Crónica mais tarde
Estrada com “Piso Empedrado”
Correspondendo ao interesse dos vilacovenses, o “Miradouro” apurou as seguintes informações, prestadas pelo arquiteto Bruno, sobre o projeto das obras que estão a decorrer no espaço “histórico” da nossa aldeia, obras integradas no programa de “Vila Cova Aldeia do Xisto”.
Uma das intervenções que merece mais destaque relaciona-se com o troço da estrada entre a curva da Meda e o Portão da Casa do Convento (cerca de oito metros para lá em direção a Avô). Este troço vai ficar todo empedrado (granito), com passeios e bancos de jardim, colocados estes em sítios mais espaçados, como por exemplo na zona das tílias. Há a referir que os passeios terão muito pouca altura para permitir serem galgados quando se cruzem, no tráfego corrente, viaturas de maior porte.
Na zona das tílias serão mantidas as atuais três árvores e acrescentadas mais algumas do lado esquerdo da estrada na direção nascente.
Entretanto, neste projeto há duas ruas que merecem destaque especial. Uma é a rua que sai do Outeiro e segue em direção ao Adro (Rua Direita). A outra rua é a que passa por detrás das “tílias” e flete para a esquerda em direção à Praça. Estas duas ruas terão uma faixa ao centro em lajes de granito e nas suas entradas e saídas serão inscritas no chão as toponímias de outras ruas. As ruas secundárias que se cruzam com estas serão motivo de limpeza e em zonas mais degradadas proceder-se-á a alguns arranjos.
No Adro serão eliminados dois canteiros e mantido o canteiro da árvore maior. Pretende-se com esta medida proporcionar uma visão de maior dimensão ao local. O canteiro a manter será alargado e ficará com um banco de jardim. Outros bancos de jardim serão colocados no Largo, como será o caso de dois deles que ficarão colocados lateralmente às escadas que dão acesso à Igreja Matriz.
Na Praça será retirado o fontanário que será colocado ao fundo, incrustado numa das paredes da quinta da casa “Kessler”. Serão colocados em vários locais bancos e papeleiras e o beco, onde está configurado um pátio habitacional, ficará com o mesmo piso (atual empedrado) da Praça.
Finalmente a intervenção na escadaria do Convento, que adquire, pela sua imponência, uma grande importância. Os muros serão reconstruídos e rebocados, dando-se-lhe o aspeto originário. Serão também colocados, nos patamares da escadaria, bancos e papeleiras.
Esperamos apresentar brevemente aos leitores do Miradouro á planta do projeto.
Nuno Espinal
As vitórias de uma associação, como a do Grupo Desportivo Vilacovense, não se conquistam só nas contendas desportivas. Há grandes vitórias conquistadas noutras vertentes, como, por exemplo, a da valiosa aquisição de uma viatura-carrinha, com a finalidade de apoiar as deslocações da equipa de futebol.
Estão por isso de parabéns a Direção e a Presidente do Vilacovense.
A referida viatura, da marca Hyundai, foi adquirida com o apoio da Câmara Municipal de Arganil que contribuiu com um subsidio extra no montante de 2500€, sem dúvida uma ajuda essencial, sem a qual o Grupo Desportivo não poderia suportar o custo total da referida viatura.
Da parte da Junta de Freguesia há também a promessa, dentro das possibilidades da autarquia, de apoio a esta aquisição.
Mas os apoios não se ficam por aqui. Após a chegada da viatura alguns e sócios e simpatizantes decidiram contribuir com donativos em dinheiro.
A Presidente do Vilacovense, Dr.ª Andreia Paiva, agradece a todos o apoio concedido e antecipa desde já agradecimentos a todos quantos, no futuro, queiram continuar a conceder donativos relativamente a esta compra.
O Inverno tem sido frio, apesar de nos últimos dias a temperatura do ar, especialmente durante o final das manhãs e o período das tardes, ser amena, com um sol delicioso a brilhar num céu límpido. Mas, esta dádiva, em pleno inverno, pode vir a sair cara. As nascentes estão à míngua e o chafariz de São Sebastião é bem demonstrativo, no seu reduzido fio de água, das consequências desta persistência de tempo seco.
Respigámos dos jornais uma notícia que só adensa as preocupações que muitos, por saber e experiência, já manifestam:
«Portugal continental poderá enfrentar uma situação de seca extrema em fevereiro, caso se mantenha a falta de precipitação verificada em janeiro, disse agência Lusa o meteorologista Manuel Costa Alves.
"Tudo depende de fevereiro. Mas tem que ser um fevereiro muito chuvoso para inverter a situação. Se o comportamento de fevereiro for semelhante ao de janeiro chegaremos à seca extrema", sublinhou o especialista.
Manuel Costa Alves considera ser extremamente importante que os próximos meses possam trazer a chuva, mas explicou que "perdida a precipitação de inverno a precipitação da primavera nunca é suficiente para inverter a situação".»
