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publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 30 Abril , 2009, 01:06

Terminou para o Vilacovense a época do Campeonato do Inatel 2008/2009. E apesar da fase final, em que a equipa, algo inesperadamente, claudicou, o saldo que contabiliza a época é, mais do que positivo, no seu cômputo, brilhante.

O Vilacovense arrastou público, motivou adeptos, foi motivo de orgulho das gentes de Vila Cova e todo o apoio que concitou ao seu redor deve-o ao bom nível de exibições que mostrou em campo e aos bons resultados desportivos que foi acumulando na fase de apuramento do Campeonato.

O que falhou depois? Provavelmente um abaixamento de forma de alguns jogadores, parte deles fundamentais na performance táctica da equipa, arbitragens desfavoráveis e muita falta de sorte.

Mas, o que conta são os pontos obtidos e o Vilacovense, com as atenuantes referidas, ficou-se aquém do conseguido pelos adversários, não conseguindo, nesta fase, o apuramento que estava, com toda a lógica, nos seus objectivos.

Saúdem-se as duas equipas apuradas, o Paradela e o Vila do Mato, e desejem-se-lhes os maiores êxitos desportivos na fase do nacional que vão agora disputar, até porque estarão em representação do nosso distrito.

Uma palavra de simpatia para o Alqueidão. Passado que foi a disputa em que as equipas foram adversárias, é bom, em nome do mais são espírito desportivo, incentivar a cordialidade e fomentar sem reservas a amizade e o bom relacionamento.

Quanto ao Vilacovense, e em rescaldo de tudo o que se passou na época, há que manter o que de mais positivo se observou, e muito foi, e debelar alguns aspectos merecedores de alguma correcção. E que o espírito de equipa que os jogadores tiveram durante toda a época não se perca. Parabéns a todos.

 

Para que conste, fica em registo a constituição da equipa , no último jogo que disputou com o Paradela e que perdeu pela marca de 3 a 1.

Guarda-redes: Paulo Henriques;

Defesas: Kikas, António Cruz (capitão), David e Sérgio Gaspar (Fábio Leitão aos 50 minutos);

 Médios: Bruno Carvalho, Wilson, Marco Martins e Paulo Ribeiro;

Avançados: Marco Gonçalves (Bruno Santos aos 75 minutos) e Rui Mota Hugo Ferreira aos 60 minutos).

O golo do Vilacovense foi obtido, aos 60 minutos, por Bruno Carvalho.

 

Massagista: Fernando Figueiredo.

 

Directores presentes: Carlos Antunes, António Leal, Luís Manuel, Manuel Carlos,  António Cruz (jogador) Paulo Ribeiro (jogador) Fábio Leitão (jogador).

 

 

Nuno Espinal/Fábio Leitão

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 29 Abril , 2009, 08:09

Éramos uns três ou quatro dos da Malta, em conversa, ao cimo da Rua Direita, às portas da saudosa “Loja do Vasco”. Bem perto, com a enxada ao ombro, um dos da terra, já grisalho, cigarro de mortalha ao canto da boca.

A história passou-se já lá vão uns quarenta e cinco anos.

A páginas tantas surge um inglês, que andava em passeio de carro na região. Coisa até nem muito corrente naquele tempo. O inglês interpelou o nosso trabalhador, chamemos-lhe Sr. Joaquim, e com gestos mímicos procurava indicação do melhor caminho para ir até ao rio. Era Verão, uma tarde de calor a convidar a um refrescante banho no Salgueiral.

-The river, the river, dizia o estrangeiro. E bracejava com os braços a imitar movimentos de quem nada.

Percebido nos seus intentos, o inglês aguardou a resposta. E ela veio e da seguinte forma, da boca do Sr. Joaquim.

-Já percebi…o rio…tomar “banheichane”…é fácil. Desce a rueichane, segue, vira à esquerdaichane…depois à direiteichane…

Claro, nós, os da Malta, em total gozo, a conter a custo o riso e o estrangeiro sem patavina perceber. Até que nos decidimos intervir:

-Hey, Sir, the river? You go down the street, you turn on the left…por aí fora e lá demos a explicação.

