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publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 29 Novembro , 2007, 23:57

Decorria o ano de 1808 e José Bonaparte, irmão de Napoleão Bonaparte, é reconhecido como Rei de Espanha.
A Península Ibérica revolta-se contra o domínio estrangeiro, o general francês Dupont teve de capitular em Baylen, e Junot, vencido em Portugal pelo exército anglo-luso nas batalhas de Roliça e Vimieiro, evacuou de Portugal depois de assinar a convenção de Sintra (30de Agosto de 1808).
No entanto em 1809, o general Soult invadiu Portugal sem alcançar resultados importantes. No ano seguinte, um grande exército comandado por Massena foi vencido na batalha do Buçaco e recuou diante das linhas de Torres Vedras, que protegiam Lisboa.
Existe informação no Arquivo Distrital da Universidade de Coimbra, a qual foi cedida pelo Padre Manuel Lopes Garcia, que foi pároco da freguesia de Vila Cova de Sub-Avô, com a relação dos roubos, incêndios, mortes e atrocidades que os malfadados franceses efectuaram pela sua passagem nesta Vila.
Esta informação reveste-se de grande importância para a História de Vila Cova e, nos seus traços mais gerais, revela o seguinte:
 
Decorria o dia “15 de Março de 1811”, pela tardinha, quando irromperam os franceses, vindos do Barril, pela Vila. Chegando a ser 3000 homens, acamparam nas vizinhanças da Vila, até ao dia 19 de Março, na expectativa da aproximação do exército português, de que andavam em fuga.
Enquanto cá se mantiveram os franceses quebraram, arrombaram, foram ás adegas e tulhas que automaticamente despejaram; saquearam casas e incendiaram-nas. Foram queimadas 11 casas. Roubaram milho, vinho, azeite e trigo; e da Igreja Matriz fizeram celeiro onde juntavam tudo que tinham saqueado, até as cortinas das igrejas utilizaram para as camas.
Roubaram frontais, rasgaram cortinas, véus, queimaram bancos, arcas, estantes e varas do palio, rasgaram os missais, quebraram duas cruzes do altar e roubaram também as imagens.”
Na casa da Misericórdia quebraram 3 pedras de “aras”, roubaram 3 Albos, cordões, duas estolas de Damasco e muitas outras coisas.
No Convento de Sto. António levaram vinho, milho, carne de porco e quebraram a louça. A Sacristia foi toda saqueada e levaram o Santo Lenho muitas mais relíquias e várias imagens.
Mataram nesta freguesia 15 pessoas utilizando os processos mais cruéis nos assassinatos que perpetraram. 
 
 
 
 
Sandra Cruz

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 29 Novembro , 2007, 12:27

Por Henrique Gabriel

 

 

 

 

Aquela procissão marcava as matinas. Vinham e iam dia-a-dia, todos os dias, com excepção dos Domingos, guardados para os afazeres do espírito e da cura das almas. De Vila Cova, de Anceriz e da Digueifel, por estradas, caminhos e atalhos. Fizesse sol, chuva ou abrindo caminho pelo nevoeiro, às oito e meia da manhã não havia lar que não tivesse ali o seu representante. Mulheres e idosos, que os outros já tinham marcado presença no café, bebido o copito de aguardente, o mata-bicho ritual herdado dos há muito idos tempos da peste mas que ali mantinha inquestionável valor terapêutico e a esta hora já suavam no amanho das terras ou caminhavam pinhais fora na recolha de resina. 
Entre sacas de batatas, caixas e caixotes recheados de mimos vários, galinhas e coelhos, vivos sim senhor, que era garantia de chegarem frescos aos que tinham partido para Lisboa na busca de boas aventuranças. A céu aberto, se estava bom tempo ou coberta com oleado, se as chuvas marcavam presença, lá vinha aquela saca bem fechada, com correia de cabedal e cadeado de ferro, na carroçaria da camioneta do Fernando Simões ou Fernando da Vide, por ser entre Coimbra e Vide que dia-a-dia cumpria a sua missão.
A hora estava há muito marcada, o Fernando não era homem de falhar a tal compromisso e assistir à abertura daquela saca, à hora certa, era ritual obrigatório.
Saca aberta, era aí que o Vasco entrava em acção, qual ilusionista tirando da cartola mil razões de contentamento: Era vê-lo, em cima daquele "mocho", assistente imprescindível para se fazer ouvir acima do seu pouco mais de metro e meio, por aquela multidão de rostos ansiosos por notícias. Pelas boas notícias, que as más chegavam por telegrama e corriam mais velozes que a camioneta do Fernando.
- António dos Santos, Maria da Silva, José Fonseca, Madalenas e Alfredos....e mais Antónios e mais Marias, mais alguns Josés e ainda mais uns quantos, que tocava a quase todos. A cada nome aclamado pelo Vasco a resposta era imediata: Para mim! E entre o cheiro de canelas e coloraus, bacalhaus e cafés, emergiam mãos abertas por cima das cabeças e liam-se as cartas logo ali, que as saudades davam lugar à ansiedade.
"Faço votos para que se encontrem todos de saúde, nós por cá todos bem, graças a Deus."

