o meu avô, pelos pinhais à procura dos míscaros… era tão bom!… e na altura das castanhas íamos a elas…passávamos na fonte dos passarinhos e bebíamos a água …tudo silvas… e orvalho e sombras…respirava-se verde!

E o toque da igreja que nos orientava o dia…e as palavras do Padre Januário, tão cheias de calma e de eloquência…

E quando vi pela primeira vez a televisão…foi no café do Sr. Caetano, onde passavam os filmes da Heidi, que nós, miúdos, espreitávamos entre as tiras plásticas e coloridas da porta…

 

Grandes pessoas ficaram no meu coração para sempre…por motivos e afectos diferentes. Uma delas foi a minha querida professora primária Georgina Fanzeres, a inesquecível Gininha. Ela não foi só uma pedagoga, foi uma amiga, uma pessoa simples que pegou em nós e nos fez viver um sonho… aparecer na caixinha mágica, na televisão. Ela pôs Vila Cova no mapa pela melhor das razões, acreditou nas capacidades das crianças… agora tudo é mais fácil, mas naquela época não era. Muita gente perguntava de onde eram aquelas crianças!!! Ela deu tudo por nós, ensinou-nos a gostar da escola. Nunca a vi triste, o humor dela dava-me paz… mulher de genica e de ideias, que adorava ouvir logo pela manhã o programa do António Sala e da Olga Cardoso…ainda hoje quando a vejo na baixa de Coimbra parece que os anos não passaram e ela ainda é a minha professora.

Outra das pessoas que se cruzou na minha vida foi a D. Lúcia, a mulher do Sr. Zé Canastreiro, uma das senhoras mais simpáticas que conheci. Muita afectuosa, trazia sempre uma broa para a menina, (era eu claro) era a broa melhor do mundo… que eu comia muitas vezes sentada no muro da D. Irene, que morava mesmo em frente. Como eram bons e saborosos aqueles nacos ainda quentes…

 

E as idas ao Porto Avô? Como posso esquecer aquelas caminhadas que fazíamos! A primeira vez que lá fomos ainda era tudo um pouco selvagem, ainda lá havia uma cascata que depois secou. Grandes tardes que passámos e foi nesse local  queaprendi a nadar com o instrutor de serviço, o meu pai. As minhas amigas aprenderam também.

Quando acabámos a primária alguns foram para a telescola em Côja e eu fui uma delas. Não era fácil partirmos de manhã na camioneta e voltarmos só à noite, fizesse sol ou chuva, lá íamos nós aprender… e mais do que a escola, a vida ensinou-nos a viver. Também aí encontrei uma pessoa que era motorista de autocarro e que vivia em Vila Cova. O sr. Pais, o nosso companheiro de viajem que falava, ria, que se preocupava connosco. ”Correu tudo bem? Como vão as meninas?”.E contávamos nós a novidades do dia, mas o seu olhar estava sempre atento ao percurso sinuoso e quando chegávamos a Vila Cova ele deixava-me ao pé da fonte S. Sebastião… paragem inventada à pressão por uma pessoa boa que nunca esqueci.

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Terça-feira, 27 Outubro , 2009, 02:43

São estas jovens  e muitas outras mais que emprestam a sua presença de uma forma constante nos jogos do Vilacovense, seja porque são namoradas ou amigas dos jogadores, ou ainda porque são apenas simples apoiantes da equipa.

 

Na foto, uma representação, ainda que reduzida, das muitas jovens que em alguns futuros Domingos vão visitar o campo do Vilacovense. E a verdade é que, fazendo parte do habitual “décor” que envolve os jogos, as suas presenças tornam-se mesmo, digo eu, imprescindíveis, relevando, entre outras razões, umas que, no meu entender, são condições mais do que suficientes para virem sempre: É que são giras, simpáticas e obviamente que dão outra graça ao ambiente!...

 

E observando estes ocasionais modelos da fotografia, aqui deixo aos leitores esta pergunta. Concordam ou não comigo?

 

Nuno Espinal    

 

 

 

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Terça-feira, 27 Outubro , 2009, 01:17

Escrito por TóZé Paiva

 

O artigo (O Bondoso Padre Januário) fez-me recordar os "velhos" tempos, início da década oitenta, em que o Sr. Padre Januário nos visitava no “Centro” (na creche) para nos contar contos populares, através da sua máquina de slides. Era uma alegria a sua presença, pois, para nós, miúdos, era uma tarde especial, já que a forma como o Sr. Padre contava as historias era apelativa e no fim da sessão éramos brindados com um punhado de cerejas…

De uma forma divertida eram-nos incutidos valores através dos ditos contos populares. Hoje em dia os miúdos têm tudo e mais alguma coisa desde portáteis, telemóveis e por aí fora… É bom termos essas coisas e podermos dá-las aos nossos filhos, mas os valores?? Onde andam os “Padres Januários” para nos ajudarem na educação dos nossos filhos?

