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publicado por Miradouro de Vila Cova | Terça-feira, 31 Março , 2009, 23:48

Vamos acreditar que o infortúnio, que tem sido o principal adversário do Vilacovense, vai finalmente partir para outras paragens e permitir que a equipa possa, em condições normais, expor a sua superioridade e levar de vencida os três adversários que lhe restam nesta fase. Porque “querer” e “entrega” não têm faltado aos jogadores que, ainda no último Domingo, frente ao Paradela, jogaram o suficiente para que o resultado da partida, se correspondesse à verdade do que nos 90 minutos se passou, pudesse ser outro.

Ditaram contingências do jogo que a equipa, em cinco minutos, no decorrer do primeiro tempo, sofresse dois golos, que lhe vieram afectar alguma força anímica e potenciar a ansiedade que, obviamente conduz a algum défice de discernimento de alguns jogadores.

Ainda assim, o Vilacovense, pelo que realizou nos noventa minutos de jogo, merecia outro resultado.

Agora torna-se obrigatório que ganhe os restantes jogos em disputa, tarefa difícil mas que não deixa de estar ao alcance do Vilacovense.

 

A constituição da equipa no jogo que disputou em Paradela foi a seguinte:

 

Guarda-redes: Paulo Henriques

Defesas: Fábio Leitão (Mota aos 45 min.), António Cruz (cap.), kikas e Sérgio Gaspar;

Médios: David, Wilson, Marco Paulo e Bruno Carvalho;

Avançados: Paulito (Hugo Ferreira aos 70 min) e Marco Paulo

 

Treinador: Rui Madeira;

Suplente não utilizado: Bruno Santos;

Massagista: Fernando Fonseca

Dirigentes Presentes: Carlos Antunes, António Leal e Luís Manuel.

O próximo jogo é Domingo, às 16 horas, no campo do Vilacovense, contra a equipa do Vila de Mato.

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Terça-feira, 31 Março , 2009, 02:25

A pesquisa por Comarcas de Arganil, a que se dedica a minha amiga Palmira Barreiras, na procura de títulos e artigos sobre Vila Cova, tem revelado apontamentos úteis e interessantíssimos, que irão contribuir, logo que todo este longo trabalho de pesquisa esteja concluído, para um estudo sistematizado sobre a história contemporânea da terra, em que eu irei participar de alma e coração.

De resto, com base nessa pesquisa, vários são os artigos que já publicámos no Miradouro e que têm merecido o agrado de muitos dos leitores, a avaliar por comentários que pessoalmente temos recebido.

Tem todo o cabimento destacar o quanto todos nós devemos aos que se dispuseram e entregaram a esses escritos, sempre dedicados a acontecimentos e à história sobre Vila Cova.

Muitos desses apontamentos não são assinados, em especial os que se referem a meras notícias informativas. Outro tanto não acontece com comentários ou crónicas, que têm assinatura expressa e identificadora dos seus autores, ainda que haja alguns assinados através de pseudónimos.

Sobre estes últimos, já em tempos indagámos os leitores se tinham conhecimento ou alguma pista sobre quem terá sido um tal “Trovão” de quem lemos e publicámos registos cheios de humor e perspicácia, sem que contudo tenhamos obtido uma resposta esclarecedora.  

Surgem-nos agora escritos de 1931 assinados por um tal “Tito Lívio”. Quem terá sido? Alguém sabe?

Uma coisa temos como certa. Trata-se de alguém com uma cultura bastante sólida e que nos parece ter formação académica superior.

Assina artigos com o título “Interesses de Vila Cova do Alva”, publicados com regularidade semanalmente, numa sequência a que atribui numeração romana. Por mera curiosidade damos conhecimento aos leitores de alguns excertos de uma dessas suas crónicas, a IV, escrita em 16 de Março de 1931, e que sustentam o juízo que formulamos sobre “Tito Lívio”:

Desenrola-se hoje a quarta bobine do documentário que anunciei há já algumas semanas, e que vem sendo exibido com regularidade, projectando-se todas as sextas-feiras num dos melhores écrans desta vasta região, que é, fora de dúvida, o bi-semanário A Comarca de Arganil.

Certamente que estes meus artigos têm sido lidos com uma certa indiferença por muitos vilacovenses, mas também com júbilo por todos aqueles que dedicam a esta terra , que é uma célula de todos nós., um acrisolado e puro amor.

Para os primeiros - se é que os há – basta citar-lhes estes versos de Bocage: «Tremei zoilos, tremei: posteridade és minha».

 

O pior é que a maior parte dos vilacovenses, devido certamente à falta de um grémio recreativo, internam-se na taberna e ali, tornados a um estado inconsciente, motivado pelo excesso de bebidas alcoólicas, criticam tudo aquilo que represente vida e prosperidade, amesquinhando todos aqueles que trabalham para engrandecer Vila Cova do Alva, chegando até alguns, com o maior descaramento, num estado consciente – e que duplica a sua maldade – a propalarem factos que atingem, certas vezes, pessoas honestas/…/.