Todas começavam assim e a leitura desse primeiro parágrafo era panaceia de resultado imediato. Estavam de saúde e isso era o que se queria saber.
Entregue a última missiva preparava-se o cortejo de regresso. Lá iam saindo porta fora, uns mais acalmados, outros nem por isso, que hoje a caminhada tinha sido em vão.
E quase sempre havia alguém que ficava. Ficava, esperando pacientemente que todos saíssem e quando de novo se instalava a calmaria, lá se aproximava do balcão com olhar vazio de esperança: "Ó Vasco, vê bem na saca se não ficou lá nenhuma carta para mim!" E lá se ouvia acompanhado de um abanar de cabeça: "Não há mais nenhuma!". Nada a fazer. Havia que esperar pela nova alvorada, peregrinar de novo. E amanhã, talvez amanhã chegasse a esperada carta de envelope branco debroado a risquinhas azuis e vermelhas, sinal de que vinha por avião de terras muito distantes, dum suposto Portugal muito mais profundo do que as profundas terras de Vila Cova, Digueifel e Anceriz daqueles tempos. Era para lá que tinham marchado os mancebos, obrigados a trocar o peso da enxada, ferramenta de sustento da vida, pelo peso da espingarda, ferramenta de sustento da morte. As razões eram inquestionáveis pois ultrapassavam os limites do cabo do muro.
Mas amanhã ela chegaria e lá estaria bem legível com a caligrafia ciosamente ensinada pela D. Anita: …eu estou bem, graças a Deus.

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 28 Novembro , 2007, 19:00

De quando em quando, vão-se conhecendo novos “portais” e “blogues”, que se acrescentam ao mundo internáutico já existente no concelho de Arganil.
Perante este cenário suscitam-se frequentemente algumas perguntas. Ao todo, quantos serão? De todos, os já referenciados, quanto estarão activos? A que conteúdos e temas cada um se subordina?
As respostas a estas e outras perguntas podem provocar o interesse a muitos dos internautas que procuram na NET este mundo comunicacional relativo ao concelho.
É com este propósito, de criar uma base de dados do espaço internáutico do concelho, que os Portais “Miradouro de Vila Cova de Alva” e “Princesa do Alva” de Coja se dispõem a organizar um encontro dos Portais e Blogues. O encontro será um momento de confraternização e incitará os responsáveis por “páginas não institucionais ou comerciais” e por “blogues” do concelho a uma partilha de informações e conhecimentos. Para avançar com esta iniciativa dos Portais e Blogues existentes devem os respectivos responsáveis contactar, por mail, qualquer dos responsáveis do “Princesa do Alva” e do “Miradouro de Vila Cova”.     
 
 

publicado por Miradouro de Vila Cova | Terça-feira, 27 Novembro , 2007, 23:58

Caro Nuno Espinal:

Como todos podemos constatar, o Miradouro já teve mais de 25000 visitas. Magnifica meta esta, sobretudo se tivermos em conta o curto espaço de tempo em que foi conseguida. Aqui fica o meu brinde ao Miradouro e um Hip-Hip Hurra! Vamos todos contribuir para que este número seja "n" vezes multiplicado.
Aquele abraço do amigo
 

Antero Madeira

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Terça-feira, 27 Novembro , 2007, 11:19

Era visível o estado de degradação do cepo do sino da Capela de Vinhó. Cientes da situação, os vinhosenses decidiram remediar aquela pecha, pelo que, através do Sr. António Manuel Monteiro, se dirigiram à empresa Costa Ferreira de Arganil, para aquisição de um novo cepo.