 

Por isso, cabe-nos, a nós, novos pais, redobrar a atenção que damos aos nossos filhos, para que eles tenham os valores que aprendemos com a ajuda do Sr. Padre Januário, com os nossos professores (de outros tempos) e com os nossos pais!

 

Obrigado Sr. Padre Januário!

 

Saudações Vilacovenses

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 26 Outubro , 2009, 07:43

A estreia do Vilacovense na época 2009/2010, na Taça do Inatel, não podia ser mais auspiciosa. Para além da vitória, por uns concludentes três/zero, a equipa realizou uma boa exibição, perante um adversário, o Santo António do Alva, que nunca facilitou e que também não deixou de dar uma boa imagem de si.

O Vilacovense, a espaços, chegou a ser mesmo brilhante, com uma ou outra jogada de sentido táctico bem construído, com inter relacionamento da defesa, meio campo e avançados e excelente recorte técnico de alguns jogadores.

Claro, que houve períodos de menor clarividência, fruto de um certo abrandamento da concentração e da consciência adquirida de que a vitória estava de “pedra e cal”.

Mas no cômputo dos oitenta minutos (a actual duração dos jogos do Inatel) a equipa teve uma actuação muito positiva, correspondendo às expectativas que criou no período da pré época.

Uma palavra para a equipa de arbitragem: excelente trabalho e total imparcialidade.

 

Equipa:

 

Guarda-Redes: Paulo Henriques;

Defesas: Marco Oliveira, Kikas, António Cruz e Filipe;

Médios: Wilson, Hugo Ferreira, Marco Paulo e Paulo Sérgio;

Avançados: Mota e Marco António.

O primeiro golo foi marcado por Paulo Sergio, o segundo por Marco Paulo e terceiro por Marco António.

 

Treinador: Wilson

Massagista: Fernando Figueiredo

 

Danny substituiu Mota aos 50 min;

Fábio Leitão substituiu Marco Oliveira aos 60 min;

Fernando Nunes substituiu Hugo Ferreira aos 65 min;

Bruno Alexandre substituiu Paulo Sergio aos 72 min:

 

O proximo jogo será disputado a 8 de Novembro, em Aldeia das Dez, contra a equipa local às 15 horas.

 

 

Nuno Espinal/Fábio Leitão

  

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 25 Outubro , 2009, 21:30

Dia 29 de Outubro, às 21 horas e 30 minutos.

Pavilhão Centro de Portugal

 

O concerto que encerra o Ciclo de Concertos Prestígio 2009 – projecto promovido, desde 2006, pelo Departamento de Cultura do Município em parceria com a Orquestra Clássica do Centro – homenageia Fernanda Rovira.

 

Natural de Coimbra, é uma personalidade que se destaca na área da música, sobretudo, no Canto, tendo dado um excelente contributo na difusão desta vertente artística, não só, em Coimbra, como no estrangeiro.

 

Fundou a Delegação de Coimbra da Juventude Musical Portuguesa, foi Directora e Professora de Canto do Conservatório Regional de Coimbra, entre 1961 e 2002 e fundou o Coro do Conservatório, hoje, Coral Poliphonico de Coimbra. Fundou, ainda, o Conservatório de Música David de Sousa da Figueira da Foz, em 1985.

 

Frequentou cursos em Barcelona, Santiago de Compostela e Milão e fez-se ouvir em vários concertos de música e recitais de canto.

 

Entrou para o Teatro Nacional de S. Carlos, como Solista Coral, em 1977 e, em 1980, ingressou no “Grupo Solista” do mesmo Teatro. Desde então, actuou em todas as Temporadas de Ópera, quer como coralista, quer como solista, pertencendo ao quadro de “Artistas Residentes” do Teatro até Outubro de 1997.

 

Orquestra Clássica do Centro

Maestro Virgílio Caseiro

 

 

ACESSO GRATUITO

 

www.pavilhaocentrodeportugal.net

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 25 Outubro , 2009, 17:39

Crónica do jogo mais tarde


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