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publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 30 Setembro , 2009, 23:59

Foi com agrado que verifiquei esta nova CAMISOLA do Miradouro. Sem dúvida que todas as alterações que vão sendo feitas tendem a melhorar o Portal (no meu entender).

Por essa razão aqui deixo os meus parabéns a todos quantos se esforçam em manter este pequeno espaço vivo.

OBRIGADO A TODOS. José Carlos Gabriel

 

R: Obrigado pelo seu comentário. Sabemo-lo um leitor, visitante e colaborador do Portal desde a primeira hora, quando as visitas não eram mais de trinta a quarenta diárias.

Tentamos de facto melhorar o Portal quer visualmente, quer funcionalmente.

E o “feed back” que vamos recebendo dá-nos a informação de estarmos no bom trilho.

Continuamos a contar consigo.

Um abraço, Nuno Espinal

 

 

Olá bom dia a todos,

Queria felicitar a equipa do "Miradouro" pela nova imagem: parabéns!

Por outro lado, tenho verificado que o número de visitantes em linha tem aumentado. Bom sinal! 

No entanto, acho importante que todos participemos mais, embora, muitas vezes falte a imaginação...

Cumprimentos a todos, Elsa Gordo

 

R: Obrigado pelos parabéns que nos endereça.

Tem toda a razão. O “Miradouro” tem aumentado o número de visitas e ainda recentemente atingiu uma cifra (240 visitas na última segunda feira) que é surpreendente, considerando a dimensão do universo a que preferencialmente se dirige. E repare: o nosso contador regista as chamadas "unique visitors", ou seja cada um de nós, em cada vinte e quatro horas, pode entrar no "Portal" ou no "Notícias" várias vezes que só é registada uma única visita.

Entretanto, bem gostaríamos de ter mais colaboração e acredite que, por vezes, me é quase dramático arranjar tema diário.

Contamos consigo, um abraço, Nuno Espinal

 

 

Ora bem, já que estamos em maré de progressos, sugiro que ponham imagens, fotos, da vila sem serem apenas os monumentos e pouco mais.

Uma terra tão aprazível, com sítios tão interessantes, merece ser bem divulgada. Assim, se promove também o turismo local, não será?

Quem tenha boas fotos ou saiba do ofício, podia dar uma mãozinha, não?

Então, mãos á obra!

Lilinha

 

R: Olá Dalila. Tens estado, desde que tiveste conhecimento do Miradouro, sempre presente e mereces um grande obrigado.

Quanto às fotografias, bom, aí não estou totalmente de acordo contigo. Desde que começámos, em finais de 2006, publicámos milhares de fotos, que captaram paisagens, aspectos da vila, pessoas, aspectos rurais, acontecimentos e claro, também, edifícios históricos.

E há uma vertente que nunca descurámos: a publicação de fotos antigas, referentes, fundamentalmente, a pessoas, e que têm merecido grande apreço dos vilacovenses.

É verdade que a máquina fotográfica de que dispomos não é das que mais ajudam na qualidade das fotos. É uma máquina das “baratuchas”, mas que, apesar de tudo, vai fazendo o que pode.

Bom seria que nos mandassem fotos, tal como sugeres, para elevar a qualidade do blog.  Ficamos a aguardar.

Um beijo para ti e manda sempre.

Nuno Espinal     

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 30 Setembro , 2009, 10:57

Há não menos de cinquenta anos, na velha estrada ainda térrea, jogava-se, entre outros, o jogo do pião. Era um dos divertimentos da petizada.

Para um círculo, com cerca 1 metro de diâmetro, riscado na terra, cada jogador lançava, com predicados de talento próprio e de escol forjado na brincadeira, o pião. Diziam as regras que o pião, depois de lançado e já quando em inércia, se dentro do círculo permanecesse, estaria sujeito às bicadas de todos os piões a seguir lançados. E se, por mestria de um opositor, o pião fosse jogado fora do círculo, então bem podia encomendar, à santidade, a alma…caíam-lhe em cima as cacetadas da praxe, que, geralmente, o deixavam em fanicos.

Regras eram regras e com o pião reduzido a estilhaços é de prever o estado de pranto e desconsolo em que se prostrava o vitimado. Então, que fazer? Desprovido que ficava de tão importante instrumento de brincadeira, qual a solução para readquirir um outro pião? Nesses tempos de "pé descalço e roupa coçada" uma única era a solução. Chamava-se “Ti” João Caldeira.

João Caldeira, marceneiro de profissão, era nesta arte afamado. Ainda hoje há quem, no repouso da noite, se resfolgue em camas provindas do seu engenho. Passava horas e horas na sua loja, não longe do Adro, muitas das vezes retirando de uma sua mesa de torno, pé no pedal, os adornos que as madeiras, ainda em bruto, nada faziam prever.