Vasco da Gama 0 Vilacovnese 1
Mesmo sem alguns dos seus habituais titulares, a equipa de futebol do Vilacovense tornou a demonstrar a sua real valia, vencendo com toda a justiça o conjunto do Vasco da Gama de Seixo da Beira e reforçando a ideia de que os resultados da primeira volta estão longe de corresponder à sua verdadeira qualidade coletiva e individual.
Bom jogo de futebol, com uma exibição muito personalizada do Vilacovense, perante um adversário difícil, em que pontificam jogadores com qualidade e juventude.
Arbitragem com um outro erro, mas imparcial e sem influência no resultado.
Constituição da equipa:
Guarda-Redes: Adriano Silva;
Defesas: Fábio Leitão (Sérgio Fonseca aos 65 min.)António Cruz (cap), Wilson e Marco Oliveira (marcador do golo aos 82 min.);
Médios: Sérgio Gaspar, Luís Carlos, Filipe Tavares e Paulo Ribeiro;
Avançados: António Pereira e Eduardo Girio (Bruno Santos aos 78 min.).
Suplentes não utilizado: Rui Lourenço.
Treinador: Rui Mota.
Massagista: Fernando Figueiredo.
Delegado José Manuel Santos.
No próximo domingo o Vilacovense recebe o St. António do Alva, às 15 horas.
Nuno Espinal/Fábio Leitão
Será que a identidade europeia tem características semelhantes à identidade de um qualquer cidadão relativamente à sua nacionalidade? É evidente que não. E falo também por mim. A minha identidade portuguesa tem vínculos umbilicais, havidos com a territorialidade do meu país, a sua cultura, a sua história, os usos, os costumes e tradições, as memórias e as vivências do presente. É um sentimento, um sentimento que sinto que me é espontaneamente natural. Bem diferente de uma identidade europeia, a que falta essa chama, essa afeição, um espontâneo auto-reconhecimento. Perguntar-se-á então: O conceito de “identidade europeia” está, assim, destituído de sentido? Também não reconheço que assim seja. Há de facto um “identidade europeia”, mas assente em razões e registos diferentes dos que vinculam uma identidade de um qualquer cidadão europeu relativamente ao seu país. Adquirimos uma “identidade europeia” através da consciência do que nos liga à condição de cidadãos da União Europeia. Diz o Tratado da União Europeia: – “É cidadão da União qualquer pessoa que tenha a nacionalidade de um Estado-Membro”. É pois a partir da assumção da condição de cidadania europeia que a “identidade europeia” se constrói. Esta condição nunca superará a condição da nossa nacionalidade. O próprio Conselho Europeu referiu, num dos seus comunicados, que a cidadania europeia “não substitui de modo nenhum a cidadania nacional” e que a União Europeia “respeita a identidade nacional dos seus membros”. Será, então, neste contexto, por via da cidadania, que os cidadãos dos Estados-Membros da União se percebem como cidadãos com uma “identidade europeia”. Como dizia Jurgen Habermas “numa democracia liberal os cidadãos devem ser leais e identificar-se não com uma identidade cultural comum, mas sim com princípios constitucionais que garantam plenamente os seus direitos e liberdades”.
Nuno Espinal
Andou desaparecido durante cerca de um mês, mas eis que, quando já nada o fazia prever, lá o foram encontrar no sítio de onde foi surripiado, dentro de uma caixa de cartão. Pois é! O Menino Jesus retornou depois de uma ausência que se engendrará, por certo, nas histórias de mistérios desta nossa abençoada terrinha.
Será que nestes dias de bater o dente, alguém o quis safar do desconforto de um gélido armário que lhe serve de guarida numa das sacristias da Igreja?
Claro que esta tese não colherá prosélitos. Mas já que em frio se fala, o mais certo é que o agente, de tão sacrílego ato, tenha sentido uma frialdade na consciência a ponto de ter reconsiderado e devolvido a santa imagem ao seu poiso natural.
E pronto. Ponto final no assunto. Ou talvez não. A “vox populi” tem matéria para imaginativos desenvolvimentos…
Nuno Espinal
O futebol atrai muitos vilacovenses sempre que a equipa da terra joga em casa. E, malgrado um ou outro impropério, a verdade é que o civismo tem imperado por parte dos adeptos, o que contraria histórias que se contam de algum comportamento que, já lá vão uns anos, não abonava em prol de uma desejável boa convivência, de resto, predicado reconhecido aos vilacovenses. O que se conta de uma célebre colher de pau que “festejou” uns quantos apaniguados de uma equipa adversária é já história que pertence às calendas.
Tudo cordato portanto. E esta atitude de saudável desportivismo até é capaz de contagiar árbitros e jogadores, a julgar pela franca confraternização que envolveu alguns dos protagonistas de dentro das quatro linhas, momentos antes do início da partida Vilacovense-Alvoco.
Nuno Espinal