Agradecido, o inglês, lesto, deu à sola e pôs-se a caminho do Salgueiral. E nós, claro, no rescaldo, desde logo prontinhos para o deleite do ainda tão fresquinho episódio. Mas, nem tempo tivemos. É que o Sr. Joaquim, com ar circunspecto, abeirou-se do grupo e atirou-nos:  

-Oh pessoal, mas raio de ideia foi a vossa? Pr’a qu’é que foi aquela lenga-lenga p´ró homem? Com certeza julgam que ele não entendeu tudo o que eu lhe disse?

 

Nuno Espinal

 

 

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Terça-feira, 28 Abril , 2009, 01:59

Acalmem-se os mais cépticos e apazigúem-se-lhes os receios. Tudo indica que no Sábado o céu se inundará de azul e o Sol, abundante, cobrirá os verdes e demais cores, tão vastos e variados nas Primaveras de Vila Cova.

Percorri, num estudo aturado, acreditem, tudo o que de previsões meteorológicas se extraem da NET. E as sábias e científicas conclusões são consensuais. Céu azul, sem uma beliscadura de nuvem, e temperatura a roçar os 24 graus.

Magnífico! É que outro cenário nem sequer era de admitir. Ou não fosse a “Senhora da Graça” a nossa padroeira e protectora do “Encontro”.

E depois, lembram-se daquela canção dos Beatles? “Here comes the Sun”. Vai ser o hino (é oficial) do nosso convívio.

Here (Vila Cova) comes the Sun. Pois claro!

 

Nuno Espinal

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 27 Abril , 2009, 09:35

São Jovens componentes do Grupo Coral da "Flor do Alva" e, em ocasiões especiais, acompanham a liturgia de missas na Igreja Matriz. Quase todos estudantes, são, assim se pode dizer, os responsáveis por uma imagem de marca da Filarmónica através de uma  sua óbvia jovialidade e simpatia. 

Dirigidos pelo também jovem Maestro Ricardo Calado, no dia 2 de Maio vão estar presentes, com os veteranos da "Malta dos anos 60 e 70", no Encontro da Senhora da Graça e interpretarão trechos musicais do seu repertório, em estilo "Soft", contribuindo, deste modo, para o ambiente de Festa e Confraternização que decerto será uma das principais características que marcará o Convívio.  


publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 26 Abril , 2009, 23:26

E pronto!

Finito est!

O sonho? Fica para o ano...

Parabéns aos jogadores, ao treinador, à equipa técnica, aos directores e aos apoiantes  pela brilhante época conseguida.

Viva o Vilacovense!


publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 26 Abril , 2009, 12:30

Em meados dos anos oitenta ganhou expressão, em especial no mundo ocidental, o conceito de “exclusão social” com um âmbito mais abrangente que o de “pobreza”, este até então referenciado nas acções do “Estado Providência”.

O desenvolvimento produtivo da sociedade industrial, a que Portugal não foi alheio, provocou alterações no modelo organizativo da sociedade, uma das quais incidente na própria vida familiar já que, por força da concentração urbana de unidades de produção, veio a ocorrer uma mobilidade demográfica, da população activa, em larga dimensão, do mundo rural para as grandes cidades.

Daí que se tenha verificado no nosso país um despovoamento das zonas rurais e um novo arrumo na estrutura familiar, com efeitos por vezes dramáticos, passando a predominar o tipo de família nuclear em contraponto ao de família alargada.

Surge, assim, pela dimensão em número adquirida, um novo tipo social, o dos idosos a viverem solitariamente e entregues a si próprios.

Este sub-universo emergente e outros surgidos ou consciencializados em situação de vulnerabilidade (os sem abrigo, os desempregados, os deficientes, os analfabetos funcionais, etc.) vieram a concorrer para o surgimento do conceito de exclusão social, obrigando os governos a tomarem medidas protecção social, através de medidas inseridas nas políticas de “Acção Social”, integradas no princípio da Solidariedade.