Esta empresa, num gesto de solidariedade, ofereceu o cepo pretendido, que, como mostra a foto, já foi colocado no seu local de destino por um grupo de populares de Vinhó.

 

 

 

Notícia: Hugo Lopes

 

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 26 Novembro , 2007, 23:52

É já sintomático. Jogo que o Vilacovense dispute tem de se confrontar com catorze jogadores. Onze da equipa adversária e três da equipa de arbitragem. E quando o árbitro em campo é o mesmo que apitou o jogo de Domingo, na Bobadela, então o Vilacovense já nem tem que se iludir. O prejuízo é-lhe fatal.  
Ainda assim, com todos os escolhos que lhe couberam, o Vilacovense acabou por vencer esta partida, vitória que traduz a superioridade que manifestou em muitas fases do jogo.
No primeiro tempo o Vilacovense teve que correr atrás do prejuízo já que o Bobadela inaugurou o marcador. O golo do empate foi obtido por Bruno Carvalho, aos 35 minutos, à entrada da pequena área, após passe de Hugo Ferreira. 
O segundo tempo é especialmente marcado pelos minutos cinquenta, com três golos em seis minutos, dois para o Vilacovense aos 52 e 53 e um do Bobadela aos 58. O 2º do Vilacovense foi marcado por Marco Paulo, através de livre e o 3º por Gonçalo Lobo em recarga, após cruzamento de Bruno Carvalho. 
 
Constituição da equipa: Guarda-redes: Paulo Henriques;
Defesas: Kikas, Bruno Brito, António Cruz e Fábio Leitão;
Médios: Carlos Gomes capitão,substituído aos 5 minutos por Fernando Ribeiro que por sua vez voltou a sair sendo
substituído aos 90 minutos por David Coelho), Hugo Ferreira, Marco Paulo (substituído aos 63 minutos por Sérgio Gaspar), Bruno Carvalho e Gonçalo Lobo;
Avançado: Marco Gonçalves
Suplentes não utilizados: Helder Esculcas, Fernando e Bruno Santos.

O próximo jogo do Vilacovense será disputado no próximo dia 2 ás 15h0,0 no campo João Rafael d’Abranches Figueiredo, ás 15h00 e a equipa visitante será o Aldeia das Dez.
 
 
 
 
Nuno Espinal/Marisa Antunes
 

publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 26 Novembro , 2007, 22:19

É conhecida como a “Prazeres da Meda”, mas o seu verdadeiro nome é Maria dos Prazeres Mendes Esponso. Os seus 91 anos, que completou hoje, dão-lhe sabedoria de sobra que a eximem como contadora de histórias.
Claro, o passado, aquele que é mesmo do “antigamente”, está-lhe nos pódios da memória, e como se recorda dos tempos alegres e felizes da Vila Cova da sua mocidade!...
Os bailaricos, os carnavais, são coisas lindas do passado, mas ainda hoje é capaz, se oportunidade houver, de dar o seu pezinho de dança.
De quando em quando gosta de ler e graças a uns bons olhos, que nunca lhe foram maleita, mantém no dia a dia as suas rendas e bordados.
E é assim que vai somando dias à sua bonita e nonagenária vida.
Que some muitos mais Dª Prazeres…
 

publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 25 Novembro , 2007, 23:10
Engalanaram-se de cachecóis, cheios de águias e ditos como “o glorioso” e por aí fora. Ainda eram bastantes, alguns ainda os vi momentos antes de excursionarem até Coimbra.
 Um estrangeiro, que em Vila Cova passasse, na lógica do seu país, poderia perguntar:
-Vão apoiar a equipa da terra?
-Não - seria a resposta.
-Então é a equipa da zona, da região?
-Não, também não, vão apoiar uma equipa de Lisboa.
-De Lisboa? De tão longe e aqui logo tantos?
 