Homem de virtudes e valores, tinha, contudo, uma particularidade que a imitação trocista aproveitava fartamente: uma voz roufenha e aguda. Mas, a troça, essa, bem nas suas costas e longe, porque o “Ti” João Caldeira era homem de respeito e de feitio pouco dado a mangações.

Por respeito que fosse, ou até algum reverencial temor, a petizada, só perante o desejo, já insuportável, de ter de novo, na sua posse, um pião é que ganhava coragem e então lá se escancarava à porta da loja na esperança da dádiva. Mas, dessa pose, queda e expectante, não passava. Bico calado, portanto. Ora, o “Ti” João já lhes conhecia o jogo e lá no íntimo bem lhes gozava a atitude, prolongando-lhes o ar de súplica e infernizando-lhes a dúvida.

Passava o tempo que o “Ti” João entendia como o certo. Tinham já pago o preço justo, claro, pelo ganho que iam obter. Era, então, que João Caldeira pousava as ferramentas, olhava-os de frente e lhes atirava:

 

“O que é que queres rapaz? Estás aí à espera de quê? Ah, já sei, queres um pião…ora, nem me faltava mais nada, já tenho pouco que fazer…”

 

Mas, meia hora passada já o catraio, feliz, exibia o seu novo pião.

 

 

Nuno Espinal

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Terça-feira, 29 Setembro , 2009, 03:11

Supõe-se que qualquer campanha eleitoral deva ser dedicada ao esclarecimento. Esta última, a das legislativas, como tem sido habitual, não o foi ou pouco foi.

O substancial não foi discutido, o essencial não foi aflorado.

O que foi apregoado foi-o na mera lógica da captação de votos. 

Ora, assim sendo, as principais questões com que nos vamos debater no imediato foram praticamente ignoradas. Falou-se quase só de casos e factos passados, com o intento de denegrir quem teve o ónus de criar e aplicar medidas.

Terminado o acto eleitoral, agora, a conversa já é outra. Sabe-se que vêm aí tempos difíceis. Os economistas já auguram dias complicados.

E os perdedores do plebiscito eleitoral (que se proclamaram vencedores) já esfregam as mãos de contentes. Já falam em calamidade económica com o ar circunspecto de quem manifesta grande inquietação. Um ar de inquietação que não é mais do que um simples artifício, uma total falsidade. É que vai ser com as desditas dos portugueses que vão poder engordar os votos dos partidos que representam. 

Ora, todo este processo, que se arrasta há anos, cria desconfiança, descrença. Surge daí, em consequência, o desligamento, a apatia dos que em princípio deverão ter o dever de participar, de votar. Eis, assim, uma das explicações de um crescente distanciamento, da crescente abstenção.

As eleições autárquicas, contudo, já têm outra lógica. A proximidade e o conhecimento das questões e dos protagonistas que se plebiscitam são outras, dão-nos um sentimento de algo a que pertencemos e que nos pertence, de algo que nos é do quotidiano e que conhecemos.

Aqui já fenece qualquer razão (se é que alguma vez a podemos considerar) que nos possa justificar a renúncia do nosso dever como eleitores. 

 

Nuno Espinal

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Terça-feira, 29 Setembro , 2009, 02:45

Tem um ar safado que condiz bem com a alcunha: O Manjerico.

Quem não o conhece?

Hoje é dia do seu aniversário, já que nasceu em 29 de Setembro de 1937.

Parabéns amigo Luís Coelho Batista.

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 28 Setembro , 2009, 02:08

PS                   43,15%           145 votos

 

PPD/PSD        37,20%           125

 

B.E.                 6,25%             21

 

PCP-PEV         5,06%             17

 

CDS-PP           2,98%             10

 

 PPM               1,19%             4 

PCTP/MRPP   0,89%             3 

MEP                0,60%             2

POUS              0,30%             1 

MPT-P.H.        0,30%             1

 

MMS               0,30%             1 

PT                   0,00%             0

P.N.R.             0,00%             0

 

 

Abstenção: Não Votaram 165 (Apurados: 501) 32.93%

Nulos: 2 (0,60%) | Brancos: 4 (1,19%)

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 27 Setembro , 2009, 01:02

Há quase meio século, quando então estudante e em período de férias em Vila Cova, a segunda quinzena de Setembro, já vivida na expectativa do regresso às aulas, era infalivelmente envolvida no ambiente das vindimas.

 

Recordo-me bem da azáfama desses dias, de grupos de homens e mulheres no corte de cachos, cestas à cabeça prenhes de uvas, carros de bois de canastras cheias, depois a “pisa”, por pés calejados das rijezas do dia a dia.