 

Em Vila Cova, o fenómeno da exclusão social tem pertinência semelhante à que ocorre em todo o país. Têm, contudo, não por caridade mas por direito, os que se encontram em situação deste tipo de vulnerabilidade, a possibilidade de recorrerem a serviços próprios no âmbito da Acção Social, como sejam o Centro de Dia e o Apoio Domiciliário.

 

E em tempo das comemorações do 35º aniversário do 25 de Abril, em que tanto discurso negativo tem sido apregoado, de resto confirmando uma idiossincrasia tão peculiar do povo português, sinto um enorme impulso em comemorar a Solidariedade.  

Como dizia alguém a Solidariedade não se agradece, comemora-se. E eu ao comemorá-la, através deste modesto apontamento que escrevo, não deixo de comemorar fundamentalmente, é assim que o sinto, o espírito do 25 de Abril.

 

É que Abril não é propriedade de ninguém, como parece que alguns pretendem. Por isso comemoro a Solidariedade, naquilo que de mais residual e consensual o espírito de Abril contém.

 

 

Nuno Espinal   

 

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Sábado, 25 Abril , 2009, 00:22

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Sexta-feira, 24 Abril , 2009, 10:06

Tudo se conjuga para uma grande jornada de convívio. Para já, somos cerca de oitenta, juntando os quinze jovens da Flor do Alva. O convívio iniciar-se às onze horas, na zona do Barranco, à Fonte dos Passarinhos. Depois iremos em passeio até uma ou outra zona significativa dos nossos tempos de Vila Cova. Às treze e trinta teremos o nosso almoço que, estamos convictos, se poderá realizar no magnífico cenário da Senhora da Graça, já que os meteorologistas prevêem bom tempo para a próxima semana, a partir de terça-feira, após um agravamento que nos vai visitar este fim-de-semana. 

Claro, o grande tema das nossas conversas vão ser as evocações desses nossos tempos de juventude. Recordações de momentos que partilhámos com muita gente da comunidade vilacovense. E, porque assim é, queremos que os vilacovenses (residentes) participem também no nosso almoço, comunguem connosco esta jornada. As inscrições estão abertas a todos, baste que o façam nos serviços da Santa Casa.

A ementa será um churrasco de porco, acompanhado pelo suculento arroz de feijão à moda de Vila Cova. E para reforçar o típico de repasto os famosos arroz doce e tigelada vivacovenses.

O resto será em tudo connosco. Com a nossa alegria, as nossas recordações, com a amizade que selámos para sempre entre todos. E, nessas recordações, com Vila Cova sempre como cenário de fundo. A nossa eterna Vila Cova…

 

Nuno Espinal

 

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 22 Abril , 2009, 23:57

A mãe, Lourdes Condinho Leitão (esposa do Sr. Artur Jorge Leitão) enviou-nos um texto escrito pela filha Carolina, antecedido do seguinte apontamento:

Após termos passado uns dias quer em Anceris, quer em Vila Cova, a Carolina escreveu um texto de tema livre para entregar à professora de Língua Portuguesa. Ao ler esse texto recordei os textos que o meu sogro, Benjamin Leitão escrevia e resolvi partilhá-lo.

Agradecemos à mãe Lourdes. Quanto à Carolina apenas lhe vamos antecipar o seguinte breve comentário: “Quem sai aos seus…”

Parabéns Carolina!

 

Um Sonho

 

Sentada no carro, sem coisa alguma para fazer, esperam-me três horas de viagem pela frente. Para trás ficaram duas semanas de férias, passadas alegremente, uma parte da vida de cada um, passada de várias maneiras, todas diferentes.

Foi numa aldeia, que vivi sonhos e alegrias, dancei e sorri, com amigos e conhecidos.

Todos os dias são únicos, podendo mesmo ser passados da mesma maneira, com as mesmas pessoas, com o mesmo objectivo, mas sempre diferentes.