Pois é! É verdade que são mesmo muitos e quando somados aos dos outros dois são quase um país inteiro. São os ditos “três grandes”, dominam o futebol, têm o grande poder dos adeptos, de autarcas, do Estado e muitos favores de tudo, rádio, jornais, televisão e, claro…até árbitros.
 
 
 
Nuno Espinal

publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 25 Novembro , 2007, 08:40
In Diário das Beiras
 
 
Mais sete milhões para novas ETAR’s
 
  
Na inauguração da ETAR de Alagoa, o presidente da Águas do Mondego afirmou que serão investidos cerca de sete milhões de euros na construção de novas ETAR’s no concelho.
 
No local da antiga ETAR – Estação de Tratamento de Águas Residuais de Arganil, com mais de 20 anos, foi construída a ETAR da Alagoa/Arganil, que entrou ontem em funcionamento. A cerimónia incluiu uma visita guiada à nova ETAR, na qual estiveram presentes os presidentes dos conselhos de administração da Águas de Portugal e da Águas do Mondego e os presidentes da Câmara Municipal e da Junta de Freguesia de Arganil entre outras entidades.
A obra implicou uma “reabilitação profunda ao nível da capacidade de tratamento de águas residuais com tecnologias recentes”, que vai tratar os efluentes líquidos produzidos nos aglomerados populacionais de Arganil, Alagoa, São Pedro, Carvalhas, Sarzedo, Casal de São José e Secarias.
De acordo com a Águas do Mondego, esta infra-estrutura tem capacidade para servir 8.800 habitantes equivalentes, e representa um investimento de 1,073 milhões de euros, comparticipado em 53 por fundos comunitários.
Na sessão de inauguração, o presidente da câmara municipal realçou que a ETAR “servirá um conjunto vasto de sistemas de saneamento, abrangendo um número bastante significativo de munícipes”. A nova ETAR “era há muitos anos um anseio dos arganilenses”, referiu Ricardo Pereira Alves, realçando o empenho da autarquia na sua construção, bem como “a vontade, determinação e eficácia” dos quadros e dirigentes da empresa Águas do Mondego, que contribuirá para melhorar a qualidade ambiental no concelho e as águas do Rio Alva.
O autarca lembrou, contudo, a necessidade de construção das ETAR’s de Côja, Barril de Alva, Vila Cova de Alva, Casal de São João, Pomares e São Martinho da Cortiça, cuja responsabilidade é da Empresa Águas do Mondego, e “outras distribuídas pelo concelho”, da responsabilidade do município.
O presidente da Águas do Mondego concordou que as infra-estruturas relacionadas com o ambiente são “muito importantes para Arganil”, assim como para todo o país, revelando que este ano já foram inauguradas diversas ETAR’s. Relativamente às que falta construir no concelho, anunciou que se trata de um investimento que ronda os sete milhões de euros e que serão construídas “num curto espaço de tempo”. Referindo-se à nova ETAR de Arganil, o dirigente afirmou “que adopta tecnologias avançadas”.
O presidente da Águas de Portugal, Pedro Serra, salientou que o Governo começou a investir nestes projectos das ETAR’s desde 2003 e que “vai haver uma integração dos serviços em alta, da responsabilidade da Águas do Mondego, com os serviços em baixa, da responsabilidade das autarquias”, anunciou. “Será feita sem consideração pelas cores políticas dos autarcas”, frisou.
 
Lurdes Gonçalves

publicado por Miradouro de Vila Cova | Sábado, 24 Novembro , 2007, 01:08

No passado Domingo dia 18, pelas 11.30 horas, na maternidade Daniel de Matos em Coimbra, nasceu o menino Pedro Alexandre, filho de Elsa Margarida Santos e António José Cortês, naturais desta Aldeia de Casal de S.  João.
O Pedro Alexandre tem uma irmã, que é a Vanessa, é neto materno de Jorge Manuel Santos e Lúcia Santos e paterno de Hélio Cortês e Conceição Almeida, todos de Casal de S. João.
 
A toda a família muitos parabéns e felicidades.
 
 
 
Notícia: António Tavares

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Como sempre, texto a condizer com a realidade dos...
Tão lindos! Beijinhos e boas férias para todos.
Muito bem.abraço a tds vós amigos de longa data
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