 

(Sobre a localização do Posto de Socorros) Uns opinam sobre a edificação no largo da escola; outros alegam condições várias, que os obrigam a escolher o local onde esteve para ser construído o hospital. Não sou partidário de nenhuma dessas opiniões e entendo que o edifício deve ser construído tendo em vista factores de higiene  e boa situação.

That is the question, dizem os ingleses /…/.

O que é preciso é unirmo-nos todos para podermos para podermos ver realizado mais este melhoramento, mais esta necessidade da nossa terra.

 

Nuno Espinal     

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 29 Março , 2009, 23:51

"Já nada nos corre bem..."

 

Esta frase do jogador do Vilacovense, Fábio Leitão, expressa o desalento e frustação sentidos logo após o jogo com a equipa do Paradela. Mas, amigo Fábio Leitão, estes últimos resultados, ainda que menos conseguidos, não apagam a sensacional época que o Vilacovense realizou na fase da série B do distrito de Coimbra, pelo que todos vocês, jogadores, técnicos e dirigentes, merecem um grande abraço de solidariedade e continuam credores das maiores felicitações e dos mais fortes aplausos.

 

Nuno Espinal

 

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 29 Março , 2009, 03:45

É impressionante como o futebol tolda o juízo das pessoas. Passei a semana inteira a ouvir falar no famoso penalty.

Jornais, rádio e televisão, um verdadeiro bombardeio. Até imagens em 3D, grandes análises, o país submetido à “transcendência” do problema.

Vila Cova, não fugiu à regra. E quanta indignação, meus Deus! - Foi um roubo, dizia-me alguém. O gajo é um vigarista! Devia ser irradiado e já.

Curioso: este mesmo árbitro que, ainda não há muito tempo, em Coimbra, favoreceu, escandalosamente, o agora prejudicado. Só que então ninguém falou. Pudera! Este imperialismo dos ditos três grandes...

 

 

Nuno Espinal

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Sábado, 28 Março , 2009, 11:19

 Quinzinho

 

 

Amiúde surgem-me recordações dos tempos da “malta”…

Umas mais irreverentes, outras de acento a prevalecer o cómico, outras de feição mais afectiva ou, ainda, em misto de tudo isto, mescla de sorriso, gargalhada e “lágrimita” ao canto do olho…

Esta, por exemplo.

Envolve o meu avô, e eis aqui, para mim, o lado sentimentalão da “estória”. Chamavam-lhe, por deferência e carinho, o Quinzinho, e sempre foi este o tratamento, fosse em criança, ou pela vida ou na própria velhice. Era um homem bom, cordato, discreto, tolerante.

Ora a “malta” tinha por hábito, de quando em quando, organizar umas patuscadas. Umas "legalmente" organizadas, com conhecimento, aquiescência e oferendas da família. Mas essas, muito raras, como que sabiam a pouco. As interessantes, as de supremo gozo, eram as concretizadas à sorrelfa, com géneros pilhados, indistintamente das suas natureza e proveniência. E quanto mais habilidade e perícia para a pilhagem melhor nos saberia o pitéu.

Foi assim que um dia me coube, na tarefa do surripianço, a “palmada” ao imprescindível tinto. Não me fiz de modas. Na adega da casa (loja como é uso aqui na zona designar-se) havia uns pipos com um vinho de estalo. À hora, que me pareceu mais adequada, entrei na loja e, com os maiores cuidados, enchi um garrafão de cinco litros, que logo ali já me sabia como o mais divinal néctar dos deuses. Troféu em guarda e eis-me à porta da loja a espiolhar vistas, a recatar-me de percalços. Caminho livre, pus-me em marcha, ar triunfante, feliz da vida, tudo a correr de feição. Foi então que me surgiu, a meio da calçada, vindo do chafariz de S. Sebastião, o meu avô. Fiquei estarrecido, mesmo sem jeito. E agora? Lá me tentei recompor e atabalhoadamente escondi, como pude, o garrafão atrás das costas. E a pergunta fatalmente veio.

-O que é que levas aí, rapaz?

 -Nada avô…é a telefonia de pilhas…vou ouvir música c’a malta…

-Ah, é a telefonia…já vi. E essa é das tais que dá uma música que vos põe todos a cantar num instante. Vai-te lá embora e tenham juízo. E olha, que a tua avó não o saiba!...

 

Era assim o meu avô. E deixem-me que lhe brinde esta “estorieta”. Postumamente, com a tal lagrimazita ao canto do olho.

 

Nuno Espinal

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Sexta-feira, 27 Março , 2009, 08:26

convento 1914

 

Fotografia de 1914 de grande qualidade técnica e estética. Tirada no exterior da “casa do convento”, já então na posse da família Abranches de Figueiredo, revela um ambiente de acentuado ruralismo.

Vila Cova, neste período, vivia praticamente ensimesmada, economicamente dependente da agricultura e era sede de uma freguesia que, segundo o censo de 1911, tinha 1433 habitantes, o maior número populacional que se lhe conhece, quando ainda tinha administrativamente anexado o Barril de Alva.