Na primeira semana, foi tempo de pôr as ideias em dia, matar saudades de tudo e de todos, tirar as roupas das malas e pôr tudo ao nosso gosto.

Esperou-me na segunda semana o convívio, as caminhadas ao ar livre, os risos partilhados.

Todos os dias, uma caminhada nova se fazia, descobrindo novos caminhos, espaços e paisagens maravilhosas que pensávamos não existir. Paisagens que valiam o esforço e o cansaço.

Não nos podemos esquecer das tradições, que fazem parte da Quaresma. Das procissões às missas. Feitas com amor e humildade.

Mas não tirando a melhor parte, os bailes, a altura em que se esquece tudo e onde a única coisa que conta é dançar e conviver. Um sítio onde fazemos novos amigos e consolidamos amizades com outros.

Passando também pelos piqueniques e churrascadas à beira rio, como faziam os nossos antepassados, outras gerações. Fazendo com que os nossos avôs relembrem os tempos de crianças, as alturas em que se divertiam e que mais nada lhes importava, onde não havia responsabilidade, nem tanta idade.

As noites onde na cidade, são passadas a ver televisão, onde não há união, aqui são passadas com jogos e conversas, com filmes de antigamente, mas também com o telemóvel, fazendo telefonemas para os amigos que estão em Lisboa, em casa.

Sem dar por isso, já quase a Lisboa estou a chegar, no meio de tantas recordações boas, o tempo voou.

De repente, acordo, é tempo de voltar à realidade, olho à minha volta e vejo carros e prédios, estou de volta à minha vida, de volta à escola e à minha cidade.

 

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 22 Abril , 2009, 07:02

O “Álbum de Memórias” do Miradouro recebeu um importante contributo com fotos que nos foram enviadas pela Srª Dª Maria Otília Antunes, as quais damos hoje a publicação.

 

Para os mais velhos serão um motivo de recordações e até de saudade, no reconhecimento de conterrâneos e, para alguns, de familiares, muitos deles já falecidos.

 

Interessante a fotografia que evoca personagens ligadas à recriação da “Morte de Cristo”, que, na Semana Santa, em Vila Cova era, de quando em quando, motivo de grandes celebrações.

A fotografia data de 1947 e é uma das mais representativas, pelo motivo evocado, que publicámos até hoje.

 

Nas legendas que acompanham cada uma das fotografias nem todas as presenças estão identificadas. Solicitamos a quem o possa fazer essa informação complementar.

 

Um muito obrigado à Srª Dª Otília Antunes.

 

 

Nuno Espinal

 

 

 

1ª Foto: Semana Santa há 62 anos. As senhoras fotografadas são:

Em baixo, à esquerda, Maria Adelaide Caetano, que fez o papel de Madalena e, à direita, Iracema Leal, que fez o papel de Verónica.

 Em cima, ao centro, Normélia e, à direita, Maria Amélia.

 

 

 

 

 

Fotografia com 38 anos onde se encontram (da esquerda para a direita), à frente o Sr. José Pereira  e Sr. Carlos Loureiro Jorge. Atrás o Sr. Capitão Cruz e Sr. Mário Madeira. Sob o Pálio os padres Januário Lourenço dos Santos (à frente) e Manuel Fernandes. Em primeiro plano o sobrinho da professora Gininha (Betinho). Ao fundo a Drª Paula Ferrão, filha do Sr. Jorge Ferrão.

 

 

Fotografia com 53 anos:

Em cima: Sr. Alfredo Jorge, Sr Jorge de Almeida, (alfaiate) e seu sogro.

Ao meio: Srªs. Elvira Loureiro, Maria Adelaide Caetano e Eugénia, sogra do Sr. Jorge de Almeida.

Em baixo: (?), Sra Beatriz de Almeida (esposa do Sr. Jorge de Almeida e  seu filho Toneca, Sr. Carlos Alberto Jorge (a criança mais pequena, filho da Srª Maria Adelaide) e (?).

 

 

 

 


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