 

O ar lavado da vila inundava-se, então, de cheiro a uva, a mosto, a vinho. Era toda uma atmosfera fascinante.

 

Depois, durante anos, as circunstâncias da sorte levaram-me a vivências bem diferentes e das vindimas nem rasto.

 

Porém, há cerca de dez anos, tornei aos meus velhos lugares em que o mosto é parido. E tudo tão mudado! Menos vinhas, muito menos, as cestas substituídas por “poceirões” plásticos e transportados em atrelados de tractores. Desapareceu toda a azáfama antiga, desapareceu a pisa por pés descalços e hoje é a maquineta que se encarrega do esmagamento da uva.

 

Enfim, tenho que confessar uma certa nostalgia desses tempos. Mas que fazer, há o progresso, claro. 

 

Pois então, encham-me lá um copo de vinho e do novo. E, pelo progresso, cá vai um brinde…

 

 

 Nuno Espinal

 

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 27 Setembro , 2009, 00:48

São jovens que fazem parte dos quadros da Cruz Vermelha e que em regime de voluntariado prestam serviço na área da saúde. Vieram mais uma vez a Vila Cova e estiveram no Centro de Dia, onde mediram aos nossos utentes níveis de colesterol e glicemia.  

Uma atitude solidária, que merece o nosso mais sentido reconhecimento.

 

 

Fotos: Manuela Antunes

 

 

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Sábado, 26 Setembro , 2009, 16:47

No próximo dia 17, a Confraria Gastronómica do Bucho de Arganil organiza o seu IV Capítulo, que terá lugar na aldeia do Piódão.

O programa é o seguinte.

 

10H30 – Celebração de Missa na Igreja paroquial

 

11H30 – Desfile

 

12H00 - Entronização de novos confrades, na Esatlagem de Piódão, cerimónia na qual será orador oficial o Professor Dr. Manuel Fernandes

 

13h00 – Almoço Convívio

 

Todos os vilacovenses confrades interessados em inscreverem-se neste Capítulo poderão contactar-me através do seguinte número de telemóvel: 927546409

 

Nuno Espinal

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Sexta-feira, 25 Setembro , 2009, 10:26

Sou pela máxima expressão possível do Povo em tudo o que forem decisões e realizações colectivas e que com ele, Povo, interfiram e se relacionem. Mas, o funcionamento organizativo e produtivo da Sociedade, por uma questão de elasticidade, impõe a que o Povo se represente e, por consequência, determine os seus representantes. Surgem neste processo as Elites. Elites Sociais, Elites Políticas.

A questão é a divergência que remanesce a toda a hora entre os interesses do Povo, da Colectividade, e os interesses dos que se acomodam no Grupo, lato sensu, das Elites.

Veja-se o caso concreto do Concelho. As Elites (actual Poder e Oposição) a convergirem em aspectos que lhes são essenciais, a constituírem-se em prol da sua Urbe. Tudo ou quase tudo por e para Arganil localidade. Interesses pessoais a sobrelevarem-se.  

As actuais listas candidatas à Assembleia Municipal são elucidativas. Arganil e limítrofes, um ou outro centro mais relevante e o resto é tudo paisagem…

 

Nuno Espinal

 

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 24 Setembro , 2009, 09:52

Chamavam-lhe o Pingalim. O porquê da alcunha nem o sei. Nem tão pouco lhe sei o nome, o verdadeiro. O que sei é que sempre que dele falavam era por Pingalim que o tratavam. E pronto! É assim que para esta historia fica: o Pingalim.

 

Lembro-me muito vagamente do Pingalim. Mas, ainda assim, recordo-lhe bem a figura, a figura grotesca, ampliada por uma gaguez que o caricaturava nas jucosas zombarias. E depois, para mais, aquela dislalia, aquele falar tão burlesco. Cão era ão, casa era asa, coisa era oisa e por aí fora.

 

Partilhava a pobreza, a muita pobreza, com a Rosa, a “Ti” Rosa, companheira de tantos anos e de sempre.

Gostava, e bem, do seu copo, e naqueles tempos, homem que fosse, quem não gostava?

 

Pois um dia o nosso bom Pingalim, em cavaqueira de taberna, já um tanto entornado, tornou-se vulnerável à esparrela da chacota.

 

E já o tempo caminhava com umas boas rodadas de copos de três quando há um que lhe atira:

-“ Oh Pingalim, estás a ficar abrasado. Logo à noite com a Rosa aquilo é que vai ser!…”

E o Pingalim, copo ao alto, logo lhe responde:

-“Isso eria eu. Mas a mi ...a minha Rosa já não tem...a…a… alôr…”

 

Nuno Espinal

 

 


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