Foi em 1914 que o povo se manifestou armado de foices e cacetes e impediu o arrolamento da Igreja do Convento, que ia ser consumado pelo administrador do concelho, e reclamou, do Governo da República, a continuidade da posse daquele templo na Santa Casa de Misericórdia.

O povo de Vila Cova vivia, nesta época, praticamente isolado do mundo e o único meio de comunicação social seria a Comarca de Arganil, com distribuição semanal e apenas recebida por um muito escasso número de casas, estas as que tinham mais posses financeiras.

Neste ano, Vila Cova ainda era chamada de Vila Cova de Sub-Avô, já que só em 1918 passaria a denominar-se, por decreto, Vila Cova de Alva.

 

Nuno Espinal

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Sexta-feira, 27 Março , 2009, 01:31

Muito me congratulei ao ler há dias no Diário de Coimbra que vosso stock instrumental foi renovado. Vós mereceis. Eu que também toda a vida estive ligada à música, acho pessoalmente que é uma área bela, que muito ajuda a desenvolver e modelar a inteligência e o modo de ser das pessoas. Vejam os Italianos que desde muito novos iniciam seus estudos nesta matéria! Força e sigam em frente.

Lilinha

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 26 Março , 2009, 03:10

Um certo desalento parece ter tomado conta dos adeptos do Vilacovense. Habituados às vitórias, que jogo após jogo a equipa ia acumulando, apanharam de chofre e inesperadamente duas derrotas nesta fase do “Inatel”, o que lhes terá provocado alguma desconfiança quanto ao apuramento para a fase final. Mas há que manter a crença de que nada está em definitivo perdido. E mesmo que a equipa acabe por não conseguir o apuramento, a época já é de triunfo em termos de resultados desportivos.

O futebol é isto mesmo e são as incertezas que o rodeiam em termos dos resultados finais dos jogos, mesmo quando contrários à lógica que lhes é pré estabelecida, que lhe confere as ansiedades e paixões com que ele é vivido.

De facto tudo apontava (a lógica) para que o Vilacovense vencesse os dois jogos que já disputou. Não aconteceu assim, por mérito dos adversários (há que admitir) e por falta de alguma sorte, já que ao domínio incontestável manifestado nos dois jogos e às oportunidades de golo criadas, faltou a concretização, que a acontecer teria ditado outra sorte aos resultados. E como diz a velha máxima tão badalada na gíria do futebol, “quem não marca arrisca-se a perder”. E o Vilacovense acabou por perder.

Feitas as contas, a classificação de momento é a seguinte

 1º Vila do Mato - 0 pontos

2º Alqueidão  - 2 pontos

3º Paradela - 5 pontos

4º Vilacovense - 6 pontos

 

Nada está perdido, mas o actual quadro é elucidativo: vitórias precisam-se. A ver vamos o que vai suceder no próximo Domingo no jogo com o Paradela.

Entretanto, no último jogo com o Alqueidão. foi a seguinte a constituição da equipa

 Guarda-Redes: Paulo Henriques;

Defesas: Fábio Leitão, António Cruz (capitão), Wilson e David;

Médios: Hugo Ferreira, Paulo Ribeiro, Marco Paulo e Filipe;

Avançados: Marco Paulo e Mota

Suplente não utilizado: Bruno Santos

 Dirigentes Presentes: José Nobre, Carlos Antunes, António Leal, Renato e Luís Manuel

 

Nuno Espinal/Fábio Leitão

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 26 Março , 2009, 00:48

Correspondendo ao pedido, publicamos comunicado da Liga Regional Cojense:

 

"No dia 11 de Abril de 2009 a Liga Regional Gojense vai realizar uma Assembleia Geral, na Casa do Povo de Côja, pelas 15 horas, com a seguinte agenda de trabalhos.

 

1.     Leitura e aprovação da Acta da última Assembleia Geral;

2.     Apresentação, discussão e aprovação das contas referentes do ano de 2008;

3.     Decisão sobre a localização da sede da Liga;

4.     Proposta de alteração dos estatutos – Art.º 1.º e eventualmente Art.º 50.º;

5.     Proposta de alteração do Art.º 11º dos Estatutos;

6.     Decisão sobre o destino a dar á importância que a Liga Regional Cojense recebeu a título de compensação pela rescisão do contrato de arrendamento da sua sede em Lisboa;

7.     Outros assuntos de interesse para Côja.

 

Os assuntos referidos exigem aprovação por maioria de votos, ou seja, representativos de pelo menos metade dos sócios.

 

Não se obtendo o número de sócios suficiente para deliberar nestes termos, fica desde já marcada nova Assembleia para uma hora depois, no mesmo local, com a mesma Ordem de Trabalhos e, nesta situação, a aprovação será efectuada por maioria dos votos presentes, qualquer que seja o seu número.

 

Dada a importância dos pontos 3 e 6 da agenda agradece-se a comparência do maior número de sócios. "

 

Com os melhores cumprimentos

Isabel Guarda

Presidente da Direcção

 

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 25 Março , 2009, 22:48

 


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